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Adivinhem? Infrazero quer aumentar taxas aeroportuárias

Enviado: Ter Abr 12, 2005 19:48
por Black Typhoon
Governo estuda elevar tarifas nos aeroportos

ELIANE CANTANHÊDE
COLUNISTA DA FOLHA

HUMBERTO MEDINA
DA SUCURSAL DE BRASÍLIA

O governo discute novo reajuste para as tarifas cobradas pela Infraero (Empresa Brasileira de Infra-Estrutura Aeroportuária) nos principais aeroportos do país, mas não há consenso entre as áreas envolvidas. A área econômica é a favor, mas a operacional teme que os recursos não sejam aplicados em melhorias, mas repassados ao Tesouro Nacional.

O argumento para o novo aumento é a adequação dos aeroportos à normas internacionais de segurança que passaram a ser exigidas após os atentados terroristas do 11 de Setembro nos EUA.

Em fevereiro, as tarifas cobradas pela estatal já haviam sido reajustadas em 26%, após um "congelamento" de quase oito anos. A Infraero pedia 46%, mas o governo acabou dando aproximadamente a metade e ficou de fazer novo aumento em junho.

O aumento das tarifas cobradas nos aeroportos foi tema da reunião entre o presidente interino e ministro da Defesa, José Alencar, com o ministro da Fazenda, Antônio Palocci Filho, e representantes da Infraero e do DAC (Departamento de Aviação Civil, subordinado à Aeronáutica).

Em 2004, a crise das empresas aéreas afetou os resultados da Infraero. A estatal lucrou R$ 4,5 milhões, contra R$ 188 milhões em 2003. No ano passado, só com as tarifas de embarque (pagas diretamente pelos usuários) e de pouso e permanência (pagas pelas empresas), a estatal arrecadou R$ 531,3 milhões.

De acordo com portaria publicada no "Diário Oficial" da União de ontem, acaba a partir do próximo sábado o desconto de 10% que era concedido nas tarifas de embarque dos aeroportos de Guarulhos (SP), Galeão (RJ) e Confins (MG). No caso dos aeroportos de São Paulo e Rio, o fim do desconto significa que os passageiros pagarão R$ 11,55 para embarcar.

No caso de Confins, o DAC decidiu que até março de 2006 os passageiros pagarão R$ 9,08, em vez de R$ 11,55. A medida foi adotada para compensar os passageiros de vôos que partiam ou chegavam ao aeroporto da Pampulha (central) e que foram transferidos para Confins (a aproximadamente 45 minutos ou 45 quilômetros do centro de Belo Horizonte).