Aeroporto da Pampulha vai bem, obrigado
Enviado: Ter Jul 17, 2007 09:16
Aeroporto da Pampulha vai bem, obrigado
Calmaria é só aparência, garante superintendente do terminal, que sobrevive graças à aviação executiva e regional
JEANETTE SANTOS
A confusão de atrasos e cancelamento de vôos nos aeroportos passou longe do Aeroporto da Pampulha. Com a transferência para Confins de 16 vôos remanescentes, no último dia 11, a tranquilidade tomou conta do lugar. A calmaria, entretanto, segundo o superintendente Cláudio Figueiredo Salviano, é apenas aparente.
Impulsionado pelo crescimento da aviação regional e executiva, o antigo aeroporto dos belo-horizontinos sobrevive com categoria. Com a criação de novas rotas, operadas desde ontem pela Trip Linhas Aéreas, serão 56 vôos diariamente, totalizando 4.800 pousos e decolagens por mês. Junto com Total Linhas Aéreas, Air Minas e Oceanair, a empresa capixaba vai contribuir para manter o fluxo de 60 mil passageiros ao mês.
A capital mineira vai se tornando ponto de conexão estratégica para vôos regulares que atendem a 98 municípios de médio porte. O público é tímido se comparado aos 3,7 milhões de pessoas que deverão passar por Confins até o fim do ano. Mas o aquecimento do mercado de aeronaves, com grandes grupos empresariais adquirindo jatos, por outro lado, favorece o movimento. Aos 70 anos de vida, quase três anos após exaurir sua capacidade para a operação comercial, o Aeroporto da Pampulha retoma sua vocação original, exibindo números que justificam a referência da capital mineira como segundo pólo da aviação executiva no país.
Dois mil trabalhadores, boa parte deles altamente qualificada, se concentram em 13 oficinas de manutenção de aeronaves e em 27 hangares, espaço disputado por empresas e particulares. Na época da transferência dos vôos para Confins, quando um cenário sombrio se vislumbrava, eram 1.800 empregados.
Expansão
"Estamos trabalhando a toque de caixa para finalizar o plano diretor e iniciar as obras até dezembro", revelou Salviano. Os investimentos, segundo ele, fazem parte do Proaéreo, programa do governo estadual para incentivar a aviação regional. Atualmente 11 municípios integram a malha aérea.
O governo trabalha para ampliar esse número para 15 até o final do ano. Em Belo Horizonte, o Aeroporto Carlos Prates também deverá passar por reformas, transformando- se em grande base para helicópteros. A instalação do ILS Reduzido, um equipamento de R$ 1,8 milhão que vai dar mais segurança para pousos e decolagens de aeronaves de porte médio, indica que a saúde do Pampulha vai bem. Os recursos para a reestruturação, visando a adequação dos 2 milhões de metros quadrados às normas internacionais para o atendimento da aviação regional, segundo Cláudio Salviano, já estão garantidos.
Para dar suporte ao crescimento projetado para este ano - 15% na aviação regional e 11% na executiva -, será construída, até setembro próximo, uma nova torre de controle. As faixas laterais das pistas passarão por reparos e uma nova pista exclusiva para táxi aéreo será construída.
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DANIEL DE CERQUEIRA - 6.3.2007
Não fosse o apagão aéreo, Confins poderia comemorar o sucesso absoluto
Fluxo em Confins cresce dez vezes
Não fosse o caos provocado pelo apagão aéreo, o Aeroporto Internacional Tancredo Neves, em Confins, poderia comemorar, antes de completar três anos de efetiva operação, o sucesso absoluto. Com as obras da Linha Verde e a redução do tempo de deslocamento até o aeroporto, aos poucos o belohorizontino vai se esquecendo da comodidade que a Pampulha oferecia.
Antes da transferência dos vôos, em 2004, o aeroporto tinha cerca de 350 mil passageiros por ano. Em 2006 pulou para 3,7 milhões. Foram 45 mil movimentos de aeronaves em 2006 contra 11 mil em 2004. A transferência dos vôos atraiu também importantes investimentos para o aeroporto, como o centro de manutenção da Gol Linhas Aéreas. Cinco empresas – TAM, Gol, Webjet, Oceanair e BRA – operam em Confins. São 164 vôos e um fluxo diário de 11 mil pessoas.
O número de trabalhadores soma 4.500 funcionários. Para receber 60 mil passageiros que até então embarcavam na Pampulha com destino a São Paulo, Rio de Janeiro e Brasília – nos 16 vôos transferidos no início deste mês –, foram realizadas pequenas reformas. O número de vagas no estacionamento foi ampliado, foi feita uma interligação das salas de embarque e ativação da sala de embarque remota. (JS)
Calmaria é só aparência, garante superintendente do terminal, que sobrevive graças à aviação executiva e regional
JEANETTE SANTOS
A confusão de atrasos e cancelamento de vôos nos aeroportos passou longe do Aeroporto da Pampulha. Com a transferência para Confins de 16 vôos remanescentes, no último dia 11, a tranquilidade tomou conta do lugar. A calmaria, entretanto, segundo o superintendente Cláudio Figueiredo Salviano, é apenas aparente.
Impulsionado pelo crescimento da aviação regional e executiva, o antigo aeroporto dos belo-horizontinos sobrevive com categoria. Com a criação de novas rotas, operadas desde ontem pela Trip Linhas Aéreas, serão 56 vôos diariamente, totalizando 4.800 pousos e decolagens por mês. Junto com Total Linhas Aéreas, Air Minas e Oceanair, a empresa capixaba vai contribuir para manter o fluxo de 60 mil passageiros ao mês.
A capital mineira vai se tornando ponto de conexão estratégica para vôos regulares que atendem a 98 municípios de médio porte. O público é tímido se comparado aos 3,7 milhões de pessoas que deverão passar por Confins até o fim do ano. Mas o aquecimento do mercado de aeronaves, com grandes grupos empresariais adquirindo jatos, por outro lado, favorece o movimento. Aos 70 anos de vida, quase três anos após exaurir sua capacidade para a operação comercial, o Aeroporto da Pampulha retoma sua vocação original, exibindo números que justificam a referência da capital mineira como segundo pólo da aviação executiva no país.
Dois mil trabalhadores, boa parte deles altamente qualificada, se concentram em 13 oficinas de manutenção de aeronaves e em 27 hangares, espaço disputado por empresas e particulares. Na época da transferência dos vôos para Confins, quando um cenário sombrio se vislumbrava, eram 1.800 empregados.
Expansão
"Estamos trabalhando a toque de caixa para finalizar o plano diretor e iniciar as obras até dezembro", revelou Salviano. Os investimentos, segundo ele, fazem parte do Proaéreo, programa do governo estadual para incentivar a aviação regional. Atualmente 11 municípios integram a malha aérea.
O governo trabalha para ampliar esse número para 15 até o final do ano. Em Belo Horizonte, o Aeroporto Carlos Prates também deverá passar por reformas, transformando- se em grande base para helicópteros. A instalação do ILS Reduzido, um equipamento de R$ 1,8 milhão que vai dar mais segurança para pousos e decolagens de aeronaves de porte médio, indica que a saúde do Pampulha vai bem. Os recursos para a reestruturação, visando a adequação dos 2 milhões de metros quadrados às normas internacionais para o atendimento da aviação regional, segundo Cláudio Salviano, já estão garantidos.
Para dar suporte ao crescimento projetado para este ano - 15% na aviação regional e 11% na executiva -, será construída, até setembro próximo, uma nova torre de controle. As faixas laterais das pistas passarão por reparos e uma nova pista exclusiva para táxi aéreo será construída.
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DANIEL DE CERQUEIRA - 6.3.2007
Não fosse o apagão aéreo, Confins poderia comemorar o sucesso absoluto
Fluxo em Confins cresce dez vezes
Não fosse o caos provocado pelo apagão aéreo, o Aeroporto Internacional Tancredo Neves, em Confins, poderia comemorar, antes de completar três anos de efetiva operação, o sucesso absoluto. Com as obras da Linha Verde e a redução do tempo de deslocamento até o aeroporto, aos poucos o belohorizontino vai se esquecendo da comodidade que a Pampulha oferecia.
Antes da transferência dos vôos, em 2004, o aeroporto tinha cerca de 350 mil passageiros por ano. Em 2006 pulou para 3,7 milhões. Foram 45 mil movimentos de aeronaves em 2006 contra 11 mil em 2004. A transferência dos vôos atraiu também importantes investimentos para o aeroporto, como o centro de manutenção da Gol Linhas Aéreas. Cinco empresas – TAM, Gol, Webjet, Oceanair e BRA – operam em Confins. São 164 vôos e um fluxo diário de 11 mil pessoas.
O número de trabalhadores soma 4.500 funcionários. Para receber 60 mil passageiros que até então embarcavam na Pampulha com destino a São Paulo, Rio de Janeiro e Brasília – nos 16 vôos transferidos no início deste mês –, foram realizadas pequenas reformas. O número de vagas no estacionamento foi ampliado, foi feita uma interligação das salas de embarque e ativação da sala de embarque remota. (JS)