Maior feira de aviação executiva da América Latina teve público recorde
04/04/2005 - Aproximadamente 5 mil pessoas visitaram a 3ª LABACE – Latin American Business Aviation Conference and Exhibition, maior feira do setor na América Latina, realizada em São Paulo, entre os dias 31 de março e 2 de abril. De acordo com os organizadores, esses números confirmam o grande interesse que a aviação executiva vem despertando no mercado brasileiro.
"Foi um recorde de público, que superou em 25% nossa estimativa", destacou Anderson Markiewicz, presidente da Abag (Associação Brasileira de Aviação Geral), entidade organizadora do evento juntamente com a NBAA (National Business Aviation Association), maior associação de aviação executiva do mundo. Na segunda edição da LABACE, realizada em 2004, compareceram 3.735 visitantes. O evento deste ano contou com a participação de 87 expositores de diversos países, incluindo fabricantes de aeronaves e seus representantes; fornecedores de peças, partes e componentes; prestadores de serviços de manutenção e serviços especializados, além de fornecedores de combustível.
Destaques - Um dos destaques do evento foi a exposição estática de aeronaves no Aeroporto de Congonhas, que também atraiu grande número de visitantes. Foram apresentadas 21 aeronaves, incluindo jatos executivos, aviões turbo-hélices e helicópteros dos principais fabricantes (Beech, Bell, Bombardier, Cessna, Dassault, EADS, Embraer, Falcon, Gulfstream, Helibrás, Líder Táxi Aéreo, Pilatus, Raytheon, Socata e TAM Jatos Executivos). Ainda segundo os organizadores, o interesse demonstrado durante a 3ª LABACE é mais um fator que reforça a projeção do setor de retomar o ritmo de negócios verificado até 2001 e vender 5% mais este ano. "O cenário econômico mais positivo associado ao interesse cada vez maior de diversos segmentos empresariais pelas vantagens da aviação executiva poderão permitir ao setor crescer o dobro do ano passado", destacou o presidente da ABAG.
Na abertura do evento, Markiewicz observou contudo que, apesar da previsão de crescimento, a aviação executiva ainda esbarra em uma série de empecilhos. "A desvalorização cambial, a falta de incentivos fiscais para a compra de aeronaves – como existe nos Estados Unidos – e o custo elevado do combustível de aviação são alguns dos fatores que impedem o setor de ter uma expansão mais forte e sustentada", afirmou. Para permitir o fortalecimento do setor, segundo o presidente da entidade, é necessário o país ter uma redução e racionalização dos preços do combustível de aviação - e igualmente da carga tributária -, agilização aduaneira, ampliação dos aeroportos centrais e mecanismos fiscais de incentivo à compra de aeronaves. "O Brasil sempre foi um grande mercado potencial para a aviação executiva, mas precisamos apenas eliminar alguns desses entraves para que esse mercado se desenvolva em sua plenitude", ressaltou.
Uma comparação com o mercado dos Estados Unidos demonstra que, embora o produto bruto nacional daquele país seja 10 vezes maior do que o Brasil, a frota norte-americana é 17 vezes superior. Ainda assim, o Brasil conta com a segunda maior frota de aviação executiva do mundo, com 1.400 aeronaves, das quais 920 são jatos e turbo-hélices. Na América Latina, o México conta com 650 aeronaves e a Colômbia, 310 unidades. Ed Bolen, presidente da NBAA, destacou que a aviação executiva vem crescendo em todo mundo. No ano passado, as vendas situaram-se em torno de US$ 11,9 bilhões, com um incremento de 19% em relação a 2003. "Isso é um reflexo da estabilização e recuperação da economia, em países como o Brasil e os Estados Unidos", afirmou Bolen, ao lembrar que o número de aeronaves vendidas registrou um incremento de 10% no ano passado.
O crescimento do número de aeronaves e o conseqüente aumento do tráfego aéreo, segundo Robert A. Sturgell, administrador-adjunto da Federal Aviation Administration, abrem novos desafios para o Global Aviation System (Sistema de Aviação Global), como a necessidade de aumentar a capacidade de fluxo no ar e em terra, mantendo condições de segurança. Sturgell citou o sistema CNS - ATM (Communications, Navigation, Surveillance - Air Traffic Management) como chave para o desenvolvimento do setor.
Este sistema novo de gerenciamento de tráfego aéreo, que muda a filosofia de navegação, foi tema de palestra de especialistas durante a 3ª LABACE, bem como as regras RVSM – Reduced Vertical Separation Minimums (sigla em inglês para Mínimos Reduzidos de Separação Vertical), que criaram nova divisão do espaço aéreo, com o objetivo de adequá-lo ao crescimento do tráfego de aeronaves. "Estamos bastante satisfeitos com o resultado da 3ª LABACE, e já pensamos em novidades que poderão ampliar ainda mais a presença do público no próximo ano", finaliza Markiewicz.
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