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Fim de parceria faz TAM ampliar vôos em 12%

Enviado: Ter Abr 05, 2005 23:10
por MARR
Fim de parceria faz TAM ampliar vôos em 12%
Folha de S. Paulo - 05/04/2005
A TAM informou ontem que, a partir de 2 de maio, quando termina seu compartilhamento de vôos com a Varig, aumentará sua oferta em 12%. A companhia aérea passará a voar para 44 cidades. Hoje, a malha da empresa atinge 41 destinos. Além disso, as cidades de Joinville e Navegantes (SC) passarão a ter vôos diários para o aeroporto de Congonhas (São Paulo). A companhia também acrescentará freqüências às atuais na ponte aérea Rio-São Paulo, ao passar de 25 para 31 diárias, com vôos partindo de meia em meia hora de ambos os aeroportos.

Para os Estados do Nordeste, a TAM oferecerá mais ligações a partir dos aeroportos de Guarulhos, em São Paulo, e Galeão, no Rio de Janeiro. As operações a partir de Guarulhos aumentarão em 15%, e do Galeão, em 65%. Segundo a companhia aérea divulgou ontem, a elevação de oferta será possível graças ao aumento de produtividade da frota, que passará a voar 11,2 horas por dia, ante as 10 horas atuais. A TAM já recebeu mais dois Airbus-320. Outros dois chegam até agosto.

Varig - Até a próxima sexta-feira, o conselho de curadores da Fundação Ruben Berta, controladora da Varig, escolhe quais investidores interessados na aérea serão levados para aprovação ou não do colégio deliberante. São quatro as propostas analisadas hoje. No início da semana passada, houve uma reunião no Rio entre os sete curadores para analisar duas ofertas. Uma delas é de um grupo português.

De acordo com pessoas ligadas ao processo, essa é uma proposta que já foi apresentada ao ministro da Defesa, José Alencar, por alguns curadores -o presidente da companhia aérea, Luiz Martins, que também é curador, não esteve presente a essa reunião. Seria a oferta mais forte até agora.

Outras duas propostas chegaram à FRB, uma delas do empresário German Efromovich, da companhia aérea Ocean Air. Martins apresentou a Alencar uma outra proposta, do empresário Nelson Tanure, dono do "Jornal do Brasil" e da "Gazeta Mercantil", que tem interesse na marca e nos ativos da aérea. Ele teria oferecido R$ 90 milhões pela empresa, mas não estaria disposto a assumir o passivo da companhia, que chega a R$ 7 bilhões.

Gol - Além dessas propostas, havia rumores ontem de que o presidente da aérea, Martins, teria tido uma reunião com o presidente da Gol, Constantino Júnior, em São Paulo, sobre a empresa. As assessorias de imprensa da Varig, da Gol e da FRB não confirmaram. Os 165 membros do colégio têm que aprovar uma eventual operação de aquisição e são convocados com oito dias de antecedência, a fim de que se programem para comparecer -alguns moram no exterior.

A afirmação do sindicato dos aeronautas de que terão reunião com os curadores no dia 8, em que seria revelada a nova reorganização da composição acionária da Varig, causou desconforto entre os membros do colégio. Isso porque a federação conheceria o investidor ou investidores selecionados pelo conselho antes do colégio deliberante.
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Enviado: Ter Abr 05, 2005 23:11
por MARR
Sem code-share, TAM amplia sua oferta e Varig corta nove destinos
Valor Econômico - 05/04/2005
A partir de 2 de maio, TAM e Varig voltam a operar de forma independente, com o fim do compartilhamento de vôos. Ontem, quando as duas empresas divulgaram os ajustes que farão em suas malhas para minimizar o impacto da mudança, a TAM indicou que ampliará sua oferta geral de assentos em 12% e não pretende deixar de atender nenhuma das cidades hoje servidas por seus vôos. Já a Varig, informou que eliminará nove cidades da sua malha - três que eram atendidas por seus próprios aviões e seis que eram servidos pela TAM.

Apesar da ampliação de sua oferta geral, será inevitável para a TAM ter um número de freqüências menor do que as que tem hoje em conjunto com a Varig. Na ponte aérea entre os aeroportos de Congonhas (SP) e Santos Dumont (RJ), por exemplo, a empresa ampliará o número de freqüências diárias que faz com aeronaves próprias de 25 para 31.

Apesar disso, serão 19 a menos do que as 50 operadas em conjunto com a Varig. "Distribuímos os vôos de forma que a cada meia hora, no mínimo, tenhamos uma partida de ambos os aeroportos", afirma Nelson Shinzato, diretor de planejamento de malha da TAM. A Varig, assim, como a TAM, aumentará as freqüências da ponte aérea, chegando a 35. Até o fechamento desta edição, a Varig não havia informado como fica sua oferta, no geral.

A TAM passará a voar para três destinos novos, a partir de Congonhas, que hoje são atendidos em code-share, porém com aviões da Varig: Joinville, Navegantes e Caxias do Sul. Os trechos Congonhas-Curitiba e Congonhas-Belo Horizonte terão um vôo diário a mais, passado a nove e 11, respectivamente. Outra mudança importante será ampliar o número de vôos que partem de Guarulhos e Galeão. No primeiro caso, haverá incremento de 70 para 85 vôos diários, para diversos destinos. Do Galeão o aumento será de 35 para 57 vôos. "A Varig opera muitos vôos a partir desses dois aeroportos", diz Shinzato.

De acordo com o diretor da TAM, nenhuma cidade hoje servida deixará de ser atendida. O aumento da oferta de assentos, segundo explicou, será possível com a incorporação recente de dois novos Airbus A320 à frota. Outros dois virão até agosto e a empresa negocia mais entregas com a fabricante européia. Além disso, está programado um aumento de produtividade da frota, que passará a voar 11,2 horas por dia, em média, contra as 10 horas atuais. Shinzato disse que é esperada uma queda na taxa de ocupação dos aviões da companhia. "Mas deve ser pequena."

O code-share entre as duas companhias aéreas vigora há dois anos. Foi estabelecido no contexto dos planos de se realizar uma fusão entre elas, para solucionar a crise da Varig e o excesso de oferta que havia no mercado naquela momento. O projeto não prosperou, após meses de negociação ao longo de 2003, e em janeiro deste ano o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), decidiu pelo fim do acordo. O code-share foi implantado em três etapas e chegou-se a um total de 22 rotas operadas em conjunto pelas empresas. TAM e Varig melhoraram seu desempenho operacional com a medida, ampliando a taxa de ocupação de seus aviões.
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