Memórias do Avro / Fortes Emoções

Espaço nostálgico do Aerofórum, sobre fatos da aviação passada, fotos, flight reports, etc.

Moderador: Moderadores

Regras do fórum
As regras do fórum estão disponíveis CLICANDO AQUI.
Vickers
PP
PP
Mensagens: 96
Registrado em: Seg Set 19, 2011 23:06

Memórias do Avro / Fortes Emoções

Mensagem por Vickers »

Saiu no excelente Almanaque Gaúcho, do :

http://wp.clicrbs.com.br/almanaquegauch ... 3,1,1,,,13

Alguém tem mais "Memórias do Avro" ou desse tempo?

Dias atrás saiu nesse espaço da Zero Hora sobre o acidente do Caravelle PP-VJD em Brasília há 50 anos:

http://wp.clicrbs.com.br/almanaquegauch ... 3,1,1,,,13

:yesyes:
Avatar do usuário
Maurício
MASTER
MASTER
Mensagens: 2019
Registrado em: Dom Dez 19, 2004 16:10
Localização: Belo Horizonte - MG

Re: Memórias do Avro / Fortes Emoções

Mensagem por Maurício »

Os Avros serviram o interior do RGS até início de 1976, em Bagé, Alegrete e Uruguaiana.
" Uma vez que você tenha experimentado voar, você andará pela terra com seus olhos voltados para o céu, pois lá você esteve e para lá desejará voltar." (Leonardo da Vinci)
José Cursio
AeroConselho
Mensagens: 7901
Registrado em: Qua Ago 02, 2006 14:21
Localização: São Paulo

Re: Memórias do Avro / Fortes Emoções

Mensagem por José Cursio »

Boa tarde amigos Forenses.

O Avro HS-748 na Varig e O Avro 748 na FAB.

São duas as fontes de informações, mas acho que uma copiou a outra os textos são iguais. ou pelo menos 90% .

http://www.jrlucariny.com/Site2008/avrovrg/avrovrg.html" onclick="window.open(this.href);return false;

Flap Internacional – Edição Especial nº 327 – 1ª quinzena de dezembro de 1999.
=====================================================================================================
1º Avro a operar na Varig.
http://img683.imageshack.us/img683/6016/igm662.jpg" onclick="window.open(this.href);return false;
=====================================================================================================
1ª fonte.
"Apesar de suas qualidades inegáveis, o 748 só operou no Brasil através de uma companhia aérea, a Varig.

Inicialmente, a companhia fez um acordo com a Hawker Siddeley para operar em caráter de teste o segundo protótipo, a fim de testar suas qualidades operacionais.

A Varig solicitou ao DAC a autorização para a sua utilização no período de 18 de dezembro de 1965 a 31 de janeiro de 1966, em rotas típicas como Belo Horizonte/Salvador; Recife/São Luís; Goiânia/Belém e São Paulo/Foz do Iguaçu. Antes mesmo, em 17 de dezembro de 1965, o DAC já havia emitido o certificado de aeronavegabilidade para o aparelho, que teria como matricula PP-VJQ, fazendo a viagem inaugural em 23 de dezembro do mesmo ano na rota São Paulo/Foz do Iguaçu.

Terminado o prazo, a Varig gostou da aeronave, e embora o PP-VJQ tenha sido devolvido à Hawker, a Varig encomendou 10 aviões da Série 2, ao custo unitário de 421.115 libras esterlinas.
O primeiro a ser entregue foi o PP-VDN, em 14 de novembro de 1967 em cerimônia realizada no aeroporto de Congonhas, e o último, o PP-VDX, em 15 de dezembro de 1968.

E mesmo depois da aquisição da Avro pela Hawker-Siddeley, quando os aviões passaram a ser chamar oficialmente HS 748, a Varig (e o público) continuaram a chamar a aeronave mesmo de Avro.

No primeiro ano de operação total dos Avro 748 (1968) o tipo acumulou um total de 13.997 horas voadas em rotas para localidades remotas no interior do país, onde o DC-3 ia sendo substituído paulatinamente. As principais rotas eram Rio / São Paulo / Joinville / Itajaí, Rio / Belo Horizonte / Araxá / Uberaba / Uberlândia dentre outras.

Tal era a eficiência dos 748 que em 1972, as aeronaves já serviam mais de 50 cidades, conectando as principais cidades do interior dos estados às capitais como São Paulo, Porto Alegre, Salvador, Rio de Janeiro, Porto Alegre e Belo Horizonte. Uma comparação feita pelo DAC mostrava a excelente utilização do Avro: num mesmo ano, os Avro marcaram 21.076 horas de vôo, frente ao seu principal concorrente, o NAMC YS-11, que mesmo operado pela Cruzeiro do Sul e pela VASP, só havia voado 19.400 horas.

Durante sua carreira na Varig, que se estendeu por nove anos, os níveis de segurança deixaram a desejar. Três aeronaves foram perdidas em acidentes, ou seja, 30&25 da frota. Foram eles o PP-VDQ, acidentado em Uberlândia - MG, sem vítimas fatais, em 14 de dezembro de 1969. Depois o PP-VDU, acidentado em Porto Alegre - RS, igualmente sem vítimas fatais, em 9 de maio de 1972, durante vôo de treinamento. E o último, PP-VDN, acidentado em Pedro Afonso - GO, em 17 de junho de 1975, foi mais triste, pois matou o co-piloto Nilo Sérgio Lemos."

JBAN
========================================================================================================
2ª fonte - Revista Flap.

O Avro 748 na FAB.

A Força Aérea Brasileira (FAB) foi o primeiro operador do Avro 748 n Brasil, tendo encomendado em 1961 seis aparelhos da Serie 2. O primeiro exemplar desta encomenda inicial – o C-91 2500 (n/s 1550) – foi recebido em 17 de novembro de 1962, e o último – C 2505 (n/s 2505) - em 28 de setembro de 1963.
Esses aviões foram inicialmente operados pelo Grupo de Transportes Especial, sediado e Brasília, que utilizou na movimentação de autoridades da data de sua chegada ao pais
até maio de 1966, quando foram então transferidos ao1º Esquadrão do 2º Grupo de Transportes, com sede na Base Aérea do Galeão, Rio de Janeiro.
Posteriormente a FAB encomendou mais seis aviões, todos da série 2A/LFD, providos de ampla porta de carga no lado esquerdo traseiro da fuselagem, e que receberam as matriculas C-91 2506 a 2511. O primeiro deles – o C-91 2506 (n/s 1729) – foi recebido em 24 de janeiro de 1975, e o último em – o C-91 2511 (n/s 1734) em 18 de dezembro do mesmo ano. Os aviões deste segundo lote foram todos destinados ao 2º Esquadrão de Transportes, também sediado na Base Aérea do Galeão.
Onze dos dose aviões 748 originalmente adquiridos pela FAB continuam ativos até essa data (da revista 12/1999), sem previsão de substituição a curto prazo. Suas operações por mais de 36 anos na FAB, onde continuam prestando relevante serviços estabeleceu um recorde de longevidade e segurança operacional.
Essa bonita marca, entretanto, foi parcialmente maculada em 09 de fevereiro de 1998, quando o C-91 2509 (n/s 1732) acidentou-se ao bater a biquilha durante pouso em Navegantes, Santa Catarina, felizmente sem vitimas. O aparelho foi declarado irrecuperável e canibalizado.
Independente disto, o recorde operacional estabelecido é um testemunho do acerto da filosofia de projeto que norteou o desenvolvimento do Avro 748 – aliando a robustez,
segurança e docilidade de comando à facilidade de manutenção - além de um preito à dedicação e competência das sucessivas gerações que tiveram o privilégio de mantê-lo e voá-lo na FAB.
Flap Internacional – Edição Especial nº 327 – 1ª quinzena de dezembro de 1999

Os que operaram na VARIG.
http://img291.imageshack.us/img291/4739/img852mo3.jpg" onclick="window.open(this.href);return false;
Ficha técnica.
http://img291.imageshack.us/img291/9724/img853pn0.jpg" onclick="window.open(this.href);return false;

Abraços

Cursio
Responder