BRA promete acirrar briga na aviação
Enviado: Dom Abr 10, 2005 22:06
BRA promete acirrar briga na aviação
Hoje em Dia - MG - 10/04/2005
Autorizada a operar com vôos regulares, depois de cinco anos trabalhando com fretamentos, a BRA Transportes Aéreos trabalha agora para terminar de montar sua malha, que inclui a criação de novos destinos. A meta para 2005 é aliar US$ 9 milhões em investimentos à filosofia de que é preciso ir ao encontro do poder de compra do brasileiro para dobrar o número de passageiros transportados. A expectativa é que a empresa comece a operar os vôos regulares em junho.
Com um discurso ambicioso, o diretor comercial da BRA, Walter Folegatti, defende a idéia de que os 60 milhões de usuários de celulares brasileiros são clientes potenciais da aviação doméstica. 'Entendemos que quem tem celular pode fazer uma viagem aérea, se for motivado para isso. Hoje, não temos mais que seis milhões de CPFs que viajam no país', pondera Folegatti.
Para motivar esse passageiro, a BRA aposta nos preços baixos e adota como lema a máxima de que é preciso popularizar para crescer. Com nove aeronaves, a empresa já faz a ligação de 32 cidades e chega a transportar, nos períodos de pico, 12 mil passageiros dia. A média anual é 7.500.
'Como 70% da nossa oferta já têm regularidade, é só uma questão de rebatizar esses vôos. Mas também vamos expandir e criar novos destinos', adianta o diretor, que está adquirindo nove novas aeronaves ainda este ano. 'Nossos preços competem com os do ônibus. Enquanto o transporte rodoviário leva 28 horas para atravessar dois mil quilômetros, o avião faz o mesmo em duas horas. E é possível que seja por um preço similar', garante Folegatti.
Sobre o perfil do público que voa BRA, o diretor diz que vai de A a E. 'Há aqueles que só podem voar BRA, por causa dos preços, mas também há os ricos inteligentes', brinca, marqueteiro. O gestor da BRA em Belo Horizonte, José Roberto de Castro e Souza, conta que a venda de bilhetes começou como uma forma de ocupar os assentos ociosos dos fretamentos que atendiam a pacotes aéreos. 'Como temos operações enxutas e procedimentos bem simples, podemos vender essa sobra de lugares por um preço bastante competitivo', justifica o gestor de BH.
Pela BRA, um bilhete de BH para São Paulo custa R$ 99, para Brasília R$ 139, para Porto Seguro R$ 191, para Recife R$ 345, para Goiânia R$ 143, para João Pessoa R$ 294, São Luiz R$ 352 e Terezina R$ 306. De BH, há vôos saindo às terças, quintas, sextas e sábados. Como são fretamentos, o passageiro fica sujeito a reprogramação do horário. Segundo o gestor, os preços mais baixos se refletem em uma taxa de ocupação média de mais de 90%. 'É importante destacar que no nosso caso não se trata de promoção, de uma campanha sazonal, é a política da empresa', defende. O slogan adotado na campanha publicitária da companhia é 'Avião mais barato que busão', exibido em traseiras de ônibus da cidade. Hoje, a venda de bilhetes avulsos responde por aproximadamente 45% dos assentos das aeronaves. 'Tínhamos três grandes companhias, e elas dividiam o mercado, uma tomando passageiros das outras. Elas não agregavam novos passageiros. Isso está mudando', avalia Souza.
-
Hoje em Dia - MG - 10/04/2005
Autorizada a operar com vôos regulares, depois de cinco anos trabalhando com fretamentos, a BRA Transportes Aéreos trabalha agora para terminar de montar sua malha, que inclui a criação de novos destinos. A meta para 2005 é aliar US$ 9 milhões em investimentos à filosofia de que é preciso ir ao encontro do poder de compra do brasileiro para dobrar o número de passageiros transportados. A expectativa é que a empresa comece a operar os vôos regulares em junho.
Com um discurso ambicioso, o diretor comercial da BRA, Walter Folegatti, defende a idéia de que os 60 milhões de usuários de celulares brasileiros são clientes potenciais da aviação doméstica. 'Entendemos que quem tem celular pode fazer uma viagem aérea, se for motivado para isso. Hoje, não temos mais que seis milhões de CPFs que viajam no país', pondera Folegatti.
Para motivar esse passageiro, a BRA aposta nos preços baixos e adota como lema a máxima de que é preciso popularizar para crescer. Com nove aeronaves, a empresa já faz a ligação de 32 cidades e chega a transportar, nos períodos de pico, 12 mil passageiros dia. A média anual é 7.500.
'Como 70% da nossa oferta já têm regularidade, é só uma questão de rebatizar esses vôos. Mas também vamos expandir e criar novos destinos', adianta o diretor, que está adquirindo nove novas aeronaves ainda este ano. 'Nossos preços competem com os do ônibus. Enquanto o transporte rodoviário leva 28 horas para atravessar dois mil quilômetros, o avião faz o mesmo em duas horas. E é possível que seja por um preço similar', garante Folegatti.
Sobre o perfil do público que voa BRA, o diretor diz que vai de A a E. 'Há aqueles que só podem voar BRA, por causa dos preços, mas também há os ricos inteligentes', brinca, marqueteiro. O gestor da BRA em Belo Horizonte, José Roberto de Castro e Souza, conta que a venda de bilhetes começou como uma forma de ocupar os assentos ociosos dos fretamentos que atendiam a pacotes aéreos. 'Como temos operações enxutas e procedimentos bem simples, podemos vender essa sobra de lugares por um preço bastante competitivo', justifica o gestor de BH.
Pela BRA, um bilhete de BH para São Paulo custa R$ 99, para Brasília R$ 139, para Porto Seguro R$ 191, para Recife R$ 345, para Goiânia R$ 143, para João Pessoa R$ 294, São Luiz R$ 352 e Terezina R$ 306. De BH, há vôos saindo às terças, quintas, sextas e sábados. Como são fretamentos, o passageiro fica sujeito a reprogramação do horário. Segundo o gestor, os preços mais baixos se refletem em uma taxa de ocupação média de mais de 90%. 'É importante destacar que no nosso caso não se trata de promoção, de uma campanha sazonal, é a política da empresa', defende. O slogan adotado na campanha publicitária da companhia é 'Avião mais barato que busão', exibido em traseiras de ônibus da cidade. Hoje, a venda de bilhetes avulsos responde por aproximadamente 45% dos assentos das aeronaves. 'Tínhamos três grandes companhias, e elas dividiam o mercado, uma tomando passageiros das outras. Elas não agregavam novos passageiros. Isso está mudando', avalia Souza.
-