BRASÍLIA cargueiro!

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jambock
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BRASÍLIA cargueiro!

Mensagem por jambock »

Meus prezados:

Atualmente a FAB opera cerca de 80 aeronaves Bandeirante EMB-110 (C95, C95-A e C95-B) distribuídos, principalmente, pelos seus Esquadrões de Transporte Aéreo (ETA). A maioria destes aviões já apresenta o desgaste relativo ao prolongado uso operacional, pois foram incorporados há mais de 25 anos. A FAB já possui em sua frota 19 Brasílias EMB-120 ( C-97, VC-97). O desempenho operacional dessa aeronave sugeriu ao Comando da Força Aérea, já em 2001, encomendar à EMBRAER um estudo preliminar para verificar a viabilidade técnica e financeira de criar uma versão “utility” do C-97 (C-97K). Essa nova versão capacitaria o Brasília a cumprir todas as missões atualmente atribuídas ao Bandeirante (naturalmente com maior capacidade, cerca de 3.500 kg de carga paga!), quais sejam: transporte de carga (paletes/conteineres), lançamento de pára-quedistas, lançamento de carga (fardos) e transporte de passageiros. Desde 1998 a EMBRAER visualizava esse potencial do seu produto e vinha amadurecendo a idéia de uma nova versão que atenderia tanto o mercado militar como o civil, com potencial para venda de 108 aeronaves EMB-120K nos próximos 10 anos, com média de 10 entregas/conversão por ano.
Para a versão Kilo militar (C-97K) foi desenvolvido um conjunto de modificações a ser instalado sob forma de kit que possibilitará a operação da aeronave com três configurações, a saber:
1. Configuração para transporte de carga
Reforço estrutural do piso.
O reforço padrão suportará forças de 1.000kg/m².
Opcionalmente, poderá ser instalado um para suportar forças de 1.460kg/m².
Conjunto de deslocamento e fixação das cargas
O projeto desse conjunto foi idealizado de modo a permitir sua remoção e transporte dentro da própria aeronave, para eventual reconfiguração em bases remotas.
Consiste, além de plataformas de esferas, roletes e travas, de um sistema de guincho e trilho suspenso (formando um plano inclinado) que permite içar e transportar cargas através do interior da fuselagem, dispensando ajuda externa (como empilhadeira, etc.) .
Porta de carga
A porta de carga, única modificação incorporada na versão “Kilo” a alterar o “layout” externo do atual Brasília, terá 2,40m de comprimento por 1,55 de altura.
Paletes e contêineres
Procuraram incorporar soluções que tornassem sua operação a mais econômica e produtiva possível. Assim, os paletes usados nos “Buffalo”, que possue a metade do tamanho dos do tipo 463L (83x108 pol.) são compatíveis com a dimensões internas do EMB-120K. Com relação à aviação comercial, os contêineres do tipo LD-3/46, hoje utilizados nos aviões cargueiros de grande porte poderão ser empregados no “Kilo”
2. Configuração para operação com pára-quedistas
Essa configuração incorpora os seguintes itens:
Assentos especiais para tropa.
O EMB-120K terá instalado um conjunto (kit) de assentos especiais, de lona, que não estando utilizados, poderão ser rebatidos para as laterais da cabine, tornando a configuração compatível para o transporte de carga. Poderá transportar 30 passageiros ou 24 pára-quedistas equipados, mais um mestre de salto.
Porta para saltos.
A nova versão do Brasília terá uma porta para saltos, que será embutida na porta de carga e que terá 0,85m de largura por 1,55m de altura.
Guincho elétrico.
O mesmo guincho da configuração de transporte de cargas será usado na configuração de pára-quedistas para recuperação das fitas após os saltos (!).
3. Configuração para o lançamento de fardos.
Essa configuração incorporará:
Trilhos guias
Para o lançamento de fardos, a aeronave receberá trilhos nas laterais do compartimento de carga. Nesses trilhos serão fixadas guias que conduzirão os fardos até a porta para saltos. Por ocasião do lançamento dos fardos em vôo, o próprio ângulo de ataque mantido pela aeronave permitirá o deslizamento das cargas para o exterior do avião, após os mecanismos de travamento terem sido liberados.
Macas para feridos.
A aeronave será equipada com provisões para receber estruturas que acomodem macas, além de uma estação de apoio aos feridos/doentes.
O que diferencia a versão militar (C-97K) da civil (EMB-120K) é a ausência da porta para saltos, embutida na de carga, além dos itens relacionados com o lançamento de pára-quedistas e fardos.

Como vemos a EMBRAER tem mais um projeto muito bem elaborado, com tudo para tornar-se um vencedor e fazer com que o Brasília ultrapasse a marca de 550 unidades vendidas.
VIDA LONGA AO BRASÍLIA :!: :D
DÁ-LHE EMBRAER :!: :lol:
Um abraço e até mais...
Um abraço e até mais...
Cláudio Severino da Silva
jambockrs@gmail.com

Na aviação, só a perfeição é aceitável
Vector
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Registrado em: Seg Dez 20, 2004 18:43

Mensagem por Vector »

É interessante, entretanto, notar que esta foi uma proposta elaborada pela Embraer e enviada para a FAB já fazem alguns anos...

Só que não houve interesse por parte da FAB.

A EMbraer desenvolveu tb um kit para conversão do avião para cargueiro, que utilizava a própria porta do bagageiro da aeronave... O que foi modificado foi o piso reforçado, a instalação dos equipamentos de carga (rede, travas, roletes), e por aí vai...
Este kit já foi aplicado a inúmeros Brasílias que voam mundo afora como cargueiros... E o interessante é que as aeronaves podem ser reconvertidas para pax.

Uma das empresas que executa estas modificações é a DeHavilland do Canadá, empresa que hoje faz parte do grupo Bombardier. Aliás grande parte dos Brasília modificados para carga pertenciam justamente a Bombardier, que os recebeu como troca na vendo dos CRJ200. Depois os modificou e revendeu.

Quanto o Brasília voltar a ser produzido, isso é muito pouco provável. Já foi declarado o "Phase out" do programa, o que significa que oficialmente ele não é mais produzido.

A linha de montagem já não mais existe, e não existe local físico hoje na empresa para reinstalar a linha. Todos os gabaritos já foram desmontados e muitos já foram devolvidos ao Ministério da Aeronáutica que é o proprietário.

Outros foram modificados e hoje montam componentes dos ERJ...

Na minha opinião o EMB-120 é coisa da passado... Se a FAB quizer aumentar sua frota de EMB-120 terá de adquirir aeronaves usadas no mercado internacional e efetuar a conversão para cargueiro.
vcs
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Registrado em: Dom Dez 19, 2004 15:24
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Mensagem por vcs »

Vector escreveu:É interessante, entretanto, notar que esta foi uma proposta elaborada pela Embraer e enviada para a FAB já fazem alguns anos...

Só que não houve interesse por parte da FAB.

A EMbraer desenvolveu tb um kit para conversão do avião para cargueiro, que utilizava a própria porta do bagageiro da aeronave... O que foi modificado foi o piso reforçado, a instalação dos equipamentos de carga (rede, travas, roletes), e por aí vai...
Este kit já foi aplicado a inúmeros Brasílias que voam mundo afora como cargueiros... E o interessante é que as aeronaves podem ser reconvertidas para pax.

Uma das empresas que executa estas modificações é a DeHavilland do Canadá, empresa que hoje faz parte do grupo Bombardier. Aliás grande parte dos Brasília modificados para carga pertenciam justamente a Bombardier, que os recebeu como troca na vendo dos CRJ200. Depois os modificou e revendeu.

Quanto o Brasília voltar a ser produzido, isso é muito pouco provável. Já foi declarado o "Phase out" do programa, o que significa que oficialmente ele não é mais produzido.

A linha de montagem já não mais existe, e não existe local físico hoje na empresa para reinstalar a linha. Todos os gabaritos já foram desmontados e muitos já foram devolvidos ao Ministério da Aeronáutica que é o proprietário.

Outros foram modificados e hoje montam componentes dos ERJ...

Na minha opinião o EMB-120 é coisa da passado... Se a FAB quizer aumentar sua frota de EMB-120 terá de adquirir aeronaves usadas no mercado internacional e efetuar a conversão para cargueiro.
Não faz muito tempo mas na Aeromagazine,na reportagem sobre o Brasilia,dizia que ele era feito sobre encomendas em Botucatu,pelo menos site ele ainda apareçe como aviões produzidos pela Embraer
Abraços,

Vitor Cordeiro Silva
Vector
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Registrado em: Seg Dez 20, 2004 18:43

Mensagem por Vector »

Não...

O Brasília não é mais produzido e a sua linha de ontagem já foi desativada.

Os últimos exemplares foram montados em Botucatu, mas a linha de montagem já não existe mais.

É verdade que sempre é possível se reativar uma linha, mas para isso será preciso espaço e será preciso fabricar alguns novos gabaritos... A verdade é que acho muito difícil a linha ser reativada.

O Brasília aparece ainda como disponível no site porque existem 3 aeronaves novinhas, as últimas de série, disponíveis para comercialização.

Volto a afirmar que a linha do Brasília está desativada a mais de 2 anos...
jambock
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Mensagem por jambock »

Vector escreveu:Não...

O Brasília não é mais produzido e a sua linha de ontagem já foi desativada.
Os últimos exemplares foram montados em Botucatu, mas a linha de montagem já não existe mais.
É verdade que sempre é possível se reativar uma linha, mas para isso será preciso espaço e será preciso fabricar alguns novos gabaritos... A verdade é que acho muito difícil a linha ser reativada.
O Brasília aparece ainda como disponível no site porque existem 3 aeronaves novinhas, as últimas de série, disponíveis para comercialização.
Volto a afirmar que a linha do Brasília está desativada a mais de 2 anos...
Prezado Vector:

Nada como se ter um "insider" no lugar certo :!:
Lástima que a EMBRAER não pode levar avante mais um belo projeto...
Agora pergunto: Será que a FAB, agora com 19 Brasílias, não vai converter nenhum para configuração militar :?:
Vector, por acaso és admirador do CBA-123? Teu nick leva a crer.
Um abraço e até mais...
Um abraço e até mais...
Cláudio Severino da Silva
jambockrs@gmail.com

Na aviação, só a perfeição é aceitável
Anonymous

Mensagem por Anonymous »

a porta de paraquedistas é na frente ou atras das helices? hehe
Anonymous

Mensagem por Anonymous »

jambock escreveu:
Vector escreveu:Não...

O Brasília não é mais produzido e a sua linha de ontagem já foi desativada.
Os últimos exemplares foram montados em Botucatu, mas a linha de montagem já não existe mais.
É verdade que sempre é possível se reativar uma linha, mas para isso será preciso espaço e será preciso fabricar alguns novos gabaritos... A verdade é que acho muito difícil a linha ser reativada.
O Brasília aparece ainda como disponível no site porque existem 3 aeronaves novinhas, as últimas de série, disponíveis para comercialização.
Volto a afirmar que a linha do Brasília está desativada a mais de 2 anos...
Prezado Vector:

Nada como se ter um "insider" no lugar certo :!:
Lástima que a EMBRAER não pode levar avante mais um belo projeto...
Agora pergunto: Será que a FAB, agora com 19 Brasílias, não vai converter nenhum para configuração militar :?:
Vector, por acaso és admirador do CBA-123? Teu nick leva a crer.
Um abraço e até mais...
O CBA-123 foi um projeto belíssimo, e infelizmente não vingou pelo seu pioneirismo, pois foi um projeto muito a frente do seu tempo, o que, segundo o amigo Vector (acho...) no forum anterior, elevou sobremaneira seus custos inviabilizando-o. Uma pena :(
Vector
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Mensagem por Vector »

Sim... sou um admirador do CBA-123.

Vi uma apresentação do mesmo em vôo e achei seu desempenho fantástico para um turboélice...O barulho que ele fazia em vôo era diferente de tudo o que tinha visto... um zunido...

Depois visitei a aeronave no solo... o seu cockpit era muitíssimo avançado para sua época...

E foi justamente isso que o condenou... preciosismo técnico em detrimento do valor que o mercado estava apto a pagar...

Lição muito bem aprendida e aplicado no ERJ-145, com seu conceito de "back to basics"... e olha o sucesso!!!
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