EMBRAER
Enviado: Ter Fev 08, 2005 01:46
Depois dos Estados Unidos e da China, a empresa pilotada por Maurício Botelho vê na europa oportunidades de se firmar como multinacional. Enquanto isso, reforça a atuação do setor de defesa
Por Flavia Pardini
O setor de aviação ainda vive uma das piores crises de sua história devido aos ataques terroristas de 11 de setembro, mas a Embraer começa a dar a volta por cima. “Apesar de ter reduzido nossa receita devido à diminuição das entregas de aviões, conseguimos manter nossas forças”, diz o presidente Maurício Botelho. A aviação corporativa, vista como a grande oportunidade de mercado depois dos atentados, não atendeu às expectativas em razão da redução na lucratividade das empresas a partir do estouro da bolha no setor de informática nos EUA e dos escândalos corporativos que pipocaram mundo afora. Mas a Embraer não perdeu tempo e reposicionou-se. Soube identificar um nicho de mercado – aviões comerciais que transportam de 70 a 110 passageiros – e este ano lançou uma nova família, a Embraer 170/190, com quatro aeronaves. Desenhado para ocupar um segmento crescente do mercado – somente nos EUA, 61% dos vôos transportam de 70 a 100 passageiros –, o lançamento já conquistou espaço no exterior. Botelho contabiliza uma carteira com 340 aviões vendidos, além de 400 opções de compra.
A empresa também reforçou sua atuação no setor de defesa. Este ano, concluiu a entrega de oito aeronaves de alerta avançado e sensoriamento remoto ao Projeto Sivam e está em processo de fornecimento de aviões para a Força Aérea da Grécia e a do México. Além disso, já fabrica uma aeronave de ataque leve e remodela os jatos F-5 da Força Aérea Brasileira (FAB).
A atuação da empresa na área de defesa foi coroada em julho de 2004 – depois que a pesquisa de campo de As Mais Admiradas já havia sido concluída – com a escolha, pelo Departamento de Defesa dos EUA, de um consórcio do qual a Embraer participa para o fornecimento de aviões para o novo sistema de vigilância de campos de batalha do Exército americano. O contrato total com o Pentágono é de US$ 7 bilhões, mas Botelho não revela a fatia que a Embraer leva. “Quando temos uma decisão desse calibre, estamos nos preparando para a geração de riqueza no futuro”, diz.
A fim de se firmar como multinacional, a Embraer parte para mais uma conquista: a Europa. No Velho Continente, a Embraer possui apenas uma base de manutenção na França, mas viu a oportunidade de participar da privatização da portuguesa Ogma, a ser concluída até o fim do ano. Enquanto isso, Botelho espera certificar dois aviões da nova família – Embraer 175 e 190 – e criar condições para o aumento de produção, que este ano voltou aos níveis de 2001. Em 2005, prevê entregar 170 aviões.
Fonte: Carta Capital
Por Flavia Pardini
O setor de aviação ainda vive uma das piores crises de sua história devido aos ataques terroristas de 11 de setembro, mas a Embraer começa a dar a volta por cima. “Apesar de ter reduzido nossa receita devido à diminuição das entregas de aviões, conseguimos manter nossas forças”, diz o presidente Maurício Botelho. A aviação corporativa, vista como a grande oportunidade de mercado depois dos atentados, não atendeu às expectativas em razão da redução na lucratividade das empresas a partir do estouro da bolha no setor de informática nos EUA e dos escândalos corporativos que pipocaram mundo afora. Mas a Embraer não perdeu tempo e reposicionou-se. Soube identificar um nicho de mercado – aviões comerciais que transportam de 70 a 110 passageiros – e este ano lançou uma nova família, a Embraer 170/190, com quatro aeronaves. Desenhado para ocupar um segmento crescente do mercado – somente nos EUA, 61% dos vôos transportam de 70 a 100 passageiros –, o lançamento já conquistou espaço no exterior. Botelho contabiliza uma carteira com 340 aviões vendidos, além de 400 opções de compra.
A empresa também reforçou sua atuação no setor de defesa. Este ano, concluiu a entrega de oito aeronaves de alerta avançado e sensoriamento remoto ao Projeto Sivam e está em processo de fornecimento de aviões para a Força Aérea da Grécia e a do México. Além disso, já fabrica uma aeronave de ataque leve e remodela os jatos F-5 da Força Aérea Brasileira (FAB).
A atuação da empresa na área de defesa foi coroada em julho de 2004 – depois que a pesquisa de campo de As Mais Admiradas já havia sido concluída – com a escolha, pelo Departamento de Defesa dos EUA, de um consórcio do qual a Embraer participa para o fornecimento de aviões para o novo sistema de vigilância de campos de batalha do Exército americano. O contrato total com o Pentágono é de US$ 7 bilhões, mas Botelho não revela a fatia que a Embraer leva. “Quando temos uma decisão desse calibre, estamos nos preparando para a geração de riqueza no futuro”, diz.
A fim de se firmar como multinacional, a Embraer parte para mais uma conquista: a Europa. No Velho Continente, a Embraer possui apenas uma base de manutenção na França, mas viu a oportunidade de participar da privatização da portuguesa Ogma, a ser concluída até o fim do ano. Enquanto isso, Botelho espera certificar dois aviões da nova família – Embraer 175 e 190 – e criar condições para o aumento de produção, que este ano voltou aos níveis de 2001. Em 2005, prevê entregar 170 aviões.
Fonte: Carta Capital