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BNDES avalia empréstimos para a TAM e para a Gol

Enviado: Sáb Abr 02, 2005 21:30
por MARR
BNDES avalia empréstimos para a TAM e para a Gol
O Estado de S. Paulo - 02/04/2005
Dois financiamentos para o setor de transporte aéreo, no valor total de R$ 350 milhões, estão em fase final de avaliação no Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). Os empréstimos, para a TAM e para a Gol, compõem a primeira grande operação do banco para o setor, afora os financiamentos tradicionais de arrendamento de aeronaves (leasing). O último empréstimo para leasing foi há oito anos, para o grupo Varig.

O valor do empréstimo corresponde a pouco menos de 25% do valor total previsto para investimento dos dois projetos, de R$ 1,5 bilhão. A maior parte dos recursos será destinada à ampliação do Centro Tecnológico da TAM, em São Carlos (SP). A Gol, que teria uma parcela menor, está negociando financiamento para compra de equipamentos. Uma das modalidades em estudos para a liberação do dinheiro e a emissão de debêntures (títulos da empresa que podem ou não ser convertidos em ações).

A TAM informou que "faz parte de sua rotina buscar financiamentos". Ela confirmou que pretende ampliar a operação de manutenção de aeronaves em São Carlos, mas não deu detalhes sobre valores.A TAM teve lucro recorde de R$ 384,7 milhões no ano passado.

A Gol não retornou os telefonemas até às 19 horas de ontem. Procurado, o BNDES também não forneceu detalhes sobre as operações.

O centro de manutenção da TAM foi inaugurado em 2001, com o compromisso de receber investimentos de R$ 100 milhões em cinco anos. De lá para cá, a companhia aplicou US$ 13 milhões para poder fazer a manutenção de toda a sua frota, composta por 75 aeronaves. Outras empresas de menor porte, parceiras da TAM, também fazem reparos em São Carlos.

Varig - Em 2004, pelo menos em dois momentos foi cogitada a participação do BNDES em financiamentos para salvar a Varig. Em um dos planos que passaram pelo governo federal, cogitou-se aporte de até US$ 1 bilhão do banco. Em meados de junho, outro projeto previa a injeção de US$ 75 milhões do BNDES e igual valor de novos investidores para salvar a companhia, com endividamento próximo a R$ 10 bilhões. Mas nada saiu do papel.

Em 1997, a Rio Sul, subsidiária da Varig para vôos regionais, recebeu financiamento do BNDES para a compra de 15 jatos ERJ-145, fabricados pela Embraer. Na época, os aviões eram usados na rota Rio-Brasília. O valor total da compra foi de US$ 225 milhões, já que cada aparelho custava US$ 15 milhões. Todos os ERJ-145 foram devolvidos ao BNDES, pois o custo do leasing tornou-se inviável para a Varig. Atualmente, os aviões são utilizados pela Força Aérea Brasileira (FAB).
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