TAM deve negociar com chilena compra da Nova Varig

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darksjr
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TAM deve negociar com chilena compra da Nova Varig

Mensagem por darksjr »

O presidente da companhia aérea TAM, Marco Antonio Bologna, com Maurício e Maria Cláudia Amaro, filhos do fundador da companhia, Rolim Amaro, embarcam para Santiago, no Chile, com a intenção de conversar com os donos da LAN, de acordo com informações do jornal Estado de S.Paulo. A empresa brasileira quer propor uma possível associação para comprar a Nova Varig, diz a publicação.

A LAN está limitada, pela legislação brasileira, a ter participação de no máximo 20% no capital da Varig. Uma eventual associação com a TAM - que passaria a ter 80% do capital com direito a voto - poderia viabilizar a entrada da chilena no mercado brasileiro.

O Código Brasileiro de Aeronáutica (CBA) restringe o capital votante (ações ordinárias), mas não fala sobre o capital total. Pela legislação societária, se tiver 100% das ações preferenciais (sem direito a voto) e 20% das ordinárias, a LAN poderia ser dona de 76% do capital total, e a TAM do restante.

Redação Terra
paulo roberto machado
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VRG

Mensagem por paulo roberto machado »

Isso é pra acabar com a VRG de vez!!!!!!!
darksjr
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Re: VRG

Mensagem por darksjr »

paulo roberto machado escreveu:Isso é pra acabar com a VRG de vez!!!!!!!

Talvez não...a marca Varig é mais conhecida internacionalmente que a TAM e LAN, possívelmente seja interessante manter a marca e ganhar o espaço internacional que é muito almejado pela TAM.

um abraço
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Constellation
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Sonho do Rolim

Mensagem por Constellation »

Caros amigos,

Uma vez eu ouvi o Cmte Rolim falando, em uma das feiras de Sorocaba, que o sonho dele era comprar a Varig, e que em dia ele ia concretizar esse sonho.

Se bewm que o Cmte. faleceu, os filhos dele, se comprarem o controle acionário da Nova Varig, irão realizar, de certa forma, esse sonho.

Um abraço.
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Augusto Bilhalva Goulart
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Mensagem por Augusto Bilhalva Goulart »

Pelo que se comenta, até mesmo o patrono da TAM era apaixonado pela VARIG e sempre a desejou.
Há quem não queira admitir - antipatia pelo azul, talvez - mas a RG foi e sempre será referência em qualidade, apesar dos problemas administrativos. Aliás, tenho dúvidas se os problemas da RG eram internos. Penso que o problema é governamental - prova disso é que nenhuma empresa, dentre as pioneiras, sobreviveu a nossa economia fajuta (VASP, TRANSBRASIL, PANAIR, REAL etc).
A VARIG foi muita areia para o caminhãozinho do povo brasileiro. Tivemos uma empresa padrão de primeiro mundo e não foi dado o devido valor (vejam que poucos países tiveram uma empresa aérea como a RG). O povo gosta mesmo é de viajar de pinga-pinga, comendo amendoim (para ajudar o avião a subir).
A dúvida é a seguinte: em caso de união entra TAM e VARIG, qual subiria ao estrelato? Não creio que haja espaço para duas, a não ser como concorrentes.
Na história VARIG/Cruzeiro, apenas uma marca foi escolhida.
Vermelho não combina com azul - nós, gaúchos sabemos mais do que ninguém!! (hehehe)
Emerson
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Mensagem por Emerson »

Eu acho que se TAM ou a GOL vie
rem a adquirir a Varig, será para dá o TIRO DE MISERICÒRDIA.

sds

emerson
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Mensagem por Salzinger_SBGR »

Quem tem a perder com isso é o público viajante, que fica a mercê de um duopólio de mercado.

Idealmente seria a LAN fazer algum arranjo com a Varig via ABSA

[]´s

Salz
rafaelguimaraes
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Concordo com o Salzinger

Mensagem por rafaelguimaraes »

Para nós passageiros pagantes, o melhor seria um arranjo da LAN direto com a Varig ou através de sua subsidiária ABSA.

Quando voei ano passado com o presidente aqui da empresa, que foi vice-presidente na TAM ( Falco ), ele comentou que o Rolim queria de qualquer jeito comprar a Varig em 2000, mesmo contra a vontade de todo o board da TAM. Chegaram a ir algumas vezes para Brasília discutir isso com o governo mas o Rolim acabou falecendo no ano seguinte...

Rafael
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edu
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Mensagem por edu »

O assunto abaixo foi postado por mim, em 13 de feveiiro p.p., em outro tópico e que tinha por finalidade, estimular a discussão ou a opnião, enfim análise da situação, como um todo, volto a baila, neste tópico.

Edu



Boa tarde!

Sempre que possível, estou corujando este tópico, em busca de novidades na ansia de um PAC na frota da Varig. Nota-se que a soma de idéias é com muita passionalidade (com muita frustação, também), com certeza no desejo de todos que ela floresça...e, rápido!!!

Gostaria de realizar com vocês, enfim, fazer uma análise fria (ou pelo menos tentar), da situação dentro da lei gelada de mercado, despojando de qualquer sentimentos em relação a "nossa Varig", mesmo porque se observa varios movimentos de xadrez, neste momento no mercado. Como vivo, penso e durmo empresa, full time, como atividade, no dia a dia, arrisco a analisar:

01 - A MP foi e está sendo útil, na medida em que se apresentou para encarar o bicho de frente, é verdade que é de sua atividade fim, adquirir empresas com enormes dificuldades, colocar (aplicar) algum, "embelezar a boneca" e tentar arrumar namorado de preferencia com cheque bem gordo. Alguns, afirmam que ela faz parte do seleto grupo chamado de "Abutres de Mercado", bem se assim a considerarmos, temos que levar em conta que o abutre faz parte do ecosistema, portanto...cada um na sua. Vemos então o movimento, do vem teco-teco, vai teco-teco, balão de ensaio no mercado é na verdade a "boneca" agitando em busca do príncipe com grana, fazendo o maior agito com direito a entrigas, ciúmes e todas as armas possíveis, para se sair numa boa. Entrar, aplicar o mínimo mas suficiente, para restabelecer o negócio e torná-lo atraente e sair com o lucro (que é a sua forma de remuneração pela coragem na oportunidade que todos correram).

02 - No lugar do Constantino (Gol ), faria um esforço enorme moveria ceus e infernos, para adquirir Varig e contaria com duas alternativas (é o unico com esta possibilidade). Vejamos: primeiro - absorve e elimina as rotas domésticas da pioneira, mas joga forte, na tradição, experiencia de 80 anos no Internacional. Uma marca consolidada (Gol) e, sabe o que quer no mercado interno, que alimentaria pela sua malha, o mercado externo com a Varig. segundo - estratégicamente, mantém a Varig no mercado interno, porém, diferenciado em preço /serviço com atendimento personalizado e, que vai bater de frente com a Tam, que não consegue neste e tampouco com o outro do baixo preço, consolidado pela Gol.Confirmando nesta esteira o mercado internacional com o charme e a história e passado da Pioneira(com o Ícaro).

03 - Na verdade, nesta confusão estratégica, entra a Lan que pode ser namorado, ou irmão mais novo, para diluir riscos e ganhos, agora ou alí na frente, podendo vir a se apaixonar pelo tamanho do quintal da moçã de dimensões continental (Brasil).

Enfim, como observador e usuário, que já elegeu a AA no internacioal, que após, uma duas e tres experiencias, seria coincidência o bom atendimento, mas continua nostálgico e gostaria de ver a rosa dos ventos iluminada.

Edu
Augusto Bilhalva Goulart
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Mensagem por Augusto Bilhalva Goulart »

CORREIO DA FASP-RJ
28/02/2007
Varig sofreu um golpe mortal, a empresa de aviação tinha condições de resistir ao fim

O caso Varig foi um escândalo. Esta empresa nacional de aviação, a bandeira nacional nos ares do mundo, foi completamente golpeada em função de compromissos exclusos assumidos por aqueles que detêm o poder, a partir do governo federal. A Varig que era uma empresa importante cumpria, ás vezes, exigências do governo, levando linhas que eram antieconômicas. Depois no momento em que surgiram as dificuldades, se submetendo a congelamentos de tarifas etc, o governo federal não retribuiu. Ao contrário não aceitou um encontro de contas, o que seria suficiente para preservar a empresa voando, preservando também as demais empresas.

Na primeira tentativa de recuperação da empresa, quando os funcionários se mobilizaram houve um plano de recuperação que não foi bem sucedido: os funcionários acreditaram e depois foi criada a lei de Falências e Concordatas. Foi a primeira empresa a se submeter à nova legislação. O plano de recuperação judicial também se demonstrou uma farsa, na medida em que houve gastos desnecessários, não prestação de contas.

O Leilão vencido pelos funcionários, que não assumiram imediatamente a gestão da empresa, quando vários aviões estavam em condições de voar foi cancelado, foi feito outro e sendo vitorioso o grupo que antes já vinha assumindo despesas da empresa. Até de forma suspeita, porque o grupo não era banco, não era nada e fazendo empréstimos. Ou seja: o Lap Chan, que criou a Nova Varig.

Depois ainda houve um outro problema. Foi criada uma empresa. Quer dizer: o leilão não foi o leilão da Varig. Foi uma farsa de leilão porque a empresa velha, a Varig, ficou com todos os débitos, com todas as responsabilidades, e foi criada uma empresa nova, com um novo certificado de habilitação, de transporte aéreo, para recuperar as linhas da Varig.

E, agora, também está sendo golpeada a nova empresa, demonstrando claramente que a proposta inicial do governo federal de submeter a Varig aos interesses da TAM vem sendo alcançada agora por novos meios. Agora, a Nova Varig perde todas as linhas em homenagem á TAM e á GOL. Quer dizer: é uma situação lamentável.

CPI- durantea CPI da Varig ouvimos ex-diretores o pessoal da Agência nacional de Aviação civil, os novos compradores, representantes de funcionários e sindicais. Então um trabalho muito profícuo, mas que precisa ser concluída. Então, vamos reabri-la. Tenha certeza que com a reabertura dos trabalhos, vamos poder aprofundar a investigação e ter assim algumas convicções mais consolidadas e com provas.

A expectativa da CPI ainda é a possibilidade de recuperar a antiga Varig, que tem créditos junto ao governo federal, tem uma situação que não do grau de dificuldade que foi apresentado pela mídia á população. A Varig poderia ter sido recuperada e não foi. Tinha créditos com o governo federal, tinha créditos com vários governos de estado. O governo do Rio foi o único que, num certo sentido, se comportou de modo dar uma contribuição para salvar a Varig, em função dos créditos que tinha com a empresa, renunciando a esses créditos para que a empresa se levantasse. Eram aproximadamente R$ 140 milhões, não era uma quantia pequena. O governo do estado acreditou na sinceridade do plano de recuperação e depois verificou que era insincero.

Termos esperança em recuperar uma empresa que muito significa para todos nós, não só para a aviação civil, mas principalmente para a soberania nacional. Vamos tentar recuperar. A reabertura da CPI é o primeiro passo.

Deputado Estadual Paulo Ramos, líder do PDT na Assembléia Legislativa do estado do Rio ( Alerj ) e presidiu a CPI da Varig na Casa ano passado

Correio da FASP-RJ ( Publicação da Federação das Associações e Sindicatos dos Servidores Públicos no Estado do Rio de Janeiro )
Augusto Bilhalva Goulart
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Mensagem por Augusto Bilhalva Goulart »

TAM, Gol e LAN disputam o controle da Nova Varig. Porque os três maiores grupos de aviação comercial do continente mostram-se tão interessados numa empresa que não detêm nem 5% do mercado aéreo brasileiro? A resposta: elas disputam a força de uma marca que levou 80 anos de trabalho para ser construída.

Quando a velha Varig atravessou os mais agudos momentos de sua crise, em meados de 2006, não houve um único brasileiro que não tivesse uma opinião apaixonada a respeito: vende, deixa quebrar, fecha, fusiona com TAM, passa a borracha e recomeça. Passado o vendaval (e não é este o tema do editorial) a Varig comprovou, mais uma vez, que apesar da situação terminal em que se encontrava, possuía um bem tão valioso que poderia ser mesmo considerado seu ativo mais precioso: a força de sua marca.

As cinco letras que um dia formaram a sigla de "Viação Aérea Rio Grandense" e a imagem da Rosa-dos-Ventos (erronea mas popularmente conhecida como "estrela" da Varig) mostraram-se capazes de permitir, ainda que sob nova direção, controle acionário e participação de mercado, o que todos os brasileiros torciam para acontecer: a sobrevivência da empresa.

Hoje, de um ponto de vista absolutamente racional, a Varig, tal como a conhecemos um dia (líder, pioneira inconteste, símbolo de organização, qualidade e eficiência), já não existe mais. Trata-se de uma empresa aérea modesta: frota antiquada; 20 e poucas cidades servidas; 5% do principal mercado onde atua; excluída das grandes alianças aéreas globais. Mas no coração de cada brasileiro, ela é, e provavelmente será, por pelo menos mais uma geração, o verdadeiro sinônimo de companhia aérea no Brasil. Sua imagem é de empresa aérea grande. A despeito de, na dura realidade competitiva da moderna aviação comercial brasileira, não mais o ser.

É justamente isso que seduz as três gigantes: o direito de explorar - e eventualmente, expandir - o respeito, admiração e até mesmo amor que a marca Varig desperta no público. Claro, as rotas, slots, e sobretudo, a excelência do time de quase 2.000 funcionários da Velha Varig que ainda hoje carregam a empresa e a marca com seu trabalho também contam. Mas é mesmo atrás do peso da "Estrela Brasileira" que todos estão atrás. A compra de uma marca poderosa não chega a ser novidade no setor. Vide a saudosa Pan Am: o nome e logomarca da companhia foram vendidos por muitos milhões de dólares; foram então "ressuscitados" nada menos que três vezes, por grupos diferentes, que tentaram capitalizar (em vão) o prestígio da imortal marca.

Em que pese o inegável sucesso de TAM e Gol, essas duas jovens empresas ainda não têm, junto ao público viajante, uma imagem comparável à da velha e boa Varig. E esse atributo não se compra. Ele precisa ser construído com muito trabalho duro e dedicação. O cruel, como a crise recente da aviação comercial nos lembra, é que a reputação, que tanto tempo pode levar para ser construída, possa ser perdida da noite para o dia.

Num negócio que ainda assusta 1/3 dos usuários (33% dos passageiros têm medo de voar, embora nem todos confessem), a imagem de uma empresa aérea é tudo. Sobretudo nos últimos anos. De uns tempos para cá, a "comoditização" das empresas aéreas diminuiu drasticamente as diferenças entre os competidores. Aeronaves, serviços, uniformes, táticas comerciais, estratégias e canais de distribuição tornaram-se muito, muito parecidos entre sí.

A imagem da marca torna-se então um poderoso e decisivo diferencial entre as empresas. Isso não é opinião. É fato. Estudos realizados nos Estados Unidos mostram claramente a relação direta entre a imagem de uma companhia aérea e a qualidade de sua receita média (yield). Quanto mais poderosa a imagem de uma companhia aérea, maior sua capacidade de transformar essa vantagem em resultados financeiros palpáveis, alí, na boca do caixa.

A força da marca pode levantar uma empresa. Ou permitir que ela continue, contra todos os prognósticos, a voar. Se isso não tem preço, agora resta saber quem - e por quanto - deve comprar o passe da "Estrela Brasileira".

G. Beting
01/03/2007
Sandro
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Mensagem por Sandro »

Augusto Bilhalva Goulart escreveu:TAM, Gol e LAN disputam o controle da Nova Varig. Porque os três maiores grupos de aviação comercial do continente mostram-se tão interessados numa empresa que não detêm nem 5% do mercado aéreo brasileiro? A resposta: elas disputam a força de uma marca que levou 80 anos de trabalho para ser construída.

Quando a velha Varig atravessou os mais agudos momentos de sua crise, em meados de 2006, não houve um único brasileiro que não tivesse uma opinião apaixonada a respeito: vende, deixa quebrar, fecha, fusiona com TAM, passa a borracha e recomeça. Passado o vendaval (e não é este o tema do editorial) a Varig comprovou, mais uma vez, que apesar da situação terminal em que se encontrava, possuía um bem tão valioso que poderia ser mesmo considerado seu ativo mais precioso: a força de sua marca.

As cinco letras que um dia formaram a sigla de "Viação Aérea Rio Grandense" e a imagem da Rosa-dos-Ventos (erronea mas popularmente conhecida como "estrela" da Varig) mostraram-se capazes de permitir, ainda que sob nova direção, controle acionário e participação de mercado, o que todos os brasileiros torciam para acontecer: a sobrevivência da empresa.

Hoje, de um ponto de vista absolutamente racional, a Varig, tal como a conhecemos um dia (líder, pioneira inconteste, símbolo de organização, qualidade e eficiência), já não existe mais. Trata-se de uma empresa aérea modesta: frota antiquada; 20 e poucas cidades servidas; 5% do principal mercado onde atua; excluída das grandes alianças aéreas globais. Mas no coração de cada brasileiro, ela é, e provavelmente será, por pelo menos mais uma geração, o verdadeiro sinônimo de companhia aérea no Brasil. Sua imagem é de empresa aérea grande. A despeito de, na dura realidade competitiva da moderna aviação comercial brasileira, não mais o ser.

É justamente isso que seduz as três gigantes: o direito de explorar - e eventualmente, expandir - o respeito, admiração e até mesmo amor que a marca Varig desperta no público. Claro, as rotas, slots, e sobretudo, a excelência do time de quase 2.000 funcionários da Velha Varig que ainda hoje carregam a empresa e a marca com seu trabalho também contam. Mas é mesmo atrás do peso da "Estrela Brasileira" que todos estão atrás. A compra de uma marca poderosa não chega a ser novidade no setor. Vide a saudosa Pan Am: o nome e logomarca da companhia foram vendidos por muitos milhões de dólares; foram então "ressuscitados" nada menos que três vezes, por grupos diferentes, que tentaram capitalizar (em vão) o prestígio da imortal marca.

Em que pese o inegável sucesso de TAM e Gol, essas duas jovens empresas ainda não têm, junto ao público viajante, uma imagem comparável à da velha e boa Varig. E esse atributo não se compra. Ele precisa ser construído com muito trabalho duro e dedicação. O cruel, como a crise recente da aviação comercial nos lembra, é que a reputação, que tanto tempo pode levar para ser construída, possa ser perdida da noite para o dia.

Num negócio que ainda assusta 1/3 dos usuários (33% dos passageiros têm medo de voar, embora nem todos confessem), a imagem de uma empresa aérea é tudo. Sobretudo nos últimos anos. De uns tempos para cá, a "comoditização" das empresas aéreas diminuiu drasticamente as diferenças entre os competidores. Aeronaves, serviços, uniformes, táticas comerciais, estratégias e canais de distribuição tornaram-se muito, muito parecidos entre sí.

A imagem da marca torna-se então um poderoso e decisivo diferencial entre as empresas. Isso não é opinião. É fato. Estudos realizados nos Estados Unidos mostram claramente a relação direta entre a imagem de uma companhia aérea e a qualidade de sua receita média (yield). Quanto mais poderosa a imagem de uma companhia aérea, maior sua capacidade de transformar essa vantagem em resultados financeiros palpáveis, alí, na boca do caixa.

A força da marca pode levantar uma empresa. Ou permitir que ela continue, contra todos os prognósticos, a voar. Se isso não tem preço, agora resta saber quem - e por quanto - deve comprar o passe da "Estrela Brasileira".

G. Beting
01/03/2007
é isto mesmo!
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