Estudo da Nasa mostra falta de segurança em vôos comerciais
Enviado: Qui Nov 08, 2007 17:32
Prezados Colegas:
Segue abaixo uma notícia que recebi via e-mail e que gostaria de compartilhar com todos. Não tenho a fonte de tal notícia, mas a achei bem interessante, pois mostra como são as coisas no país com o maior tráfego aéreo do planeta e também para pararmos um pouco de criticar o nosso sistema de controle aéreo.
Abs
Estudo da Nasa mostra falta de segurança em vôos comerciais
NOVA YORK (EUA) - A Nasa decidiu divulgar a quase totalidade de um estudo sobre a segurança do espaço aéreo do país. A pesquisa, que levantou um enorme polêmica na última semana, pode revelar que a segurança dos vôos comerciais está muito mais comprometida do que as autoridades aéreas imaginavam.
Situações de quase colisão e interferências em pistas de decolagem são problemas comuns no sistema aéreo dos EUA.
"A grande discussão, no entanto, é que a publicação das informações requeridas, que são sensíveis e relacionadas à segurança, pode afetar materialmente a confiança da população e o bem-estar comercial das empresas aéreas cujos pilotos participaram da pesquisa", justificou um alto funcionário da Nasa.
O estudo foi conduzido com 24 mil pilotos e controladores, os quais tiveram suas identidades mantidas em segredo. As entrevistas demonstram péssimas condições de trabalho de pilotos, momentos de colisões quase iminentes e aterrissagens perigosas, entre muitas outras situações. A Nasa divulgou ontem um trecho da pesquisa.
Em março de 2004, dois pilotos que conduziam uma aeronave Airbus 319 de Baltimore, a maior cidade do estado de Maryland, para Denver, capital do Colorado, adormeceram durante o trajeto. Eles foram acordados somente pelo frenético chamado dos controladores em terra, alertando-os de que estavam se aproximando do aeroporto no dobro da velocidade permitida.
Esta situação, conhecida como "olho vermelho" (em referência aos vôos noturnos de longa duração que obrigam os pilotos a se manterem acordados), ocorrem freqüentemente, segundo comprovou o estudo da Nasa. "Pelos últimos 45 minutos de vôo eu adormeci, assim como o co-piloto", afirmou o comandante do vôo da United Airlines aos pesquisadores da agência aérea, em um trecho da pesquisa.
A companhia não confirmou nenhum registro de incidente de "olho vermelho" em vôos noturnos. Segundo a explicação do profissional citado, ele já havia trabalhado por três noites seguidas, em viagens de oito horas. Além disso, entre os resultados do levantamento, há informações de que o número de batidas provocadas por pássaros e situações de quase colisão aérea são duas vezes superior aos registrados nos sistemas de monitoramento do governo.
A pesquisa também mostra números alarmantes de pilotos que teriam sido informados sobre mudanças nas instruções de pouso na última hora, algo "potencialmente perigoso". A pesquisa, conduzida em segredo pela Nasa, durou cerca de quatro anos e custou US$ 11,3 milhões ao contribuinte norte-americano. Com a repercussão do escândalo, o administrador da Nasa, Mike Griffin, divulgou uma nota explicando ter sabido que a pesquisa estava sendo mantida sob sigilo.
Nesta semana, a Nasa esclareceu: "Nós assumimos o que dissemos, e isso foi um erro", segundo afirmou a administrador Michael Griffin. "Pedimos desculpas... As pessoas cometem erros. E isso foi um erro. Estou revendo esse pedido por meio do Ato de Liberdade de Informação para determinar quais - se houver alguma - dessas informações podem ser tornadas publicas legalmente. A Nasa deve focar em como dar informações ao público; não como escondê-la".
No texto, Griffin ressalta ainda sempre ter defendido a abertura e transparência das pesquisas e análises feitas pela Nasa. A polêmica já repercute com força no Congresso norte-americano".
Segue abaixo uma notícia que recebi via e-mail e que gostaria de compartilhar com todos. Não tenho a fonte de tal notícia, mas a achei bem interessante, pois mostra como são as coisas no país com o maior tráfego aéreo do planeta e também para pararmos um pouco de criticar o nosso sistema de controle aéreo.
Abs
Estudo da Nasa mostra falta de segurança em vôos comerciais
NOVA YORK (EUA) - A Nasa decidiu divulgar a quase totalidade de um estudo sobre a segurança do espaço aéreo do país. A pesquisa, que levantou um enorme polêmica na última semana, pode revelar que a segurança dos vôos comerciais está muito mais comprometida do que as autoridades aéreas imaginavam.
Situações de quase colisão e interferências em pistas de decolagem são problemas comuns no sistema aéreo dos EUA.
"A grande discussão, no entanto, é que a publicação das informações requeridas, que são sensíveis e relacionadas à segurança, pode afetar materialmente a confiança da população e o bem-estar comercial das empresas aéreas cujos pilotos participaram da pesquisa", justificou um alto funcionário da Nasa.
O estudo foi conduzido com 24 mil pilotos e controladores, os quais tiveram suas identidades mantidas em segredo. As entrevistas demonstram péssimas condições de trabalho de pilotos, momentos de colisões quase iminentes e aterrissagens perigosas, entre muitas outras situações. A Nasa divulgou ontem um trecho da pesquisa.
Em março de 2004, dois pilotos que conduziam uma aeronave Airbus 319 de Baltimore, a maior cidade do estado de Maryland, para Denver, capital do Colorado, adormeceram durante o trajeto. Eles foram acordados somente pelo frenético chamado dos controladores em terra, alertando-os de que estavam se aproximando do aeroporto no dobro da velocidade permitida.
Esta situação, conhecida como "olho vermelho" (em referência aos vôos noturnos de longa duração que obrigam os pilotos a se manterem acordados), ocorrem freqüentemente, segundo comprovou o estudo da Nasa. "Pelos últimos 45 minutos de vôo eu adormeci, assim como o co-piloto", afirmou o comandante do vôo da United Airlines aos pesquisadores da agência aérea, em um trecho da pesquisa.
A companhia não confirmou nenhum registro de incidente de "olho vermelho" em vôos noturnos. Segundo a explicação do profissional citado, ele já havia trabalhado por três noites seguidas, em viagens de oito horas. Além disso, entre os resultados do levantamento, há informações de que o número de batidas provocadas por pássaros e situações de quase colisão aérea são duas vezes superior aos registrados nos sistemas de monitoramento do governo.
A pesquisa também mostra números alarmantes de pilotos que teriam sido informados sobre mudanças nas instruções de pouso na última hora, algo "potencialmente perigoso". A pesquisa, conduzida em segredo pela Nasa, durou cerca de quatro anos e custou US$ 11,3 milhões ao contribuinte norte-americano. Com a repercussão do escândalo, o administrador da Nasa, Mike Griffin, divulgou uma nota explicando ter sabido que a pesquisa estava sendo mantida sob sigilo.
Nesta semana, a Nasa esclareceu: "Nós assumimos o que dissemos, e isso foi um erro", segundo afirmou a administrador Michael Griffin. "Pedimos desculpas... As pessoas cometem erros. E isso foi um erro. Estou revendo esse pedido por meio do Ato de Liberdade de Informação para determinar quais - se houver alguma - dessas informações podem ser tornadas publicas legalmente. A Nasa deve focar em como dar informações ao público; não como escondê-la".
No texto, Griffin ressalta ainda sempre ter defendido a abertura e transparência das pesquisas e análises feitas pela Nasa. A polêmica já repercute com força no Congresso norte-americano".