Ada Rogato
Enviado: Ter Mai 12, 2009 10:47
Caros amigos,
Achei na Internet esse interessante texto sobre a aviadora Ada Rogato, que nasceu em São Paulo e era filha dos imigrantes italianos Guilherme Rogato e Maria Rosa Grecco Rogato. O legado que esta brilhante aviadora deixou é de grande relevância no cenário da aviação brasileira diante de seus feitos. Deve, pois, ser lembrada e reverenciada pelos adeptos de aviação. Viveu na época de ouro da aviação desportiva.
Ada destacou-se como a primeira piloto de planador (nº25), primeira dobradora de pára-quedas,primeira pára-quedista a saltar em São Paulo e na América do Sul. Recebeu o terceiro brevê de piloto civil internacional da FAI,de nº 248, em 1940, e de nº1.314, para avião categorias "A" e "B". Seus vôos eram sempre realizados em aviões monomotores.Como pára-quedista, sagrou-se campeã e executou 105 saltos.
Licenciou-se, em 1941, do Instituto Biológico de São Paulo,onde trabalhava, para participar da Semana da Asa.Sofreu acidente ao executar serviços experimentais como piloto agrícola, no combate à broca do café, no ano de 1948, ficando internada por 30 dias.
Ada ousava sempre. Sua principal característica era voar sozinha, ainda que a aeronave possuísse recursos limitados. Àquela época,a infra-estrutura da aviação era modesta, o que não impediu a arrojada piloto de realizar inúmeros reides.
Em 1950, pilotando um Paulistinha CAP-4, o PP-DBL, cobriu 11.691 quilômetros, em 16 horas de vôo, ocasião em que transpôs, pela primeira vez, a Cordilheira dos Andes.Foi, então, a brasileira que teve a primazia de efetuar essa proeza.
Ada, em abril de1951, sozinha, em sua epopéia aérea, percorreu no PT-ADV, de 90 HP, 51.064 quilômetros em 326 horas de vôo,visitando 28 países.Decolou da Terra do Fogo, rumo ao Alasca, no mais longo reide efetuado por um aviador solitário ( Circuito das Três Américas ).
Participou de uma revoada com 280 aviões brasileiros, para a Argentina, percorrendo 4.782 quilômetros em 29 horas e 09 minutos. Ainda, em 1952, em seu pequeno Cessna 140 -A, partiu do Campo de Marte (SP) para a Bolívia, pousando no mais alto aeroporto do mundo, El Salto, situado a 4.071 metros de altitude. Superou no vôo, com sua habilidade, a rarefação do ar, a qual provocava queda na potência do motor.
No ano de 1956, Ada Rogato novamente ousou ao percorrer 25.057 quilômetros, em 163 horas de vôo, visitando inúmeras capitais e sobrevoando parte da selva amazônica.
Em março de1960, decolou de Piracicaba (SP) rumo à Ushuaia, o povoado ao extremo sul da Patagônia, nos confins da Terra do Fogo. Foi a primeira mulher aviadora a fazê-lo. Teve que enfrentar, durante várias horas, ventos de través de até 80 kms / hora, fazendo correções de 45 graus, para manter a rota. Teve que suportar, inclusive, temperaturas em torno de 3 graus abaixo de zero
Nasceu em 22.12.1920 e faleceu em 17.11.1986. Seu corpo foi velado no Museu Aeronáutico de São Paulo, onde havia sido presidente.
Fonte do texto: Lucy Lúpia (http://www.captain.lucyl.nom.br/adarogato/index.htm)
Achei na Internet esse interessante texto sobre a aviadora Ada Rogato, que nasceu em São Paulo e era filha dos imigrantes italianos Guilherme Rogato e Maria Rosa Grecco Rogato. O legado que esta brilhante aviadora deixou é de grande relevância no cenário da aviação brasileira diante de seus feitos. Deve, pois, ser lembrada e reverenciada pelos adeptos de aviação. Viveu na época de ouro da aviação desportiva.
Ada destacou-se como a primeira piloto de planador (nº25), primeira dobradora de pára-quedas,primeira pára-quedista a saltar em São Paulo e na América do Sul. Recebeu o terceiro brevê de piloto civil internacional da FAI,de nº 248, em 1940, e de nº1.314, para avião categorias "A" e "B". Seus vôos eram sempre realizados em aviões monomotores.Como pára-quedista, sagrou-se campeã e executou 105 saltos.
Licenciou-se, em 1941, do Instituto Biológico de São Paulo,onde trabalhava, para participar da Semana da Asa.Sofreu acidente ao executar serviços experimentais como piloto agrícola, no combate à broca do café, no ano de 1948, ficando internada por 30 dias.
Ada ousava sempre. Sua principal característica era voar sozinha, ainda que a aeronave possuísse recursos limitados. Àquela época,a infra-estrutura da aviação era modesta, o que não impediu a arrojada piloto de realizar inúmeros reides.
Em 1950, pilotando um Paulistinha CAP-4, o PP-DBL, cobriu 11.691 quilômetros, em 16 horas de vôo, ocasião em que transpôs, pela primeira vez, a Cordilheira dos Andes.Foi, então, a brasileira que teve a primazia de efetuar essa proeza.
Ada, em abril de1951, sozinha, em sua epopéia aérea, percorreu no PT-ADV, de 90 HP, 51.064 quilômetros em 326 horas de vôo,visitando 28 países.Decolou da Terra do Fogo, rumo ao Alasca, no mais longo reide efetuado por um aviador solitário ( Circuito das Três Américas ).
Participou de uma revoada com 280 aviões brasileiros, para a Argentina, percorrendo 4.782 quilômetros em 29 horas e 09 minutos. Ainda, em 1952, em seu pequeno Cessna 140 -A, partiu do Campo de Marte (SP) para a Bolívia, pousando no mais alto aeroporto do mundo, El Salto, situado a 4.071 metros de altitude. Superou no vôo, com sua habilidade, a rarefação do ar, a qual provocava queda na potência do motor.
No ano de 1956, Ada Rogato novamente ousou ao percorrer 25.057 quilômetros, em 163 horas de vôo, visitando inúmeras capitais e sobrevoando parte da selva amazônica.
Em março de1960, decolou de Piracicaba (SP) rumo à Ushuaia, o povoado ao extremo sul da Patagônia, nos confins da Terra do Fogo. Foi a primeira mulher aviadora a fazê-lo. Teve que enfrentar, durante várias horas, ventos de través de até 80 kms / hora, fazendo correções de 45 graus, para manter a rota. Teve que suportar, inclusive, temperaturas em torno de 3 graus abaixo de zero
Nasceu em 22.12.1920 e faleceu em 17.11.1986. Seu corpo foi velado no Museu Aeronáutico de São Paulo, onde havia sido presidente.
Fonte do texto: Lucy Lúpia (http://www.captain.lucyl.nom.br/adarogato/index.htm)