Herson escreveu:
Os vôos da CLX, snme, operam 4ª e Sab CLX 761/765 CWB-PNZ-LUX.
Viticultura
Petrolina lidera produção de uva
Cidade pernambucana desbanca Bento em ranking do IBGE
Atividade nordestina é voltada para consumo in natura, já a gaúcha é para processamento
Caxias do Sul - Com uma produção de 112,2 mil toneladas de uva registrada em 2006, o município pernambucano de Petrolina é o maior produtor de uvas no país. Com uma safra 29% maior, Petrolina ultrapassou o município gaúcho de Bento Gonçalves que, em 2005, liderava o ranking. A informação divulgada na manhã de ontem, consta do relatório Produção Agrícola Municipal, publicado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O terceiro e quarto lugares também são intercalados entre municípios do Vale do São Francisco e da Serra Gaúcha. Juazeiro, na Bahia, é o terceiro maior produtor e Flores da Cunha, o quarto.
Em números totais por Estado, o Rio Grande do Sul ainda é líder absoluto no cultivo da fruta, respondendo por praticamente a metade da produção nacional: colheu 623.878 toneladas, o correspondente a 49,6% do volume total.
Apesar de São Paulo vir em segundo lugar entre os Estados, a soma da colheita do Vale do São Francisco é 39,7% maior. O Paraná fica com a quinta posição.
Para o chefe geral da Embrapa Uva e Vinho, Alexandre Hoffmann, o destaque da produção do Vale do São Francisco não gera surpresas. Isso porque a região vem ampliando as áreas de vinhedos para atender à crescente demanda mundial por uvas para consumo in natura. Essa é a grande diferença entre o perfil do cultivo no Nordeste e no Sul do país.
- Não dá para comparar a produção de um município com o de outro porque são segmentos muito diferentes. Em Petrolina a uva é predominantemente para consumo enquanto que na Serra Gaúcha é para processamento (fabricação de bebidas) - pondera Hoffmann.
Além da demanda crescente da fruta, outros fatores contribuíram para a mudança nas colocações do ranking do IBGE. Em 2006, a safra gaúcha ainda sentia os reflexos da estiagem ocorrida no ano anterior. Enquanto as áreas de cultivo estão em expansão no Nordeste, na Serra o espaço para expansão é limitado, tendendo para a estabilização. Hoffmann ressalta ainda que o foco maior dos produtores locais está na obtenção de ganhos de qualidade e produtividade em uma mesma área, ao invés da expansão dos vinhedos.
- Em Petrolina ainda há a possibilidade de colher duas safras em uma mesma área. Mas a discussão sobre quem produz mais ou menos não é relevante, até porque são produtos bem diferentes - reforça.
Jornal Pioneiro