Brasil terá de comprar 585 aeronaves, diz Boeing
Enviado: Sáb Dez 02, 2006 02:11
"Brasil terá de comprar 585 aeronaves, diz Boeing
Estudo da fabricante de jatos prevê que país lidera expansão do setor na Al
Compras equivalem a investimento de US$ 38 bi até 2025; país terá 35% dos aviões adquiridos na região. México, com 21%, será o 2º
JANAINA LAGE
ENVIADA ESPECIAL A CANCÚN
O Brasil vai liderar a expansão do setor de transporte aéreo na América Latina nas próximas décadas, segundo estudo realizado pela Boeing. A empresa estima que o país precisará comprar mais 585 aviões comerciais, o equivalente a investimentos da ordem de US$ 38 bilhões. Com esse montante, o país será responsável por 35% do total de aviões adquiridos na região. O México é o segundo colocado na lista e deve responder por 21% das aquisições.
Apesar dos resultados abaixo das expectativas do crescimento da economia brasileira em 2006, o estudo considera a evolução do PIB (Produto Interno Bruto) como um dos fatores responsáveis pelo desenvolvimento do transporte aéreo no país. "Qualquer economista sabe que os mercados emergentes vivem um bom momento e países como China, Índia, Brasil e Rússia têm grandes oportunidades de expansão", afirmou John Wojick, vice-presidente de vendas para a América Latina da Boeing.
Segundo Wojick, o mercado brasileiro de aviação é promissor e tem crescido a um ritmo superior a 20% ao ano. "Parte do fenômeno de expansão do transporte aéreo no Brasil pode ser atribuída à Gol, a primeira empresa do tipo baixo custo e baixa tarifa a operar no país.
Com isso, além dos efeitos de crescimento econômico, o setor foi influenciado pelo aumento da base de clientes, com pessoas que antes nunca tinham viajado de avião", disse. Atualmente, a Gol é a principal cliente da Boeing no Brasil.
Boeing e Airbus dominam o mercado de fabricação de aeronaves. No Brasil, a TAM, líder no mercado doméstico e internacional, utiliza aviões da Airbus. O cenário, no entanto, parece estar mudando. Além dos investimentos das empresas com menor participação de mercado, como BRA e Webjet, a TAM decidiu incluir na frota aviões da Boeing, o que deve aumentar a competição entre as duas fabricantes.
O baixo número de passageiros e as perspectivas de crescimento fazem da América Latina um mercado a ser acompanhado de perto, na avaliação da fabricante de aeronaves. Para 2006, a previsão é de crescimento de 4% da economia da região. De acordo com Wojick, o Brasil só deverá se equiparar aos Estados Unidos em número de passageiros dentro de 20 anos. Atualmente, o número de passageiros na América Latina representa menos de 20% do total verificado nos EUA, segundo os cálculos do vice-presidente de vendas.
O Brasil deve acompanhar a tendência da região e investir mais em aeronaves de um único corredor: elas representam 63% do total de aeronaves que deverão ser adquiridas no período. De acordo com o estudo, dois terços do crescimento da frota na América Latina serão feitos com novas aeronaves, o que significará a compra de 1.679 novos aviões e de 816 usados. No período de 2006 a 2025, a Boeing prevê um crescimento anual de 8,8%. "
Fonte: Folha de S. Paulo-02/12/06.
Abs Regis.
Estudo da fabricante de jatos prevê que país lidera expansão do setor na Al
Compras equivalem a investimento de US$ 38 bi até 2025; país terá 35% dos aviões adquiridos na região. México, com 21%, será o 2º
JANAINA LAGE
ENVIADA ESPECIAL A CANCÚN
O Brasil vai liderar a expansão do setor de transporte aéreo na América Latina nas próximas décadas, segundo estudo realizado pela Boeing. A empresa estima que o país precisará comprar mais 585 aviões comerciais, o equivalente a investimentos da ordem de US$ 38 bilhões. Com esse montante, o país será responsável por 35% do total de aviões adquiridos na região. O México é o segundo colocado na lista e deve responder por 21% das aquisições.
Apesar dos resultados abaixo das expectativas do crescimento da economia brasileira em 2006, o estudo considera a evolução do PIB (Produto Interno Bruto) como um dos fatores responsáveis pelo desenvolvimento do transporte aéreo no país. "Qualquer economista sabe que os mercados emergentes vivem um bom momento e países como China, Índia, Brasil e Rússia têm grandes oportunidades de expansão", afirmou John Wojick, vice-presidente de vendas para a América Latina da Boeing.
Segundo Wojick, o mercado brasileiro de aviação é promissor e tem crescido a um ritmo superior a 20% ao ano. "Parte do fenômeno de expansão do transporte aéreo no Brasil pode ser atribuída à Gol, a primeira empresa do tipo baixo custo e baixa tarifa a operar no país.
Com isso, além dos efeitos de crescimento econômico, o setor foi influenciado pelo aumento da base de clientes, com pessoas que antes nunca tinham viajado de avião", disse. Atualmente, a Gol é a principal cliente da Boeing no Brasil.
Boeing e Airbus dominam o mercado de fabricação de aeronaves. No Brasil, a TAM, líder no mercado doméstico e internacional, utiliza aviões da Airbus. O cenário, no entanto, parece estar mudando. Além dos investimentos das empresas com menor participação de mercado, como BRA e Webjet, a TAM decidiu incluir na frota aviões da Boeing, o que deve aumentar a competição entre as duas fabricantes.
O baixo número de passageiros e as perspectivas de crescimento fazem da América Latina um mercado a ser acompanhado de perto, na avaliação da fabricante de aeronaves. Para 2006, a previsão é de crescimento de 4% da economia da região. De acordo com Wojick, o Brasil só deverá se equiparar aos Estados Unidos em número de passageiros dentro de 20 anos. Atualmente, o número de passageiros na América Latina representa menos de 20% do total verificado nos EUA, segundo os cálculos do vice-presidente de vendas.
O Brasil deve acompanhar a tendência da região e investir mais em aeronaves de um único corredor: elas representam 63% do total de aeronaves que deverão ser adquiridas no período. De acordo com o estudo, dois terços do crescimento da frota na América Latina serão feitos com novas aeronaves, o que significará a compra de 1.679 novos aviões e de 816 usados. No período de 2006 a 2025, a Boeing prevê um crescimento anual de 8,8%. "
Fonte: Folha de S. Paulo-02/12/06.
Abs Regis.