Companhias lançam novos vôos em MG
Enviado: Sex Mar 11, 2005 08:54
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Minas Gerais está em alta no plano de vôo das companhias aéreas. Até junho, o Estado vai ganhar pelo menos mais duas linhas regionais, uma para Diamantina e outra direta, com três vôos de segunda a sábado, para Uberlândia.
E ainda, mais uma linha internacional para a Bolívia. A partir de segunda-feira, a Total Linhas Aéreas vai aumentar a oferta de vôos para Uberlândia (Triângulo) e Belo Horizonte, implantando pela primeira vez vôos diretos entre as duas cidades. Em abril a empresa recebe mais três aeronaves e começa a operar uma rota para Diamantina.
Até hoje a malha da Total conta com duas partidas e duas chegadas diárias entre a capital e Uberlândia, de segunda a sexta-feira, com escalas em Uberaba e Araxá. Não há vôos no sábado e apenas um no domingo. A partir do dia 14 serão mais três idas e três voltas, sem escala, nos dias úteis.
Aos sábados serão três horários em cada sentido e aos domingos haverá mais uma partida e uma chegada. Os vôos diretos têm duração de uma hora e dez minutos. Com escalas, o tempo é quase o dobro.
O gerente-comercial da empresa, Rodrigo Menticino, diz que a oportunidade surgiu porque Gol e Tam, que operavam vôos diretos para Uberlândia a partir da Pampulha, vão transferir a rota para Confins. “Acreditamos que o passageiro vai preferir embarcar na Pampulha, mesmo que tenha que pagar um pouco mais pela passagem”, afirma.
Também na segunda- feira, o valor da tarifa da Total cai de R$ 262 para R$ 238, preço ainda superior ao da concorrência. A Gol cobra entre R$ 108 e R$ 139 pela passagem e o preço da Tam para o trecho é a partir de R$ 178.
Menticino aposta que o passageiro vai fazer a conta do maior gasto de tempo e em transporte – um táxi partindo do centro de Belo Horizonte fica em R$ 18 até a Pampulha e em R$ 55 para Confins – e preferir embarcar no aeroporto central. Com a ampliação da oferta a empresa espera também aumento na taxa de ocupação.
Hoje, os aviões que fazem a linha Belo Horizonte-Uberlândia operam com 50% de sua capacidade, mas menos da metade dos passageiros vai até o destino final. O objetivo é conseguir 60% de ocupação nos vôos diretos. “Temos que aproveitar a oportunidade”, diz o gerente.
A BRA Transporte Aéreo, empresa aérea de fretamento, vai se transformar numa companhia de vôos regulares. “Nossa documentação já está em andamento no Departamento de Aviação Civil (DAC) e, até junho, receberemos mais cinco aeronaves”, informou o gerente comercial da Grande BH, José Roberto de Castro e Souza.
Ainda não foi definido o número de partidas de Confins, mas, de acordo com Souza, certamente haverá vôos regulares saindo do aeroporto.
Vôos internacionais
De acordo com o superintendente da Infraero no aeroporto, Cláudio Salviano, o aumento do tráfego de passageiros com a transferência dos vôos da Pampulha vai firmar Belo Horizonte na rota internacional.
“A expectativa é de que, até julho, Confins opere aproximadamente seis vôos para o exterior.” Atualmente, são apenas dois vôos internacionais em Confins. A Varig opera um para Frankfurt (Alemanha), com escala em Guarulhos (São Paulo), e a Lloyds Aéreo Boliviano (LAB) opera um para Bolívia, direto para o aeroporto de Santa Cruz de la Sierra.
A companhia boliviana, que está no aeroporto desde dezembro de 2004, anunciou que, a partir de 11 de junho, vai aumentar a frequência do vôo para Santa Cruz de uma para duas vezes por semana.
“Já pretendíamos ampliar o número de viagens e, com a transferência de Pampulha para Confins, aceleramos a decisão”, disse o gerente- regional da LAB para Minas, Gilberto Anelli.
A Varig não anunciou expansão da malha internacional em Belo Horizonte. Entretanto, de acordo com o gerente geral em Minas, Paulo Azevedo, não está descartada a hipótese de ampliação.
“Sempre estamos disponíveis para pensar novas probabilidades. Tudo depende da demanda.”
Táxis poderão voltar de Confins com passageiro
DA REDAÇÃO
As tarifas de táxi convencional para Confins terão preço único de Belo Horizonte para o aeroporto, garantiu ontem o prefeito da capital, Fernando Pimentel. A média de preços cobrados era R$ 95, mas os taxistas não podiam voltar para Belo Horizonte com passageiros.
Com o novo acordo entre as prefeituras de Belo Horizonte, Lagoa Santa e Confins, a BHtrans, a Infraero e o Departamento de Estradas de Rodagem (DER), os passageiros são beneficiados pelo preço mais barato e os taxistas também, porque poderão voltar para a capital transportando pessoas.
“Só poderão entrar (no aeroporto) quem tiver transportando passageiro”, afirmou Pimentel. Para Confins, terá um terminal de táxi no aeroporto da Pampulha e outro na avenida Álvares Cabral, mas quem for embarcar em Confins poderá pegar o táxi em qualquer ponto da cidade pelo mesmo valor: R$ 60.
A diretora de desenvolvimento e implantação de projetos da BHtrans, Jussara Bellavinha, disse que o aeroporto terá um estacionamento com 200 vagas para os taxistas da capital. Ao chegar no aeroporto com passageiros, o taxista pegará uma senha que dá direito a retorno com novos clientes.
“O custo teria que ser assumido pelo passageiro. Nosso foco é o usuário,” afirmou. Jussara informou ainda e fiscais da BHtrans irão controlar os táxis da capital no aeroporto.
Minas Gerais está em alta no plano de vôo das companhias aéreas. Até junho, o Estado vai ganhar pelo menos mais duas linhas regionais, uma para Diamantina e outra direta, com três vôos de segunda a sábado, para Uberlândia.
E ainda, mais uma linha internacional para a Bolívia. A partir de segunda-feira, a Total Linhas Aéreas vai aumentar a oferta de vôos para Uberlândia (Triângulo) e Belo Horizonte, implantando pela primeira vez vôos diretos entre as duas cidades. Em abril a empresa recebe mais três aeronaves e começa a operar uma rota para Diamantina.
Até hoje a malha da Total conta com duas partidas e duas chegadas diárias entre a capital e Uberlândia, de segunda a sexta-feira, com escalas em Uberaba e Araxá. Não há vôos no sábado e apenas um no domingo. A partir do dia 14 serão mais três idas e três voltas, sem escala, nos dias úteis.
Aos sábados serão três horários em cada sentido e aos domingos haverá mais uma partida e uma chegada. Os vôos diretos têm duração de uma hora e dez minutos. Com escalas, o tempo é quase o dobro.
O gerente-comercial da empresa, Rodrigo Menticino, diz que a oportunidade surgiu porque Gol e Tam, que operavam vôos diretos para Uberlândia a partir da Pampulha, vão transferir a rota para Confins. “Acreditamos que o passageiro vai preferir embarcar na Pampulha, mesmo que tenha que pagar um pouco mais pela passagem”, afirma.
Também na segunda- feira, o valor da tarifa da Total cai de R$ 262 para R$ 238, preço ainda superior ao da concorrência. A Gol cobra entre R$ 108 e R$ 139 pela passagem e o preço da Tam para o trecho é a partir de R$ 178.
Menticino aposta que o passageiro vai fazer a conta do maior gasto de tempo e em transporte – um táxi partindo do centro de Belo Horizonte fica em R$ 18 até a Pampulha e em R$ 55 para Confins – e preferir embarcar no aeroporto central. Com a ampliação da oferta a empresa espera também aumento na taxa de ocupação.
Hoje, os aviões que fazem a linha Belo Horizonte-Uberlândia operam com 50% de sua capacidade, mas menos da metade dos passageiros vai até o destino final. O objetivo é conseguir 60% de ocupação nos vôos diretos. “Temos que aproveitar a oportunidade”, diz o gerente.
A BRA Transporte Aéreo, empresa aérea de fretamento, vai se transformar numa companhia de vôos regulares. “Nossa documentação já está em andamento no Departamento de Aviação Civil (DAC) e, até junho, receberemos mais cinco aeronaves”, informou o gerente comercial da Grande BH, José Roberto de Castro e Souza.
Ainda não foi definido o número de partidas de Confins, mas, de acordo com Souza, certamente haverá vôos regulares saindo do aeroporto.
Vôos internacionais
De acordo com o superintendente da Infraero no aeroporto, Cláudio Salviano, o aumento do tráfego de passageiros com a transferência dos vôos da Pampulha vai firmar Belo Horizonte na rota internacional.
“A expectativa é de que, até julho, Confins opere aproximadamente seis vôos para o exterior.” Atualmente, são apenas dois vôos internacionais em Confins. A Varig opera um para Frankfurt (Alemanha), com escala em Guarulhos (São Paulo), e a Lloyds Aéreo Boliviano (LAB) opera um para Bolívia, direto para o aeroporto de Santa Cruz de la Sierra.
A companhia boliviana, que está no aeroporto desde dezembro de 2004, anunciou que, a partir de 11 de junho, vai aumentar a frequência do vôo para Santa Cruz de uma para duas vezes por semana.
“Já pretendíamos ampliar o número de viagens e, com a transferência de Pampulha para Confins, aceleramos a decisão”, disse o gerente- regional da LAB para Minas, Gilberto Anelli.
A Varig não anunciou expansão da malha internacional em Belo Horizonte. Entretanto, de acordo com o gerente geral em Minas, Paulo Azevedo, não está descartada a hipótese de ampliação.
“Sempre estamos disponíveis para pensar novas probabilidades. Tudo depende da demanda.”
Táxis poderão voltar de Confins com passageiro
DA REDAÇÃO
As tarifas de táxi convencional para Confins terão preço único de Belo Horizonte para o aeroporto, garantiu ontem o prefeito da capital, Fernando Pimentel. A média de preços cobrados era R$ 95, mas os taxistas não podiam voltar para Belo Horizonte com passageiros.
Com o novo acordo entre as prefeituras de Belo Horizonte, Lagoa Santa e Confins, a BHtrans, a Infraero e o Departamento de Estradas de Rodagem (DER), os passageiros são beneficiados pelo preço mais barato e os taxistas também, porque poderão voltar para a capital transportando pessoas.
“Só poderão entrar (no aeroporto) quem tiver transportando passageiro”, afirmou Pimentel. Para Confins, terá um terminal de táxi no aeroporto da Pampulha e outro na avenida Álvares Cabral, mas quem for embarcar em Confins poderá pegar o táxi em qualquer ponto da cidade pelo mesmo valor: R$ 60.
A diretora de desenvolvimento e implantação de projetos da BHtrans, Jussara Bellavinha, disse que o aeroporto terá um estacionamento com 200 vagas para os taxistas da capital. Ao chegar no aeroporto com passageiros, o taxista pegará uma senha que dá direito a retorno com novos clientes.
“O custo teria que ser assumido pelo passageiro. Nosso foco é o usuário,” afirmou. Jussara informou ainda e fiscais da BHtrans irão controlar os táxis da capital no aeroporto.