Temporal destrói dois hangares da Embraer
São José dos Campos - Dois hangares da Embraer foram destruídos pela força de um temporal no final da tarde de hoje em São José dos Campos, Vale do Paraíba. Por volta das 18 horas os ventos fortes arrancaram janelas dos prédios da Embraer e os hangares vieram abaixo. Pelo menos quatro funcionários foram feridos pelos estilhaços dos vidros.
O susto tomou conta dos trabalhadores da fabricante brasileira de aeronaves que corriam de um lado para o outro tentando saber o que estava acontecendo. O Corpo de Bombeiros agiu rapidamente para impedir que outras pessoas ficassem feridas. Buscas foram realizadas pelo interior da empresa, na tentativa de descobrir se havia pessoas debaixo dos escombros. Os funcionários foram atendidos na própria empresa e depois levados para a clínica Policlin do centro da cidade.
Por meio da assessoria de imprensa, a Embraer confirmou dois casos de fraturas em funcionários. Informou também que apesar dos danos a algumas instalações, as operações da empresa não foram prejudicadas.
O vento também destruiu parcialmente um galpão do Centro Técnico Aeroespacial, mas não houve feridos, segundo o Corpo de Bombeiros.
De acordo com o Centro de Previsão do Tempo do Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais) os ventos superaram 100 quilômetros por hora e duraram alguns minutos. "Foi uma grande nuvem provocada pelo calor e pela umidade que gerou as rajadas de ventos tão fortes", explicou a meteorologista Mônica Lima. O vendaval também destruiu salas no aeroporto de São José dos Campos, arrancando janelas e divisórias.
De acordo com a Defesa Civil, muitas árvores caíram sobre ruas e carros, impedindo o trânsito principalmente na zona sul da cidade. Em uma estrada vicinal do bairro Putim, pelo menos seis eucaliptos foram arrancados. A chuva durou apenas meia hora e também destruiu dez barracos do acampamento Pinheirinho, onde moram duas mil famílias de sem-teto.
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Claudio Paiva de Paula
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Olha Cláudio... estive hoje na Embraer e a coisa por lá foi feia, muito feia mesmo. Eu nunca vi nada igual. Parecia aquelas cenas de cidades bombardeadas.Claudio Paiva de Paula escreveu:Prezado Vector:
No Estadão tinha uma foto que parecia indicar algum dano no galpão da DIGEX. Será que destruiu alguma aeronave em reforma/pintura?
Claudio Paiva
Quanto ao aeroporto, o hangar de lona, onde está o F-100 foi pouco danificado (apenas rasgou a lona). O 737 da BRA se deslocou mesmo estando com os freios aplicados, mas foi pouco. Do 737 da VP eu não sei dizer, mas olhando parecia estar tudo OK.
Um galpão da infraero (escritórios) desabou e não sobrou nada. Um dos hangares do CTA sofreu danos na cobertura.
Mas feio mesmo estava o cenário na Embraer.
vide notícia do jornal Vale Paraibano:
Chuva de uma hora e meia e ventos de 100 km/h ontem em São José derrubaram casas e árvores, interromperam o fornecimento de água e luz e destruir parcialmente pelo menos oito hangares da Embraer e um do CTA. No hangar F-30, da Embraer, metade da estrutura foi destruída com queda da cobertura e comprometimento das paredes. Ali trabalhavam cerca de 200 pessoas no momento do temporal. No F-45, a cobertura foi totalmente retirada pela força do vento. Telhas de zinco foram lançadas à dois quilômetros de distância. Dez carros estacionados na frente do hangar foram atingidos. Apesar de a empresa não confirmar, pelo menos 20 funcionários deram entrada no Policlin com ferimentos. Uma aeronave na linha de montagem também teria sido atingida. A Defesa Civil contabilizou 43 ocorrências. Jacareí e Ubatuba também registraram estragos.
Sds,
Vector
