Para empresas de ônibus, concorrência é 'desleal'
Enviado: Dom Abr 10, 2005 22:05
Para empresas de ônibus, concorrência é 'desleal'
Hoje em Dia - MG - 10/04/2005
No fogo cruzado da guerra de tarifas das companhias aéreas pela conquista de um novo segmento de passageiros, as viações rodoviárias se ressentem da nova concorrência e protestam contra os descontos limitados a apenas alguns assentos por vôo. 'É uma guerra desleal. Se nós formos dar algum desconto tem de ser para o ônibus inteiro. As companhias movimentam a mídia, e as pessoas, atraídas, acabam optando pelo avião', avalia o gerente de vendas da Companhia São Geraldo de Viação, Paulo Anselmo.
O gerente, que não tem um levantamento sobre o número de passageiros perdidos para o transporte aéreo, entende que a guerra tarifária não chega a ser uma ameaça. 'Como os descontos são esporádicos e limitados a alguns assentos, não chega a nos ameaçar, mas prejudica nossa rentabilidade. Perdemos passageiros por um período e depois tudo volta ao normal', garante Paulo Anselmo. De acordo com o gerente, os ônibus também vêm perdendo mercado nos últimos anos devido ao aumento da frota de carros e à concorrência do transporte alternativo. 'Somos atacados por terra e pelo ar', reclama.
O assessor da diretoria da Empresa Gontijo de Transportes Ltda, Juvercy Alves de Oliveira, diz que a viação vê com preocupação a migração de passageiros, mas não tem condições de 'entrar nessa guerra'. 'Não podemos fazer nada, a não ser continuar trabalhando. Eles fazem essas promoções por algum tempo, mas nossa realidade é duradoura. Cumprimos com nossa carga tributária. No setor rodoviário, não tem empresa quebrando e sendo saneada pelo governo', alfineta. Com rotas para todo o brasil, a Gontijo também não tem um levantamento sobre a perda de passageiros.
Hoje em Dia - MG - 10/04/2005
No fogo cruzado da guerra de tarifas das companhias aéreas pela conquista de um novo segmento de passageiros, as viações rodoviárias se ressentem da nova concorrência e protestam contra os descontos limitados a apenas alguns assentos por vôo. 'É uma guerra desleal. Se nós formos dar algum desconto tem de ser para o ônibus inteiro. As companhias movimentam a mídia, e as pessoas, atraídas, acabam optando pelo avião', avalia o gerente de vendas da Companhia São Geraldo de Viação, Paulo Anselmo.
O gerente, que não tem um levantamento sobre o número de passageiros perdidos para o transporte aéreo, entende que a guerra tarifária não chega a ser uma ameaça. 'Como os descontos são esporádicos e limitados a alguns assentos, não chega a nos ameaçar, mas prejudica nossa rentabilidade. Perdemos passageiros por um período e depois tudo volta ao normal', garante Paulo Anselmo. De acordo com o gerente, os ônibus também vêm perdendo mercado nos últimos anos devido ao aumento da frota de carros e à concorrência do transporte alternativo. 'Somos atacados por terra e pelo ar', reclama.
O assessor da diretoria da Empresa Gontijo de Transportes Ltda, Juvercy Alves de Oliveira, diz que a viação vê com preocupação a migração de passageiros, mas não tem condições de 'entrar nessa guerra'. 'Não podemos fazer nada, a não ser continuar trabalhando. Eles fazem essas promoções por algum tempo, mas nossa realidade é duradoura. Cumprimos com nossa carga tributária. No setor rodoviário, não tem empresa quebrando e sendo saneada pelo governo', alfineta. Com rotas para todo o brasil, a Gontijo também não tem um levantamento sobre a perda de passageiros.