Saudades da Varig Jornal do Comercio – RS 24/09/2007 Opiniao
Enviado: Seg Set 24, 2007 15:13
Saudades da Varig
José Valdoir Vargas
http://jcrs.uol.com.br/noticias.aspx?pCodigoArea=32
"Em 2006 a Varig é novamente certificada pela IATA por excelência de padrões de segurança. Para receber o certificado, a Varig submeteu-se a oito diferentes auditorias". Esta conquista da nossa Varig aconteceu justamente no ano em que ela foi assassinada. O serviço de manutenção da Varig foi referência mundial. Seus aviões usados, quando postos à venda, eram disputadíssimos por outros operadores. No Centro de Treinamento Operacional da Varig, na Ilha do Governador, cada tripulante era submetido, a cada trimestre, a rigoroso processo de treinamento técnico e de disciplina operacional. É sabido, porém, que manutenção de aeronaves e treinamento de pessoal aumentam os custos e redundam em menor lucro. Em contrapartida, hoje, sem a Varig, estão em evidência outros conceitos e estranhos noticiários: "Nada substitui o lucro", "Reversível pinado" e "Avião perde porta em pleno vôo". É inacreditável, mas é este o perfil de companhia aérea que representa o nosso País no exterior. É a filosofia "Low Cost Low Fare" ao modo tupiniquim. O antigo DAC era responsável pela fiscalização das empresas aéreas e do pessoal que nelas trabalhava. Seus quadros eram compostos por militares de carreiras do mais elevado nível de conhecimento da área aeronáutica. Hoje temos a Anac recheada de militantes, em detrimento de militares, "substituindo" os mais de 60 anos de experiência acumulados pelo DAC.
Duas tragédias anunciadas em menos de 10 meses. Foram 353 vidas ceifadas. A atual aviação brasileira não é digna da nossa velha Varig. A Varig fazia parte dos nossos projetos, dos sonhos de férias, da visita programada, do encontro emocionado. É, a saudade mata a gente! E como mata...
Aeronauta e bacharel em Filosofia
José Valdoir Vargas
http://jcrs.uol.com.br/noticias.aspx?pCodigoArea=32
"Em 2006 a Varig é novamente certificada pela IATA por excelência de padrões de segurança. Para receber o certificado, a Varig submeteu-se a oito diferentes auditorias". Esta conquista da nossa Varig aconteceu justamente no ano em que ela foi assassinada. O serviço de manutenção da Varig foi referência mundial. Seus aviões usados, quando postos à venda, eram disputadíssimos por outros operadores. No Centro de Treinamento Operacional da Varig, na Ilha do Governador, cada tripulante era submetido, a cada trimestre, a rigoroso processo de treinamento técnico e de disciplina operacional. É sabido, porém, que manutenção de aeronaves e treinamento de pessoal aumentam os custos e redundam em menor lucro. Em contrapartida, hoje, sem a Varig, estão em evidência outros conceitos e estranhos noticiários: "Nada substitui o lucro", "Reversível pinado" e "Avião perde porta em pleno vôo". É inacreditável, mas é este o perfil de companhia aérea que representa o nosso País no exterior. É a filosofia "Low Cost Low Fare" ao modo tupiniquim. O antigo DAC era responsável pela fiscalização das empresas aéreas e do pessoal que nelas trabalhava. Seus quadros eram compostos por militares de carreiras do mais elevado nível de conhecimento da área aeronáutica. Hoje temos a Anac recheada de militantes, em detrimento de militares, "substituindo" os mais de 60 anos de experiência acumulados pelo DAC.
Duas tragédias anunciadas em menos de 10 meses. Foram 353 vidas ceifadas. A atual aviação brasileira não é digna da nossa velha Varig. A Varig fazia parte dos nossos projetos, dos sonhos de férias, da visita programada, do encontro emocionado. É, a saudade mata a gente! E como mata...
Aeronauta e bacharel em Filosofia