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Duvida: Vida util do pneu do F-5

Enviado: Seg Dez 25, 2006 15:05
por PR-WJI
Amigos,

Gostaria de saber quantos ciclos um pneu do F-5 realiza antes de "aposentar-se."

Abraços! :wink:

Enviado: Sáb Jan 20, 2007 20:26
por Dirty_wings
E aí Zé, beleza?

Olha cara, não sei especificamente essa informação que tu quer sobre a vida útil dos pneus dos F-5, mas encontrei essa matéria da Ícaro (revista de bordo da RG) que tem algumas curiosidades interessantes:


Pneus feitos para voar

Pelas pistas e pátios dos maiores aeroportos no mundo, movem-se verdadeiros enxames de grandes aviões cujo peso é cuidadosamente distribuído sobre o piso de concreto especial. Cada duas ou quatro pernas do trem de pouso principal (a rodagem dupla das rodas do nariz não é considerada na divisão do peso bruto) tem, respectivamente, seis ou quatro rodas conforme o modelo do Jumbo – num total de 12, 16 ou até 20 pneus em contato com o solo.

Ao contrário dos veículos rodoviários, rodar longas distâncias não é o forte desses pneus aeronáuticos. Bastariam 25 quilômetros a uma velocidade de 55 por hora para destruir totalmente o pneu de um Jumbo. Geralmente um pneu de avião tem fôlego para, no mínimo, 120 pousos, quando já terá rodado nas pistas o equivalente a mil quilômetros.

Cada ciclo completo decolagem-pouso equivale a uns 8 quilômetros, considerados aí também os taxiamentos e manobras. Durante toda sua vida útil, um jato de grande porte efetua cerca de 15 mil operações decolagem-pouso, período durante o qual os pneus são substituídos mais de cem vezes. Longe de serem sucateados, eles são enviados para as raras oficinas credenciadas no mundo ou ao próprio fabricante para serem renovados graças a um complexo processo industrial que, conforme o caso, permite de cinco a sete revitalizações. Essa possibilidade de recuperação repetida dos pneus é de suma importância para a redução do custo operacional de uma aeronave.

Os pneus dos aviões se mostram, portanto, dramaticamente sensíveis ao desgaste. O primeiro toque na pista, quando ocorre uma violenta e instantânea transição de cada roda do zero a mais de mil rotações por minuto – e a conseqüente violência da força centrífuga sobre a estrutura interna dos pneus –, é mais danoso do que o ato de rodar milhares de metros nos aeroportos no começo e final de cada ciclo. Pode parecer um paradoxo, mas pneu de avião, simplesmente, não foi feito para rodar.


texto: Ernesto Klotzel


Os pneus de aviões comerciais podem ser recauchutados em média vezes, mas acho que no caso dos pneus para aviões menores o custo/benefício não compensaria...


Abraço