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Por favor, alguém me explique.
Enviado: Ter Jul 10, 2007 19:20
por carlosdpujol
Olá pessoal,
Gostaria de entender qual a lógica quando lemos que um 747-400 na VARIG é uma roubada e ele voa na Aerolíneas Argentinas muito bem, obrigado. Ou quando se afirma que o 777-300 é grande demais para a VARIG e a TAM encomenda 4+4 deles. Que encher um 747 para a Europa é difícil e AF, BA, LH voam com eles diariamente ao lado dos não menores 777 e A340 de Ibéria, Alitália, Swiss, KLM, TAP... Por que a TAP voa pra cá diariamente para 7 cidades e seus aviões vivem cheios e a VARIG tinha prejuízo no GIG-GRU-LIS? Finalmente alguém me explique por que não vemos ANA e JAL, Asiana e Korean, British e Virgin voando sistematicamente para os mesmos destinos e aqui, pais menos desenvolvido, as duas grandes companhias só voam rotas sobrepostas!
Daqui nenhuma americana voa para a mesma cidade que a outra. As daqui só conhecem JFK e MIA...
Obrigado
Enviado: Ter Jul 10, 2007 19:48
por Afonso
Boa as suas indagações.
Mas seria melhor ver a estrutura de cada empresa.
Saber as pretenções, o objetivo que a gerencia de cada setor das companhías estariam afim de atingir.
O que cada uma delas tem como meta.
O que cada uma calcula como aceitavel.
Custo benefício de cada rota e aeronave em determinada rota ou malha.
Enfim, cada empresa deve ter tudo isso em suas estatísticas.
Assim de bate pronto fica dificil saber.
Nem sempre o que é bom para você pode não ser bom para mim.
Por N motivos e assim a coisa caminha.
Re: Por favor, alguém me explique.
Enviado: Ter Jul 10, 2007 20:00
por marcato
carlosdpujol escreveu:Olá pessoal,
Gostaria de entender qual a lógica quando lemos que um 747-400 na VARIG é uma roubada e ele voa na Aerolíneas Argentinas muito bem, obrigado. Ou quando se afirma que o 777-300 é grande demais para a VARIG e a TAM encomenda 4+4 deles. Que encher um 747 para a Europa é difícil e AF, BA, LH voam com eles diariamente ao lado dos não menores 777 e A340 de Ibéria, Alitália, Swiss, KLM, TAP... Por que a TAP voa pra cá diariamente para 7 cidades e seus aviões vivem cheios e a VARIG tinha prejuízo no GIG-GRU-LIS? Finalmente alguém me explique por que não vemos ANA e JAL, Asiana e Korean, British e Virgin voando sistematicamente para os mesmos destinos e aqui, pais menos desenvolvido, as duas grandes companhias só voam rotas sobrepostas!
Daqui nenhuma americana voa para a mesma cidade que a outra. As daqui só conhecem JFK e MIA...
Obrigado
Exelente pergunta!
Eu começaria respondendo que primeiro nos pobres brasileiros temos a enorme desvantagem em ter 36% de impostos contra os 16% dos europeus e os 7% dos americanos.
Isso ja joga nossas tarifas lá para cima.
Junte ao fato de que em teoria um extrangeiro vai preferir sua cia local contra uma brasileira e que os extrangeiros são maioria por questões de pib.
Quanto a questão levantada da TAM hj operar um 777-300 precisamos considerar duas coisas.
"Nos tempos da Varig" o 777-300ER não existia, existia apenas o 300 que tinha o alcance limitadissimo e foi vendido apenas ao mercado asiatico, logo a comparação é um pouco dificil.
Agora o fatos principal é mesmo a questão financeira.
A Varig mau conseguiu comprar seus 777-200, vieram apenas 2 de fabrica a muito sacrificio e o restante veio de terceiros, sendo eles de qualidade bem baixa. Apenas 2 ER, 4 não ER sendo 2 deles os piores 777s em operação no mundo.
Infelizmente a nossa aviação foi extremamente amadora até pouco tempo atras.
Era Varig, Vasp e TBA.
Hj ocupam 90% do mercado TAM e Gol que posuem excelente credibilidade adm e financeira.
É bem possivel que hj estamos a caminho de quebramos este paradigma.
Enviado: Ter Jul 10, 2007 20:17
por carlosdpujol
Junte ao fato de que em teoria um extrangeiro vai preferir sua cia local contra uma brasileira e que os extrangeiros são maioria por questões de pib.
Nos anos 80-90 o abismo entre a economia brasileira e a dos países ricos era maior e a VARIG tinha a liderança em 90% das rotas que operava.
Como explicar declarações como GIG-GRU-LIS diário e lotado dar prejuízo?
Enviado: Qua Jul 11, 2007 08:51
por emferrari
Carlos
So para complementar as americanas voam para JFK, EWR, MIA, HOU e DFW tambem. A maioria com 767, apenas 2 777 se nao me engano em uma das rotas de MIA e uma pro JFK.
Abracos!
Enviado: Qua Jul 11, 2007 19:27
por paulopre-aero
Prezado Carlos,
Entender eu não entendo, mas tenho minha opinião.
Concordo com o marcato quanto aos impostos e acrescentaria também o custo de capital (juros) extremamente alto que dificulta comprar e manter aeronaves em condições. Para a BA e LH comprar e operar uma frota de mais de 30 B747 com receitas em Libras e Euros é uma coisa.
Penso que nos próximos anos a TAM e a Varig/Gol não devem se arriscar a lançar um produto muito sofisticado, igual ou superior a AF, BA e LH. Se fizerem vão perder dinheiro. Ainda não dá pra competir. Melhor ir devagar e sempre, um passo depois do outro. O LH 502/503 vive lotado e é difícil comprar uma passagem neste vôo por menos de U$ 1.600 na econômica.
Por fim, tem também o problema da infra-estrutura aéra do pais:
No tempo da fusão Varig+Tam diziam no país não comportavam duas empresas internacionais. Também diziam que tínhamos aviões demais, o que sempre achei uma afirmação absurda. A Southwest sozinha tem mais de 300 aviões. E é a 7º americana.
Outro sintoma de que temos problemas na aviação nacional é o fato de não termos nenhum EMB-135/145/150 e EMB-170/190 voando no Brasil.
Como passageiro, minha função é exigir qualidade, pontualidade, respeito e bom atendimento para ajudar a quebrar os paradigmas.
Saudações
Paulo Fernando
Enviado: Qua Jul 11, 2007 21:12
por RICARDO HUGO URUGUAY
Mais de 70 % dos passageiros embarcados por essas empresas AF, LH, BA, TAP, AZ, AA, UA, DL e CO são brasileiros, portanto, não tem nada a ver com o PIB. A RG até uma certa data, tinha code-share com todas as empresas européias e quase sempre um aproveitamento superior as mesma. Algumas publicações especias da revista FLAP, divulgavam todos esses daos, fornecidos pelo DAC. A péssima administração da FRB, por causa de conflitos internos, grande quantidade de passageiros não pagantes, perda do poder aquisitivo da população brasileira nos anos 90 a ainda falta de meios de financiamento das passagens foram minando as receitas de todas as empresas. Quem tinha, no caso da TAM, uma administração mais competente, sobreviveu.