SOLUÇÃO DE MERCADO !
Enviado: Sex Mar 11, 2005 01:03
1. Para Palocci, crise da Varig pede "solução de mercado"
Por: Ivone Portes
Fonte: Folha de S.Paulo
O ministro da Fazenda, Antonio Palocci Filho, afirmou ontem que a Varig terá que buscar uma "solução de mercado" para resolver sua crise financeira. Segundo o ministro, a questão das companhias aéreas em dificuldades entraria na nova Lei de Falências ou em legislação específica do setor.
Na semana passada, uma proposta do Unibanco, que elabora um plano de reestruturação da companhia aérea, foi rejeitada pelo Ministério da Fazenda -o pedido era pelo alongamento da dívida da empresa por 35 anos.
Também na semana passada, o vice-presidente da República e ministro da Defesa, José Alencar, defendeu que o governo aceite abater parte das dívidas das empresas aéreas com estatais (como BR Distribuidora e Infraero), a Receita e a Previdência Social.
Em troca, o governo abriria caminho para o fim das pendências judiciais devido a ações movidas por Varig, TAM e Vasp contra a União referentes às perdas sofridas pelas empresas entre 1985 e 1992 com o controle de tarifas.
Sobre esse acordo, Palocci afirmou que a questão cabe à AGU (Advocacia Geral da União). "Ela [a AGU] que dita o sentido, a seqüência, as prioridades ao processo na Justiça", disse, após participar do Fórum Panrotas, evento do setor de turismo em São Paulo.
O ministro do Turismo, Walfrido Mares Guia, que também participou do fórum, concordou com Palocci e afirmou que a empresa precisa de uma injeção de capital.
Ontem, o STJ (Superior Tribunal de Justiça) rejeitou um recurso pedido pelo Ministério Público quanto à decisão do tribunal de dar ganho de causa para a Varig na ação que a aérea moveu por conta do congelamento tarifário.
Livre concorrência
O ministro da Fazenda destacou que, apesar de algumas empresas aéreas estarem com dificuldades financeiras, o setor está em "franco crescimento" e que haverá aumento de empregos.
Palocci defendeu ainda a entrada de novas empresas no setor e a maior concorrência entre elas. O ministro, entretanto, evitou usar o termo "guerra tarifária" para as empresas que cobram preços mais baixos ou dão descontos nas passagens. "Não considero guerra tarifária. Considero concorrência. É lógico que o setor deve ter regras, mas é a concorrência que vai dar a solução para as empresas."
Fonte: Folha de S.Paulo (09/03/05)
Por: Ivone Portes
Fonte: Folha de S.Paulo
O ministro da Fazenda, Antonio Palocci Filho, afirmou ontem que a Varig terá que buscar uma "solução de mercado" para resolver sua crise financeira. Segundo o ministro, a questão das companhias aéreas em dificuldades entraria na nova Lei de Falências ou em legislação específica do setor.
Na semana passada, uma proposta do Unibanco, que elabora um plano de reestruturação da companhia aérea, foi rejeitada pelo Ministério da Fazenda -o pedido era pelo alongamento da dívida da empresa por 35 anos.
Também na semana passada, o vice-presidente da República e ministro da Defesa, José Alencar, defendeu que o governo aceite abater parte das dívidas das empresas aéreas com estatais (como BR Distribuidora e Infraero), a Receita e a Previdência Social.
Em troca, o governo abriria caminho para o fim das pendências judiciais devido a ações movidas por Varig, TAM e Vasp contra a União referentes às perdas sofridas pelas empresas entre 1985 e 1992 com o controle de tarifas.
Sobre esse acordo, Palocci afirmou que a questão cabe à AGU (Advocacia Geral da União). "Ela [a AGU] que dita o sentido, a seqüência, as prioridades ao processo na Justiça", disse, após participar do Fórum Panrotas, evento do setor de turismo em São Paulo.
O ministro do Turismo, Walfrido Mares Guia, que também participou do fórum, concordou com Palocci e afirmou que a empresa precisa de uma injeção de capital.
Ontem, o STJ (Superior Tribunal de Justiça) rejeitou um recurso pedido pelo Ministério Público quanto à decisão do tribunal de dar ganho de causa para a Varig na ação que a aérea moveu por conta do congelamento tarifário.
Livre concorrência
O ministro da Fazenda destacou que, apesar de algumas empresas aéreas estarem com dificuldades financeiras, o setor está em "franco crescimento" e que haverá aumento de empregos.
Palocci defendeu ainda a entrada de novas empresas no setor e a maior concorrência entre elas. O ministro, entretanto, evitou usar o termo "guerra tarifária" para as empresas que cobram preços mais baixos ou dão descontos nas passagens. "Não considero guerra tarifária. Considero concorrência. É lógico que o setor deve ter regras, mas é a concorrência que vai dar a solução para as empresas."
Fonte: Folha de S.Paulo (09/03/05)