Velásquez escreveu:
Não quero que me chame ou pense que sou arrogante, mas antes de sair falando que essa ou aquela empresa tem uma política empresarial e de marketing arcaica e falida, antes de falar que os empresários são todos incopetentes, deve-se conhecer primeiro cada empresa.
Prezado Velásquez,
nada contra você, mas te posso assegurar que conheço muito bem cada empresa por mim criticada, mais do que você possa imaginar.
Gosto muito das suas continuas notícias sobre a aviação regional brasileira, mas não posso ficar calado quando se insiste em determinados assuntos e pedidos de subsídios federais e estaduais para que as empresas aéreas possam sobreviver.
O que adianta conceder subsídios se, na maioria dos casos, não têm pessoas capazes de administrar decentemente as companhias aéreas (Canhedo Azevedo docet)? Você gosta ver mais dinheiro público jogado a toa?
O governo federal não é obrigado e, na minha opinião, não deve injetar dinheiro em empresas aéreas privadas entradas em crise por fatores externos à crise global.
Como usuário do transporte aéreo fico irritadissimo ao ver que o dinheiro que me se cobra através das várias taxas é investido na construção de Aeroshoppings, ou em obras aeroportuárias inúteis.
Tenho quase absoluta certeza, que não foi a crise global que levou a Transbrasil, a Vasp, e a Varig, só para fazer alguns exemplos recentes, a quebrar.
Os passageiros se ganham e os aviões se enchem propondo tarifas mais baratas das atuais (que, na maioria dos casos, são verdadeiros furtos) para permitir a todos os brasileiros de poder viajar de avião e conhecer melhor o próprio país. Parem de fazer os interesses dos donos das empresas de ônibus!!!
Verdade, a Gol tentou isso uma vez oferecendo tarifas de R$ 1,00, mas depois veio o DAC com uma desculpa sem cabimento intrometendo-se onde não devia para defender os interesses do poderoso de turno que sentiu-se incomodado pela audácia da Gol.
Você citou justamente a impossibilidade de operar B737-800 em alguns aeroportos do interior brasileiro, mas existem casos opostos, como o de São José dos Campos, a 9ª cidade mais rica do Brasil e que é o maior polo aeroespacial brasileiro.
No aeroporto daquela cidade, que pode operar aviões de maior porte e que é atualmente administrado pela Infrazero, só há 2 vôos diários operados em MONOPÓLIO pela OceanAir e o último evento aeronáutico (falimentar) organizado naquele aeroporto foi em 2001 (!?!).
Sabe o que anda dizendo a superintendencia da Infrazero daquele aeroporto para tentar de justificar a sua falência e para não incomodar os "vizinhos" Aeroportos de Congonhas, Guarulhos e de Campinas? Que não há demanda de passageiros e outras companhias aéreas interessadas e que não há pessoas capacitadas para organizar eventos aeronáuticos anuais de grande porte. Mas como? Uma região, a do Vale do Paraíba, que tem mais de 2 milhões de habitantes, que tem uma das maiores indústrias aeronáuticas do mundo e um centro aeroespacial não tem demanda de vôos? Se vc acredita em Papai Noel...
Tem sim demanda, só faltam empresários que não têm medo da concorrência e de novos desafios. A Infrazero também não está fazendo quase nada para promover aquele aeroporto.
As autoridades aeronáuticas brasileiras também não sabem, ou não querem trabalhar e distribuir os vôos para aeroportos ociosos (uma verdadeira mina de ouro) e as companhias aéreas não sabem aproveitar de algumas ocasiões como esta que acabei de citar, mas que é apenas um exemplo para te demonstrar a falta de audácia dos empresários aeronáuticos brasileiros.
Saudações
Black Typhoon