VARIG!! EM NOME DE UM BRASIL MELHOR E MAIS IGUALITÁRIO!!

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VARIG!! EM NOME DE UM BRASIL MELHOR E MAIS IGUALITÁRIO!!

Mensagem por Anonymous »

Como pode uma coisa dessas né ? Só nesse país chamado BRASIL!!

Agora um BANCO quer AJUDAR a COMBALIDA VARIG......que palhaçada né.....

É claro....o UNIBANCO (como todo banco nesse país..) só tem a ganhar com PEDIDOS de PREVILÉGIOS RIDÍCULOS ao Governo....BANCOS SEMPRE GANHAM neste País !!

Pedidos que PREMIAM a PÉSSIMA administração da Fundação Rubem Berta e administradores da VARIG, que só conseguiram SOBREVIVER devido ao MONOPÓLIO INTERNACIONAL que a VARIG teve durante décadas, fato que se iniciou na DITADURA MILITAR.....

De alguns anos pra cá, parece que esse previlégios acabaram, e a VARIG só faz ir para o BURACO a cada dia.....

NÃO POSSO SER A FAVOR de uma empresa que SONEGOU IMPOSTOS A VIDA TODA, QUE DEVE AO GOVERNO E AOS FORNECEDORES ZILHÕES DE REAIS e que ainda por cima VEM COM A MAIOR CARA DE PAU pedir 1000000 de meses pra pagar suas dívidas, vem pedir ANISTIA de algumas dívidas e ainda quer deixar de ser tributada no IMPOSTO DE RENDA !!!!!

Ei senhores....que MUNDO VIVE A VARIG ??

Eu vivo de uma pequena Assessoria de Eventos e tb sou fotógrafo prifissional....vira e mexe eu sou cobrado pelo Governo a pagar os meus impostos, se não pago, me ameaçam PENHORAR bens, me mandar pra prisão e etc.....

Agora em nome de uma empresa que foi criada na DITADURA, que por décadas teve o MONOPOLIO ABSOLUTO das linhas internacionais, por erros CRÔNICOS de administração e em NOME de DIZER que essa empresa REPRESENTA O NOME DO BRASIL lá fora, devemos agora DAR DE MÃO BEIJADA ANISTIA DE IMPOSTOS, parcelamentos de dívidas por 1000000 de meses alem da criação de regras de outros benefícios MILAGROSOS em pró de apenas uma empresa ou um setor específico da economia Brasileira.......

E não me venham dizer coisas como "MAS ELA GERA MILHARES DE EMPREGOS"......que PAPINHO MAIS FURADO.....

É POR CAUSA DESSA DE "EMPREGOS" QUE AS MONTADORAS DE AUTOMÓVEIS" MANDAM E DESMANADAM NESSE PAÍS POR EXEMPLO.

Com isso quero dizer, que lembro sim das pessoas empregadas na VARIG, mas tb lembro que se houver oportunidades de NOVAS EMPRESAS no SETOR, esse mesmos trabalhadores serão absorvidos por exemplo por uma BRA, uma OCEAN AIR (e seus novos F-100 que vão gerar mais empregos..), uma TRIP e outras empreas que possam surgir....vide TAM e GOL que absorveram mão de obras de outras empresa falidas.....E CÁ ENTRE NÓS: QUEM É COMPETENTE, NÃO FICA DESEMPREGADO OU SEM TRABALHO !!

SENHORES: SE A VARIG DEIXAR DE EXISTIR, O BRASIL CONTINUA VIVO, A VIDA SEGUE, O MUNDO NÃO ACABARÁ.....

O QUE TEM QUE DEIXAR DE EXISITR NESSE PAÍS SÃO ESSE PRIVILÉGIOS PARA ALGUNS SETORES OU EMPRESA ESPECÍFICAS...

NOS ESTADOS UNIDOS, MORRERAM BRANIFF, TWA, PAN AM SÓ PRA CITAR ALGUMAS, E NEM POR ISSO O ESTADOS UNIDOS DEIXARAM DE VOAR, POIS OUTRAS DEZENAS DE EMPRESAS FORAM CRIADAS E DADAS AS DEVIDAS OPORTUNIDADES....

CHEGA DE DEMAGOGIA BARATA E DE PRIVILÉGIOS ABSURDOS !!

EU PREFIRO UMA BRASIL, ONDE TODOS OS GRANDES SETORES DA ECONOMIA TENHAM TRATAMENTO IGUALITÁRIO E SEM PRIVILÉGIOS !!

SE É PRA SE TER INICIATIVAS DE INCENTIVOS NA ECONOMIA BRASILEIRA, ESSES INCENTIVOS DEVEM SER DADOS PARA AS PEQUENAS E MÉDIAS EMPRESAS...ESSAS SIM GERAM MAIS DE 50% (CHUTANDO BEM BAIXO) DOS EMPREGOS DESSE PAÍS !!

PRA TERMINAR, SE ATENDO APENAS AO SETOR ECONÔMICO DA AVIAÇÃO, EU ADMIRO E GOSTO DE VER EMPRESAS COM ADMINISTRAÇÃO MODERNA, CRESCENDO A CADA DIA...

SOU A FAVOR DA ABERTURA E OPORTUNIDADES PARA NOVAS EMPRESAS OU PARA AS PEQUENAS EMPRESAS JÁ EXISTENTES NO SETOR!!!

MAURO DONATI
Fotógrafo Profissional / Assessor de Eventos
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Se o Brasil fosse um país sério a VARIG já teria fechado as portas a muito tempo.
Omykron
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Mensagem por Omykron »

o canhedo não seria empresario, e sim um presidiario.

o que falta mudar nesse país é a mentalidade de que apenas sendo "o bom" vc sobe na vida.
Bruno Geovane
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Mensagem por Bruno Geovane »

E cobrar por tributos abusivamente, ter um presidente que não saiba nem um pouco administrar, um governo que só anda Para Trás, coisas essas de um país chamado BRASIL.
Abraços
Bruno Geovane
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Sandro
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Mensagem por Sandro »

O GOV, tb poderia pagar o que deve a VARIG, mais de 2,5 bi,,

O problema em fechar ela, seria dar para varias CIAs, Internacionais as suas rotas, e passagens por justamente não ter uma empresa nacional para subtiuir a Varig la fora!!
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Re: VARIG!! EM NOME DE UM BRASIL MELHOR E MAIS IGUALITÁRIO!!

Mensagem por Anonymous »

M. Donati escreveu: Pedidos que PREMIAM a PÉSSIMA administração da Fundação Rubem Berta e administradores da VARIG, que só conseguiram SOBREVIVER devido ao MONOPÓLIO INTERNACIONAL que a VARIG teve durante décadas, fato que se iniciou na DITADURA MILITAR.....
Falou e disse... empresa controlada por fundação é ONG ou empresa sem fins lucrativos. A FRB parece levar a sério a parte do "sem fins lucrativos..."

Parece que acontece com a Varig a mesma coisa que aconteceu com a Boeing nos EUA por tanto tempo. Enquanto era hegêmonica na produção de aviões, a Boeing acostumou a viver sob a proteção do governo... quando foi ameaçada teve que aprender a voar com as próprias asas, apesar de ainda ser muito protegida com o governo. A diferença é que a Boeing se tocou disso, a FRB parece não ter entendido que a Varig está quebrada....
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Mensagem por Anonymous »

Sandro escreveu:O GOV, tb poderia pagar o que deve a VARIG, mais de 2,5 bi,,

O problema em fechar ela, seria dar para varias CIAs, Internacionais as suas rotas, e passagens por justamente não ter uma empresa nacional para subtiuir a Varig la fora!!
Esse dinheiro ai pagaria apenas os juros das dívidas, o negócio é falir a VARIG e começar do zero.
Anonymous

Mensagem por Anonymous »

Compreenda a crise da Aviação comercial Brasileira
Câmbio, Combustível, Pacotes Econômicos, Concorrência Predatória, Custos Aeroportuários e Ignorância: OS VILÕES DO SETOR




A VARIG, a maior empresa aérea da América Latina e colocada no ranking da IATA entre as 30 maiores do mundo, atravessa o momento mais delicado dos seus 77 anos de existência.
Por ser o serviço aéreo no Brasil uma concessão pública, nas últimas duas décadas, as mudanças das políticas governamentais tiveram impacto direto na saúde financeira da maior concessionária do setor.
Hoje, a aviação comercial mundial enfrenta uma das maiores crises de toda a sua história. O cenário é de proporções epidêmicas e nem as maiores empresas do mundo, antes consideradas pilares da economia mundial estão imunes...
No Brasil, o cenário reflete a situação turbulenta internacional agravada pela falta de consistência e determinação políticas dos governos.
Agora, quando o atual Governo busca consolidar uma política de crescimento industrial e econômico, o colapso da principal transportadora aérea internacional do Brasil transmitirá a mensagem nítida que a economia brasileira não somente enfrenta dificuldades transitórias, mas que está profundamente debilitada.
No exterior, a marca VARIG está associada à confiabilidade, eficiência e capacidade do Brasil em concorrer com igualdade com empresas de escala mundiais, em um setor de alta tecnologia e que foram socorridas pelos governos dos seus países.
O grande paradoxo do Brasil é que a sua outra marca internacional, a EMBRAER, que é uma das três maiores fontes de divisas do país, também esta ligada à aviação. Ela recebe suporte do BNDES para as vendas de suas aeronaves no exterior e a VARIG, que nos últimos 10 anos, faturou U$ 30 bilhões de dólares não recebeu do Governo nenhum apoio.
Paradoxo maior, é que não existe nenhum avião da Embraer incorporado a frota das quatro grandes empresas brasileiras, um sinal claro de como os políticos desdenharam a aviação comercial brasileira.






Evasão de divisas

Para entender a queda patrimonial da VARIG, na sua luta para sobreviver e enfrentar os problemas gerados por Brasília é só conhecer o que aconteceu com a nefasta política governamental com relação aos vôos do Brasil para a América do Norte.
Em 1991 as empresas brasileiras possuíam 59% do market-share na rota, faturando US$ 347 milhões. O Governo Brasileiro não apenas abriu o mercado para as nacionais Transbrasil e VASP, mas também para as gigantes Delta, United Air Lines, American Airlines e Continental. O que ocorreu 10 anos depois? As empresas brasileiras possuem hoje apenas 25% desse mercado. Faturando em 2003 apenas US$ 161 milhões. As quatro norte-americanas possuem 75% do market-share e enviam anualmente mais de US$ 1 bilhão para as suas matrizes.
Enquanto o próprio Governo Brasileiro luta para manter o superávit da sua balança de pagamentos, no setor aéreo assistimos o contrário. Existe uma clara evasão de divisas estimuladas pela política governamental anterior.
A operação para o Brasil representa apenas 0,5% do faturamento global das duas maiores norte-americanas, para a VARIG, os vôos para a América do Norte chegaram a representar 25% do seu faturamento internacional. Como sobreviver a uma política do Poder Concedente que destrói a coluna vertebral do seu faturamento internacional?
Em 1991, o patrimônio líquido da VARIG era de R$ 1,5 bilhão. Além de dividir o mercado, a empresa passou a voar com prejuízo na rota, já que, as tarifas praticadas pelos novos concorrentes estavam abaixo do custo. As norte-americanas podiam se dar ao luxo de voar com tarifas aviltadas para ganhar market-share, e foi o que ocorreu. A política suicida de preços da VASP e Transbrasil resultou na quebra das operações internacionais das duas.
Acuada e sem condições de concorrer com as mega-concorrentes a VARIG queimou patrimônio para sobreviver, o que também fez para enfrentar os efeitos dos planos Bresser (1987), Plano Verão (1988 ), Plano Collor (1990) e a Crise Cambial FHC (1999).
Em 1998 a VARIG teve receita de R$ 3,132 bilhões e, em 1999, com o reflexo da Crise Cambial após a reeleição de FHC, o faturamento despencou para R$ 2,442 bilhões. Com um agravante: os passageiros sumiram e a companhia teve os seus custos em dólar multiplicado por dois. O patrimônio líquido da empresa foi reduzido a R$ 140 milhões.(Cláudio Magnavita)



Cenário Hostil

Ser uma empresa de bandeira, trazer ou economizar divisas para o país, evitando que o dinheiro das passagens compradas em companhias estrangeiras sejam enviadas para o exterior, parece não significar absolutamente nada para o Governo. Cada vez que um MD-11 da VARIG, realizando um vôo internacional, pousa em solo brasileiro, a empresa é obrigada a pagar em dólar à INFRAERO a importância de US$ 2.734,00. Se o vôo nasce no Rio e faz uma escala em São Paulo, seguindo depois para o exterior os mesmos US$ 2.734,00 são cobrados.
Entre 04 de janeiro e 04 de setembro de 2004, foram realizados 7.252 pousos de MD-11 da VARIG em aeroportos brasileiros, o que representa mais de US$ 19.826.968,00 em taxas. A empresa deverá pagar a estatal INFRAERO mais de 20 milhões de dólares só para operar os seus MD-11 no Brasil no ano de 2004.
Cobrar em dólar, para uma empresa nacional, por serviços prestados no Brasil é no mínimo inconstitucional.
Em Miami, a VARIG paga pelos mesmos serviços US$ 872,34, ou seja três vezes menos. Em Los Angeles o pouso de um MD-11 custa US$ 1.016,00. Na cidade do México, que serve como referencial mundial para o Brasil, a operação custa US$ 684,97.
Se um vôo internacional da VARIG nasce em Porto Alegre e passa por São Paulo e Rio antes de seguir para o exterior, os dois pousos em território brasileiro serão cobrados em dólar, já que é “considerado” uma operação internacional. Mas, se a mesma empresa abastece o avião em São Paulo, terá de pagar o combustível como se ele fosse um vôo doméstico, ou seja, com todas as taxas tributárias locais, já que o combustível para vôos internacionais possui isenção. A balança pesa sempre para o pagamento maior.
Nos últimos 10 anos, o querosene de aviação apresentou um aumento de 250%. Com o barril do petróleo superando US$ 50 as companhias aéreas ganharam um perigoso inimigo. Em 1996, o combustível representava 14,94% no custo da empresa e em 2002 já representava 23,44%.
O custo com câmbio e amortização representam 46,58% da planilha de custo da VARIG. A rubrica pessoal despencou de 25,14% de 1996 para 13,42% em 2002.(C.M.)








Uma verdade que precisa ser dita

Se for sobreposto o gráfico da variação patrimonial da VARIG com os problemas enfrentados por culpa do Poder Concedente o resultado será visível. A empresa queimou o seu patrimônio para sobreviver, começando com o lesing-back dos DC-10, que foram vendidos e mantidos na frota através de contratos de leasing. O mesmo ocorreu com os 747. Culpar gestores ou o acionista principal pelo quadro de crise é desconhecer a realidade do mercado. Estes mesmos personagens levaram a VARIG a ter um patrimônio líquido de R$ 2 bilhões em 1988 e a conseguir uma credibilidade internacional que nenhuma outra companhia brasileira conseguiu. Uma aeronave usada pela VARIG chega a valer mais de 30% acima do valor de mercado pela excelência da sua manutenção. Nos últimos 10 anos, a VARIG faturou mais de US$ 30 bilhões. Quantas companhias brasileiras conseguiram igual desempenho? A marca VARIG sofreu toda a espécie de ataque da mídia. No final do Governo de Fernando Henrique Cardoso, foi alvo de uma tentativa de golpe que envolveu ex-ministros e credores. Ela tem resistido a tudo isso porque é sólida e possui um corpo funcional que, ao contrario do que muitos dizem e querem fazer acreditar, colocam os interesses da empresa acima dos próprios. Como a empresa teria resistido a tantos ataques se não tivesse esta musculatura funcional?
A marca VARIG é fruto de uma cultura que agora querem combater. É como se o prestígio e a força da empresa tivesse surgido por osmose, sem que várias gerações nunca tivessem existido e dado o seu suor. É como se o reconhecimento internacional fosse gratuito e não conseqüência de um trabalho nos mercados mais competitivos do mundo. O seu modelo de gestão de governança, através dos funcionários, não representa um modelo retrógrado e do passado. É, pelo contrário, um modelo quase que socialista, avançado e tido como uma ação de vanguarda em defesa dos trabalhadores. Hoje no Palácio do Planalto existe um Governo que chegou ao poder defendendo o trabalhador. Será lamentável se não houver intenção para se analisar o modelo de gestão da VARIG despido de preconceitos e entender o que verdadeiramente vem ocorrendo na aviação brasileira.(CM.)

A padronização dos problemas

No final do século XX a utilização do avião em transporte de massa, a ponto de esgotar os slots dos principais aeroportos do mundo, transformou a atividade em um setor literalmente globalizado e intenso. As novas gerações de aeronaves a jato promoveram a polarização dos fornecedores em apenas duas empresas: a norte-americana Boeing e a européia Airbus, levando a aviação a uma padronização de operações, nunca antes imaginada nos seus primórdios, quando pelo menos seis grandes fabricantes disputavam o mesmo mercado. Cada empresa aérea passou a ter uma planilha de custos muito próxima da concorrente.
Não há mágicas e segredos entre elas, o que muda é o cenário do país sede de cada uma.
Globalizando-se e padronizando-se, a aviação comercial marchou para se transformar em um vulnerável castelo de cartas, onde as crises políticas ou econômicas de proporções globais passaram a ter o mesmo efeito na saúde de todas as companhias.
Uma perigosa equação que reúne: capital intensivo, baixa remuneração e riscos externos imprevisíveis. O caso mais emblemático foi o atentado de 11 de setembro. Além de utilizar os próprios aviões wide-body como arma, os terroristas atingiram mortalmente a saúde das gigantes. American, Delta e United Air Lines sofrem até hoje as conseqüências. O governo norte-americano já injetou 11 bilhões de dólares e mesmo assim não resolveu o problema.
O mercado brasileiro possui agravantes. A aviação comercial é uma concessão pública, que obriga os seus concessionários a se submeterem a regras e a influências diretas do Poder Concedente. Contratualmente, os concessionários estariam com a sua saúde protegida de excessos cometidos pelo concessor, mas na prática o quadro tem sido bem diferente.
Além dos problemas internacionais, o Brasil tem sido um cenário hostil, principalmente para quem tem um produto extremamente perecível como o assento de um avião.
É bom lembrar que quando a porta de uma aeronave é fechada, a receita não realizada pela venda de uma cadeira não pode ser recuperada. Não há como estocar e vender depois.
Quem implanta uma rota não pode cancelá-la aleatoriamente só por que os passageiros sumiram por conta de uma crise econômica. (C.M.)

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Publicado em: Terça, 16 de novembro de 2004 @ 12:36:30



Quero lembrar a todos que estão neste forum que é muito fácil falar para a empresa quebrar, iniciar outra e comparar um setor estratégico para o país com empresas de menor porte e setor completamente diferente, devemos lembrar que existem 17.000 funcionários na VARIG, que gera em torno de 200.000 empregos indiretos em varios setores e empresas da qual a VARIG faz uso, devemos lembrar que a qualidade da VARIG é reconhecida nos cinco continentes, caso que já não há comparação com outras empresas do setor.

Trabalho na VARIG, minha esposa também, temos muito orgulho disto pode ter certeza que a maioria dos meus colegas vestem a camisa, se não todos, pois temos orgulho de trabalhar na VARIG, temos orgulho de ser VARIG.

Não estamos fazendo greve, não estamos desrespeitando passageiros, estamos fazendo o nosso "dever de casa" e mostrando que a empresa é uma empresa viável; Se houve culpa por má administração, sim houve mas tenha certeza que não está tendo agora, o nosso único objetivo neste exato momento é um só : MANTER A VARIG VOANDO E PODE TER CERTEZA QUE CONSEGUIREMOS....








[/b]
Anonymous

Mensagem por Anonymous »

Colegas,

A Varig sempre foi administrada como uma estatal, muitos gerentes, superintendentes etc. e etc., quando na administarção do Sr. Rubel Thomas ele quase quebra a empresa, sem falar dos avioes da empresa que levaram os convidados para o casamento da filha, outra coisa a receita da Varig na epoca dos planos economicos era de 70% advindo das rotas internacionais ou seja ela quer agora dizer que foi por conta do cruzado ???, outra coisa aqui na minha cidade qualquer desfile de moda, qualquer dono de restaurante e até mesmo em eleicao de sindico a NOSSA Varig distribui passagem de graça !!!.
Esta na hora da Varig jogar a toalha e deixar que a TAM, GOL, BRA, OCEANAIR façam seu tlabalho com mais competencia, sem falar que hoje a Varig é a empresa que possui a frota mais velha do Brasil entre as empresas regulares.

Abs.

Luna
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Mensagem por Cmte_Tavares »

é mesmo, se fosse um pais sério, o canhedo nao seria dono da vasp,o Quercia, nao teria feita a besteria que fez, vendendo a vasp em 90...e td mais.....!
Anonymous

Mensagem por Anonymous »

Luna escreveu:Colegas,

A Varig sempre foi administrada como uma estatal, muitos gerentes, superintendentes etc. e etc., quando na administarção do Sr. Rubel Thomas ele quase quebra a empresa, sem falar dos avioes da empresa que levaram os convidados para o casamento da filha, outra coisa a receita da Varig na epoca dos planos economicos era de 70% advindo das rotas internacionais ou seja ela quer agora dizer que foi por conta do cruzado ???, outra coisa aqui na minha cidade qualquer desfile de moda, qualquer dono de restaurante e até mesmo em eleicao de sindico a NOSSA Varig distribui passagem de graça !!!.
Esta na hora da Varig jogar a toalha e deixar que a TAM, GOL, BRA, OCEANAIR façam seu tlabalho com mais competencia, sem falar que hoje a Varig é a empresa que possui a frota mais velha do Brasil entre as empresas regulares.Abs.

Luna

isso sao focos isolados....oq nao tem nada haver com a atual situaçao da empresa , pelo geito vc nao leo oq nosso amigo CPILOT escreveu ..ele deu uma aula do por que dessa situaçao da vrg e se vc for analisar o principal culpado é o governo...com taxas abusivas entre outras coisa...
Anonymous

Mensagem por Anonymous »

Tem gente que defende que a Varig tem que acabar, que tem que quebrar de vez, mas quando isso acontecer vão é ficar choramingando "Ai que saudade da Varig, Ai que saudade dos aviões da Varig..." É fato que a Varig tem sido mal administrada como é fato que o governo nada faz para ajudar o setor aéreo no Brasil (escancara o mercado para as estrangeiras, taxas aeroportuárias e impostos absurdos, combustível mais caro em GRU que JFK e aí vai). A Varig ainda está viva e deve continuar viva, com uma administração mais eficiente mas também com uma politica governamental que valorize nossas empresas.
Entretanto se, infelizmente tudo isso não acontecer e a Varig quebrar espero que os urubus de plantão que defendem sua quebra não se transformem em viúvas choradeiras da Varig, assim como já existem as da Vasp e da Transbrasil
Anonymous

Mensagem por Anonymous »

Eu não quero que a Varig quebre não, exatamente por esse motivos que o Fernando expôs. O que eu quero mesmo é que a FRB suma e deixe que a Varig seja administrada de maneira profissional... a situação da Varig é prova inconteste da incompetência gerencial da FRB. Os diversos planos econômicos fracassados, dólar em alta e uma série de outros fatores com certeza contribuíram para a situação da VRG, mas diversas outras empresas no Brasil (de outros setores) sofreram tanto ou mais que a VRG e sobreviveram, ou seja, jogar a culpa em fatores externos é muito cômodo.

Creio muito que no dia que a corporativista FRB deixar que a Varig seja administrada de maneira profissional, ela tem tudo pra se recuperar, seja com o apoio do governo, ou não.
Sandro
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Mensagem por Sandro »

FERNANDO CANTERAS escreveu:Tem gente que defende que a Varig tem que acabar, que tem que quebrar de vez, mas quando isso acontecer vão é ficar choramingando "Ai que saudade da Varig, Ai que saudade dos aviões da Varig..." É fato que a Varig tem sido mal administrada como é fato que o governo nada faz para ajudar o setor aéreo no Brasil (escancara o mercado para as estrangeiras, taxas aeroportuárias e impostos absurdos, combustível mais caro em GRU que JFK e aí vai). A Varig ainda está viva e deve continuar viva, com uma administração mais eficiente mas também com uma politica governamental que valorize nossas empresas.
Entretanto se, infelizmente tudo isso não acontecer e a Varig quebrar espero que os urubus de plantão que defendem sua quebra não se transformem em viúvas choradeiras da Varig, assim como já existem as da Vasp e da Transbrasil
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...

Mensagem por RockboyDF »

CPILOT deu uma aula.

E quem hoje acha que a Varig deve fechar as portas, vai ter que fazer o mesmo pela GOL e pela TAM no futuro, porque o modelo brasileiro é INVIÁVEL.

Que dia as pessoas vão entender que o mercado de aviação não é igual ao de sabonetes?
Leonardo Vasconcelos- SBBR
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Mensagem por Anonymous »

Como eu sou um ignorante no assunto, vou perguntar; se o setor é inviável no Brasil, se o Governo é o grande responsável pelas mazelas das empresas (e eu não duvido), o porquê destes empresários investirem no setor??? Será que o Constantino é tão burro assim?? E o dono da BRA?? E da Ocean?? Será que eles não estão vendo a situação da Varig??? E a Varig?? O que tem feito pra sair da situação?? Afinal de contas, se ela parar por um dia, em forma de protesto, garanto que muito político "treme".... Ou será que ela prefere fazer "politicagem" em Brasília pra sair da situação...
Omykron
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Mensagem por Omykron »

a diferença é que a varig, vasp e tba vem de anos, a tba nemteve uma má administração (até o ciprianni assumir), mas a vasp com os canhedos e varig... bom, todo mundo sabe o que aconteceu.
avião de sobra
passageiro no solo....
Anonymous

Mensagem por Anonymous »

Sem querer entra em desavenças com ninguém, até pq aqui estamos em um fórum democrático e todas as opiniões devem ser respeitadas,
mas pra mim o Cpilot não falou nenhuma novidade, onde qualquer um, um pouco esclarecido já ouviu os argumentos por ele apresentado...

E mais....dizer que os GOVERNOS são culpados é fácil....e mais...concordo quando perguntaram:

Se o SETOR é INVIÁVEL, o que estão fazendo os donos da GOL, OCEAN AIR e BRA nesse setor ????

Olha senhores, sinceramente, seria até bom que a VARIG não falisse de vez...mmmaaasssssssssss.......MORDOMIAS E FACILIDADES NÃO!!!!

Que a VARIG continue funcionando tudo bem, mas que PAGUE tudo que DEVE ao GOVERNO e aos FORNECEDORES......que apresente um plano de RETOMADA SEM QUALQUER DINHEIRO VINDO DO GOVERNO !!

Entendo quando alguns dizem sobre a MARCA VARIG no exterior, mas no mínimo é contraditório vc ter uma MARCA CONHECIDA pela qualidade que apresenta mas sobrevive através de medidas judiciais!!!

Não falo de FORMA LEVIANA que a VARIG deva FALIR, mas apresento argumentos sólidos para tal afirmação!!

Apenas não concordo com VANTAGENS e MORDOMIAS VIA GOVERNO para que a VARIG sai dessa situação difícil !!

Citando mais uma vez o Cpilot, onde ao final de seu texto ela afirma que vão fazer sim a VARIG sair dessa !!!

Ok...que vcs de fato consigam SIM dar a volta por cima, mas volto a dizer, sem empréstimos ou REGÁLIAS do GOVERNO !!

A pergunta que eu deixo no ar é o seguinte:

Se a VARIG tem uma ótima imagem no EXTERIOR, se a VARIG vem dando lucros, pq ela não consegue via empréstimos INTERNACIONAIS os "ZILHÕES" que ela precisa pra saldar suas dívidas ??
RockboyDF
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Meias verdades

Mensagem por RockboyDF »

Meias verdades são muito perigosas. Ainda mais quando se acredita que a Varig nasceu na Ditadura Militar, como foi dito anteriormente...

Realmente o setor não é inviável no Brasil, afinal 35% de imposto em cada passagem é algo extremamente aceitável e bem vindo. A taxa de câmbio variar mais de 10% a cada seis meses ou a cada ano, que seja, também é excelente para o planejamento de longo prazo em empresas que dependem fundamentalmente dos custos de moeda estrangeira.
Adoram dizer que a Varig foi privilegiada por todos os governos, mas ninguém diz que os governos fizeram uso dela quando precisaram. Ninguém fala também que no plano anterior do governo para liquidar a Varig (aquele que o José Dirceu encampava) e repartir seu ativos entre TAM e GOL, o responsável pelos estudos e pela estratégia era o ex-presidente da TAM (Mandelli). Que coincidência, não?
Por fim, sobre empresários continuarem investindo, é natural enquanto der lucro, quando não der mais, tiram seu time de campo sem maiores problemas. Se alguém duvida, é só ver quanto fatura o grupo Constantino com transporte urbano aqui em Brasília e em Minas Gerais. Canhedo idem.
Leonardo Vasconcelos- SBBR
Bagatin
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Mensagem por Bagatin »

Olá a todos,

Na minha opinião, o setor não é inviável para as empresas aéreas. Ele é inacessível para os passageiros e para todos os usuários do setor. A própria VARIG vem apresentando bons resultados operacionais. TAM e GOL têm obtidos ótimos lucros também. O problema é que estamos pagando um alto preço nas passagens e poderíamos estar explorando muito melhor nossa aviação, o que beneficiaria os negócios das mais variadas atividades e ramos. O transporte aéreo poderia alcançar localidades ainda não atendidas, aumentando o conforto de um número muito maior de pessoas.

Sobre a VARIG especificamente, é injusto dizer que ela "deve" ao Governo. O Governo deve SIM a ela. Se o objetivo é ajudá-la, por que então ficar recorrendo nas ações onde é óbvio que ela vai ganhar. Porque não pagar o que deve então? Ninguém está pedindo esmola, só querem receber o que lhes é de direito e além disso uma atenção especial ao setor, que não necessita de esmola, apenas de ser tratado como deve e nisso está incluída a necessidade de reformas na área tributária. Pessoalmente não vejo com bons olhos uma fundação administrando uma empresa num setor tão competitivo, porém devemos admitir que o resultado operacional está bom e ela está inclusive conseguindo trazer novas aeronaves, o que seria impossível sem credibilidade. Não que isso seja mérito da fundação (sinceramente, não estou por dentro do assunto para emitir opinião) mas que é um fato, isso é.

Abraços!

Luiz Henrique Bagatin
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