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[História]: Morreu o piloto que lançou a bomba atômica
Enviado: Seg Nov 05, 2007 22:09
por PR-WJI
O piloto que lançou a primeira bomba atômica da história, devastando a cidade japonesa de Hiroshima durante a Segunda Guerra, morreu quinta-feira, aos 92 anos. Paul Warfield Tibbets Jr., nasceu em 1915 e, aos 30 anos, pilotou o bombardeiro B-29, chamado Enola Gay, que lançou a bomba Little Boy, às 08h15 do dia 06 de agosto de 1945.
Em 1959 foi promovido a general da brigada e em 1966 abandonou as Forças Armadas.
Enviado: Qua Nov 07, 2007 00:30
por AB3
Deve ter ido diretinho pro inferno

Enviado: Qua Nov 07, 2007 02:59
por Expat
AB3 escreveu:Deve ter ido diretinho pro inferno
Por que? Eles estavam pedindo isso. Os japoneses foram os mais traiçoeiros e cruéis invasores da história moderna. Pesquise sobre Bataan, Nanking e Manchukuo, só para ter uma idéia...
Enviado: Qua Nov 07, 2007 10:04
por SBLO
AB3 escreveu:Deve ter ido diretinho pro inferno

Lembre-se, prezado AB3, de que ele era militar e tinha apenas que cumprir ordens. Muitos dos que estava a bordo do Enola Guy desconheciam o teor da missão, não sabiam o que estava carregando e o seu poderio de destruição até o momento em que a bomba explodiu.
Abs
Enviado: Qua Nov 07, 2007 11:21
por Constellation
Caros amigos,
O ex-Presidente Harry Trumman, que tomou a decisão de lançar as duas bombas atômicas sobre o Japão, em 1945, disse que essa foi a decisão mais difícil da vida dele.
Todavia, as alternativas à decisão de utilizar a Bomba Atômica seriam extremamente custosas:
- Os Estados Unidos pretendiam efetuar duas invasões ao Japão metropolitano, em novembro de 1945 e em março de 1946. Os cálculos de baixas nessas invasões, baseados na resistência oferecida pelos japoneses nas invasões de Iwo Jima e Okinawa, era de 500 mil soldados americanos mortos e 5 milhões de japoneses;
- Os soviéticos estavam prontos para invadir a ilha de Hokkaido, o que poderia criar um novo foco de tensões na Guerra Fria que viria a seguir, situações parecidas com as duas Coréias ou os dois Viet-Nans;
- A Bomba atômica poderia abreviar a duração da guerra, evitando, segundo os especialistas em estratégia, as previstas invasões do Japão. Realmente funcionou, a Bomba Atômica deu uma "saída honrosa" para os líderes japoneses se renderem, evitando carnificinas posteriores;
- A posse de bombas atômicas pelos Estados Unidos manteve Stalin "contido" por 4 longos anos, até 1949. Sabe-se lá o que Stalin teria feito com a Europa se os EUA não tivessem uma arma tão poderosa na década de 40;
- A morte dos cidadão de Hiroshima e Nagasaki pode ter salvo a vida de milhões de outros japoneses;
- Deve-se notar que a bomba atômica nunca mais foi usada operacionalmente em nenhum outro conflito;
- Os integrantes do 509º Composite Group, que lançaram as duas bombas atômicas, estavam cumprindo ordens, sabiam que suas missões poderiam abreviar uma guerra que estava matando milhares de compatriotas seus todas as semanas. Eles simplesmente não tinham outra opção. O único americana que tinha uma opção era o Presidente Trumman;
- Sem a invasão do Japão, tornou-se muito mais fácil fazer uma ocupação militar bem sucedida, talvez a mais bem sucedida da história, muito diferente da atual ocupação do Iraque, por exemplo. Os japoneses, seguindo seu rígido padrão de honra, respeitaram os ocupantes que, por sua vez, retribuíram. possibilitando a reconstrução do Japão em tempo recorde. A habilidade política do General Douglas MacArthur, primeiro e mais importante governador militar do Japão, foi tamanha que, quando o General foi demitido, por insubordinação, pelo Presidente Trumman, em 1951, os japoneses foram, aos milhares, se despedir do mesmo na Base de Atsugi, chorando literalmente pela perda de um grande líder, na verdade um ocupante militar estrangeiro, mas que conseguiu ganhar a confiança do povo que liderou durante 5 anos. Até hoje o Japão é o maior aliado dos USA na Ásia.
Obviamente, os Estados Unidos hoje são muito diferentes, mudaram seu rumo totalmente. Bush está mais para Stalin do que para Trumman, a única diferença é que a "Sibéria" de Bush tem o nome de Guantanamo, e só isso, mas isso é outra história.
Um abraço.
Enviado: Qua Nov 07, 2007 16:27
por clipper flying cloud
Mesmo assim que vá ao inferno (se ele existir)
Enviado: Qua Nov 07, 2007 17:49
por tatsch
Apesar da vidas que se foram por causa da bomba, imagino que ele tenha cumprido antes de tudo seu dever como militar.
A guerra não é boa para ninguém.
Não precisamos nem afirmar, quem comete um ato terrivel não dorme mais com pesadelos para o resto da vida.
É do comportamento humano.
Tenho quase certeza que esse piloto já após o ato da bomba mesmo cumprindo o seu dever de militar, parou e pensou nas vidas que se foram e se sentiu culpado. O militar também é humano.
Ninguém mata alguém sem pelo menos no mesmo dia ficar coma consciência martelando na cabeça com idéias e pensamentos.
Infelizmente é a vida.