Africa e Aviação em 2009 - Evolução de um Sistema
Enviado: Dom Dez 21, 2008 16:56
Caros Participantes ,
No final da década de 80, a história mundial registou uma evolução comercial e estratégica de todo o sistema global de transportes. A união Europeia com os seus fundos comunitários incentivou o crescimento de verdadeiras maravilhas de engenharia ex. TGV, Túnel da Mancha, e com a liberalização dos céus nasceram as companhias aéreas de baixo custo. Não só registou-se uma queda no preço dos transportes, mas também um aumento do leque de opções para satisfazer as necessidades de transportação de cada um. De Paris para Londres estava disponível o Comboio, Avião, Bus, ou até mesmo poderia contar com um Ferry para manter a paisagem sempre visível durante a viagem.
Na Ásia a dinâmica de crescimento não ficou aquém das expectativas, pelo contrário, menos não se poderia esperar de gigantes como o Japão e China. Os dois motores das economias Asiáticas remodelaram os seus sistemas de formas a satisfazerem o ritmo de crescimento agressivo das suas economias. Assistiu-se a execução viável de modelos de operação (ex. uso de B747 em rotas de 1 hora de voo) nunca antes idealizados pelos economistas e gestores como sendo modelos eficientes de operação. A evolução nos caminhos-de-ferro ex. Bullet Train, não só oferecia ao consumidor ganhos temporais como também de conforto e preço.
Na América do Norte, competitividade de linhas de Buses ex. Greyhound, e até mesmo carros de aluguer ex. Avis, Budget, disponibilizavam milhares de acentos todos os dias para centenas de destinos a preços nunca antes imaginados. A revolução no sector aéreo estava já bem avançada tendo principiado em 1978 com desregulamentação do mercado. Apesar de nesta altura as pioneiras da aviação comercial ex. TWA, PAN-AM, já se encontrarem mergulhadas em crises profundas fruto da débil análise estratégica e ego dos céus gestores, assistiu-se a consolidação de nomes como a Delta Airlines, sendo que o futuro já estava a ser escrito por companhias como a SouthWest Airlines.
Em África, a evolução não poderia ser tão abrupta, o continente estava a sair dos últimos anos de colonização, deixando economias em queda livre, e não possuía uma estabilidade política suficiente para permitir a livre circulação entre fronteiras.
A priori esta afirmação poderá parecer grotesca e até mesmo excêntrica, mas em 2009 o meio mais eficiente e até mais "seguro" de transporte entre dois países Africanos continuara a ser o avião. Apesar da falta de cumprimento de regras operacionais, manutenção, e segurança, embora o facto de mais de 80% dos aviões do continente já terem sido proibidos de voar nos seus países de origem por motivos variados, a aviação é o sector de todo o sistema de transportes que carece menor investimento, possuindo os menores timings de implementação, acarretando ainda a menor influência política. Estou a comparar investimentos de vários Biliões de dólares para construção de auto-estradas, caminhos de ferro, ou portos versus Centenas de milhões para aquisição de novas frotas, formação técnica, e melhoria das infra-estruturas. Esta afirmação torna-se ainda mais coerente do ponto de vista da segurança física do transporte, evitando a criminalidade que ainda se vive em muitas regiões remotas do continente por onde passam algumas estradas e caminhos-de-ferro e nas quais os governos centrais não exortam qualquer controlo, ou mais grave, ainda existem conflitos étnicos.
Sendo um sector do sistema, regido por organismos internacionais com standards de qualidade, e segurança bem explícitos (ex. IATA, ICAO) visto que os acidentes ou incidentes na sua maioria terminam com consequências devastadores, os governos e as companhias aéreas do continente Africano poderão usar essas condicionantes e pré-requisitos para gerar uma evolução nas aéreas operacionais, solidificando assim a aviação no continente enquanto solucionam a complexa necessidade de evolução e expansão dos outros sistemas de transporte.
Jaime Carneiro
No final da década de 80, a história mundial registou uma evolução comercial e estratégica de todo o sistema global de transportes. A união Europeia com os seus fundos comunitários incentivou o crescimento de verdadeiras maravilhas de engenharia ex. TGV, Túnel da Mancha, e com a liberalização dos céus nasceram as companhias aéreas de baixo custo. Não só registou-se uma queda no preço dos transportes, mas também um aumento do leque de opções para satisfazer as necessidades de transportação de cada um. De Paris para Londres estava disponível o Comboio, Avião, Bus, ou até mesmo poderia contar com um Ferry para manter a paisagem sempre visível durante a viagem.
Na Ásia a dinâmica de crescimento não ficou aquém das expectativas, pelo contrário, menos não se poderia esperar de gigantes como o Japão e China. Os dois motores das economias Asiáticas remodelaram os seus sistemas de formas a satisfazerem o ritmo de crescimento agressivo das suas economias. Assistiu-se a execução viável de modelos de operação (ex. uso de B747 em rotas de 1 hora de voo) nunca antes idealizados pelos economistas e gestores como sendo modelos eficientes de operação. A evolução nos caminhos-de-ferro ex. Bullet Train, não só oferecia ao consumidor ganhos temporais como também de conforto e preço.
Na América do Norte, competitividade de linhas de Buses ex. Greyhound, e até mesmo carros de aluguer ex. Avis, Budget, disponibilizavam milhares de acentos todos os dias para centenas de destinos a preços nunca antes imaginados. A revolução no sector aéreo estava já bem avançada tendo principiado em 1978 com desregulamentação do mercado. Apesar de nesta altura as pioneiras da aviação comercial ex. TWA, PAN-AM, já se encontrarem mergulhadas em crises profundas fruto da débil análise estratégica e ego dos céus gestores, assistiu-se a consolidação de nomes como a Delta Airlines, sendo que o futuro já estava a ser escrito por companhias como a SouthWest Airlines.
Em África, a evolução não poderia ser tão abrupta, o continente estava a sair dos últimos anos de colonização, deixando economias em queda livre, e não possuía uma estabilidade política suficiente para permitir a livre circulação entre fronteiras.
A priori esta afirmação poderá parecer grotesca e até mesmo excêntrica, mas em 2009 o meio mais eficiente e até mais "seguro" de transporte entre dois países Africanos continuara a ser o avião. Apesar da falta de cumprimento de regras operacionais, manutenção, e segurança, embora o facto de mais de 80% dos aviões do continente já terem sido proibidos de voar nos seus países de origem por motivos variados, a aviação é o sector de todo o sistema de transportes que carece menor investimento, possuindo os menores timings de implementação, acarretando ainda a menor influência política. Estou a comparar investimentos de vários Biliões de dólares para construção de auto-estradas, caminhos de ferro, ou portos versus Centenas de milhões para aquisição de novas frotas, formação técnica, e melhoria das infra-estruturas. Esta afirmação torna-se ainda mais coerente do ponto de vista da segurança física do transporte, evitando a criminalidade que ainda se vive em muitas regiões remotas do continente por onde passam algumas estradas e caminhos-de-ferro e nas quais os governos centrais não exortam qualquer controlo, ou mais grave, ainda existem conflitos étnicos.
Sendo um sector do sistema, regido por organismos internacionais com standards de qualidade, e segurança bem explícitos (ex. IATA, ICAO) visto que os acidentes ou incidentes na sua maioria terminam com consequências devastadores, os governos e as companhias aéreas do continente Africano poderão usar essas condicionantes e pré-requisitos para gerar uma evolução nas aéreas operacionais, solidificando assim a aviação no continente enquanto solucionam a complexa necessidade de evolução e expansão dos outros sistemas de transporte.
Jaime Carneiro