VOOS RASANTES DA TAAG PODEM LEVAR ANDRÉ BRANDÃO
Enviado: Seg Jul 09, 2007 17:02
O Presidente José Eduardo dos Santos pode vir a substituir o ministro dos Transportes, André Luís Brandão, na sequência da crise que resultou da interdição da companhia de bandeira angolana (TAAG) de voar no espaço da União Europeia.
A informação chega de Lisboa e é reportada pelo Jornal de Notícias que cita fonte diplomática angolana. Segundo o matutino luso, a provável exoneração de Luís Brandão se deve «à falhas imputáveis» atribuídas ao governante enquanto titular da pasta e estará incluída numa remodelação governamental em preparação.
Segundo a fonte o Chefe de Estado angolano terá assumido o dossier TAAG e ordenou auditorias à autoridade aeronáutica de Angola (INAVIC), à própria TAAG e a todos os organismos envolvidos, de modo a aproveitar o incidente com a UE para pôr a casa em ordem.
Em desfavor do Ministério angolano dos Transportes joga também a sua oposição à colaboração das entidades portuguesas, TAP e INAC, bem como a preferência dada a congéneres sul-africanos cujo único argumento válido terá sido o custo dos seus serviços.
Esta opinião também é partilhada por vários analistas em Luanda que pedem a responsabilização dos autores directos e indirectos da suspensão da TAAG poder voar para países da União Europeia. Citam mesmo o ministro André Brandão, o vice ministro para a Aviação, Hélder Preza, e a administração da própria companhia.
Os mesmos analistas referem que o sector dos Transportes é dos mais desgovernados de Angola apesar da sua importância estratégica para qualquer país, sobretudo para o nosso em fase de reconstrução. TAAG no chão, apesar de aviões novos; acidentes aéreos; navegação marítima paralisada; comboios fora dos carris; transportes rodoviários quase inexistentes; portos congestionados, enfim um ror de inactividade que na opinião dos analistas até exaspera, interrogando-se sobre a impunidade do titular da pasta e do chefe do Governo.
Fontes da Presidência da República descartaram, entretanto, uma provável remodelação governamental nos próximos tempos, afirmando mesmo que não é a vontade da imprensa portuguesa que prevalece nas decisões do Chefe de Estado.
Em Luanda o ministro das Relações Exteriores anunciou este fim-de-semana que o diferendo entre a TAAG e a União Europeia tinha sido encerrado devendo as companhias locais retomar as operações em Angola sem restrições. Ao mesmo tempo o governante garantiu que tudo está ser feito no sentido de a companhia angolana adequar os seus procedimentos às exigências do Comité de Segurança Aérea da União Europeia.
João Miranda foi peremptório ao afirmar que neste caso não se aplica o «principio da reciprocidade», desconhecendo-se se a British Airways poderá ou não voltar a voar para Luanda. Enquanto a solução definitiva da crise tarda a chegar, eis que de Cabo Verde chegam informações sobre o descontentamento dos passageiros do primeiro voo Luanda-Sal-Lisboa.
Segundo a Lusa, os passageiros manifestaram-se inconformados com as longas horas de espera tanto no aeroporto de Luanda como no da Ilha do Sal onde foram forçados a permanecer durante mais de cinco horas.
Para minimizar os custos que esta operação via Sal está a acarretar para a companhia, a TAAG está a pensar aumentar as tarifas para Lisboa em cerca de mais quatrocentos dólares para um bilhete de ida e volta em classe económica, o que já está a levantar protestos junto dos passageiros, muitos deles com títulos emitidos.
A informação chega de Lisboa e é reportada pelo Jornal de Notícias que cita fonte diplomática angolana. Segundo o matutino luso, a provável exoneração de Luís Brandão se deve «à falhas imputáveis» atribuídas ao governante enquanto titular da pasta e estará incluída numa remodelação governamental em preparação.
Segundo a fonte o Chefe de Estado angolano terá assumido o dossier TAAG e ordenou auditorias à autoridade aeronáutica de Angola (INAVIC), à própria TAAG e a todos os organismos envolvidos, de modo a aproveitar o incidente com a UE para pôr a casa em ordem.
Em desfavor do Ministério angolano dos Transportes joga também a sua oposição à colaboração das entidades portuguesas, TAP e INAC, bem como a preferência dada a congéneres sul-africanos cujo único argumento válido terá sido o custo dos seus serviços.
Esta opinião também é partilhada por vários analistas em Luanda que pedem a responsabilização dos autores directos e indirectos da suspensão da TAAG poder voar para países da União Europeia. Citam mesmo o ministro André Brandão, o vice ministro para a Aviação, Hélder Preza, e a administração da própria companhia.
Os mesmos analistas referem que o sector dos Transportes é dos mais desgovernados de Angola apesar da sua importância estratégica para qualquer país, sobretudo para o nosso em fase de reconstrução. TAAG no chão, apesar de aviões novos; acidentes aéreos; navegação marítima paralisada; comboios fora dos carris; transportes rodoviários quase inexistentes; portos congestionados, enfim um ror de inactividade que na opinião dos analistas até exaspera, interrogando-se sobre a impunidade do titular da pasta e do chefe do Governo.
Fontes da Presidência da República descartaram, entretanto, uma provável remodelação governamental nos próximos tempos, afirmando mesmo que não é a vontade da imprensa portuguesa que prevalece nas decisões do Chefe de Estado.
Em Luanda o ministro das Relações Exteriores anunciou este fim-de-semana que o diferendo entre a TAAG e a União Europeia tinha sido encerrado devendo as companhias locais retomar as operações em Angola sem restrições. Ao mesmo tempo o governante garantiu que tudo está ser feito no sentido de a companhia angolana adequar os seus procedimentos às exigências do Comité de Segurança Aérea da União Europeia.
João Miranda foi peremptório ao afirmar que neste caso não se aplica o «principio da reciprocidade», desconhecendo-se se a British Airways poderá ou não voltar a voar para Luanda. Enquanto a solução definitiva da crise tarda a chegar, eis que de Cabo Verde chegam informações sobre o descontentamento dos passageiros do primeiro voo Luanda-Sal-Lisboa.
Segundo a Lusa, os passageiros manifestaram-se inconformados com as longas horas de espera tanto no aeroporto de Luanda como no da Ilha do Sal onde foram forçados a permanecer durante mais de cinco horas.
Para minimizar os custos que esta operação via Sal está a acarretar para a companhia, a TAAG está a pensar aumentar as tarifas para Lisboa em cerca de mais quatrocentos dólares para um bilhete de ida e volta em classe económica, o que já está a levantar protestos junto dos passageiros, muitos deles com títulos emitidos.