Operação tri-motor nos Boeing 747
Enviado: Dom Mar 11, 2007 15:06
Caros amigos,
Dois incidentes ocorridos com a British Airways, com apenas 6 dias de diferença, me chamaram a atenção.
Ambos se referem a vôos de Boeing 747 British Airways, onde houve perda de um motor e os aviões prosseguiram para o seu destino original. Não eram vôos curtos, mas sim vôos de 11 horas de duração.
O primeiro desses vôos ocorreu no dia 19 de fevereiro de 2005, com um B747 que tinha acabado de decolar de Los Angeles, com destino a Londres-Heathrow. Poucos segundos após a decolagem, o controlador do ATC informou ao piloto do 747 que havia chamas em um dos motores, o nº 1 ou o nº 2 (do lado esquerdo do avião). O piloto informou que o fogo já estava sendo combatido, e que a aeronave estava subindo para uma altitude de segurança.
Logo após, o cmte. do 747 informou ao ATC que tinha cortado o motor nº 2, e que estava se comunicando com a empresa. Para surpresa do controlador, o piloto informou que prosseguiria o vôo para Londres, de 11 horas de duração através do espaço aéreo dos EUA, Canadá, Groenlândia, Oceano Atlântico e Grã-Bretanha.
É certo que a aeronave precisaria alijar uma boa quantidade de combustível se quisesse voltar a LAX, fora os custos de indenizações e despesas com os passageiros (351 a bordo). Isso pode ter influenciado na decisão do comandante, e da empresa, já que o fato ocorreu pouco tempo depois da União Européia ter aprovado uma lei prevendo um grande volume de indenizações a passageiros de vôos cancelados ou com atrasos substanciais.
É certo que a British Airways poupou uma considerável soma de dinheiro, mas não escapou da vergonha de ter que pousar em emergência em Manchester, com o combustível quase a zero.
O FAA iniciou uma investigação se esse vôo violou algum regulamento de aviação civil americano. Não sei ainda o resultado dessa investigação. É fato que a tripulação não sabia a natureza da pane do motor nº 2, nem se ela poderia se repetir em outro ou outros motores, o que poderia resultar em tragédia.
Não se trata de um caso isolado. Outros casos ocorreram, também na British Airways. Em um vôo de Singapura para Londres, em 25 de fevereiro de 2005, também houve pane no motor nº 2, que sofreu oscilação da pressão do óleo e foi cortado por precaução. O incidente ocorreu 3 horas após a decolagem, e faltavam ainda 11 horas para o pouso em Heathrow. Apesar de voar trimotor, o 747 chegou a Londres com apenas 15 minutos de atraso. Carregava 356 passageiros.
A empresa, questionada pela imprensa, retrucou. O porta-voz da British, Jay Marritt, afirmou que os vôos ocorreram em segurança, e que o Boeing 747-400 é certificado para voar trimotor. Marritt afirmou: "É muito seguro voar em um Boeing 747 com apenas 3 motores".
O que o pessoal do fórum acha disso?? Tupolev, você que voa B747, dê sua valiosa opinião sobre o assunto, por favor.
Um abraço.
Dois incidentes ocorridos com a British Airways, com apenas 6 dias de diferença, me chamaram a atenção.
Ambos se referem a vôos de Boeing 747 British Airways, onde houve perda de um motor e os aviões prosseguiram para o seu destino original. Não eram vôos curtos, mas sim vôos de 11 horas de duração.
O primeiro desses vôos ocorreu no dia 19 de fevereiro de 2005, com um B747 que tinha acabado de decolar de Los Angeles, com destino a Londres-Heathrow. Poucos segundos após a decolagem, o controlador do ATC informou ao piloto do 747 que havia chamas em um dos motores, o nº 1 ou o nº 2 (do lado esquerdo do avião). O piloto informou que o fogo já estava sendo combatido, e que a aeronave estava subindo para uma altitude de segurança.
Logo após, o cmte. do 747 informou ao ATC que tinha cortado o motor nº 2, e que estava se comunicando com a empresa. Para surpresa do controlador, o piloto informou que prosseguiria o vôo para Londres, de 11 horas de duração através do espaço aéreo dos EUA, Canadá, Groenlândia, Oceano Atlântico e Grã-Bretanha.
É certo que a aeronave precisaria alijar uma boa quantidade de combustível se quisesse voltar a LAX, fora os custos de indenizações e despesas com os passageiros (351 a bordo). Isso pode ter influenciado na decisão do comandante, e da empresa, já que o fato ocorreu pouco tempo depois da União Européia ter aprovado uma lei prevendo um grande volume de indenizações a passageiros de vôos cancelados ou com atrasos substanciais.
É certo que a British Airways poupou uma considerável soma de dinheiro, mas não escapou da vergonha de ter que pousar em emergência em Manchester, com o combustível quase a zero.
O FAA iniciou uma investigação se esse vôo violou algum regulamento de aviação civil americano. Não sei ainda o resultado dessa investigação. É fato que a tripulação não sabia a natureza da pane do motor nº 2, nem se ela poderia se repetir em outro ou outros motores, o que poderia resultar em tragédia.
Não se trata de um caso isolado. Outros casos ocorreram, também na British Airways. Em um vôo de Singapura para Londres, em 25 de fevereiro de 2005, também houve pane no motor nº 2, que sofreu oscilação da pressão do óleo e foi cortado por precaução. O incidente ocorreu 3 horas após a decolagem, e faltavam ainda 11 horas para o pouso em Heathrow. Apesar de voar trimotor, o 747 chegou a Londres com apenas 15 minutos de atraso. Carregava 356 passageiros.
A empresa, questionada pela imprensa, retrucou. O porta-voz da British, Jay Marritt, afirmou que os vôos ocorreram em segurança, e que o Boeing 747-400 é certificado para voar trimotor. Marritt afirmou: "É muito seguro voar em um Boeing 747 com apenas 3 motores".
O que o pessoal do fórum acha disso?? Tupolev, você que voa B747, dê sua valiosa opinião sobre o assunto, por favor.
Um abraço.