Embraer suspende construção de fábrica nos EUA após perder c

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Marcelo Areias
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Embraer suspende construção de fábrica nos EUA após perder c

Mensagem por Marcelo Areias »

Embraer suspende construção de fábrica nos EUA após perder contrato

JOÃO SANDRINI
da Folha Online

A Embraer anunciou hoje que vai suspender seus planos de montar aviões em uma fábrica nos Estados Unidos após o governo norte-americano anunciar o cancelamento de um contrato de US$ 8 bilhões com um consórcio que envolvia a fabricante brasileira de aviões.

Ontem o Exército dos EUA divulgou comunicado em que cancela o projeto ACS (Aerial Common Sensor) de construção de um avião de vigilância, que seria desenvolvido por um consórcio liderado pela fabricante de equipamentos de defesa Lockheed Martin e que tinha participação da Embraer.

A empresa brasileira havia escolhido o avião ERJ-145 como plataforma para o projeto. Embora a aeronave atendesse, segundo a Embraer, "todos os requisitos à época da concessão do contrato, questões ligadas ao peso, potência e refrigeração foram identificadas durante as atividades iniciais de desenvolvimento do sistema, indicando necessidade de mudança para uma plataforma maior".

Diante da recusa, a Embraer ofereceu outras opções ao Exército, como o jato Embraer 190, que também foram descartadas pelos EUA.

A Embraer planejava montar aviões em uma fábrica em planejamento em Jacksonville (Flórida). A pedra fundamental da unidade foi lançada em agosto de 2004. Na época, o governador da Flórida e irmão do presidente americano George W. Bush, Jeb Bush, participou da cerimônia de início da construção da fábrica, planejada para ocupar uma área construída de 6.600 metros quadrados no Cecil Commerce Center, uma base militar fechada em 1999.

A conclusão da unidade havia sido planejada para o ano passado. No entanto, com a demora do governo americano em confirmar o contrato, as obras não chegaram a ser iniciadas, segundo a assessoria de imprensa da empresa.

O projeto ACS tinha um valor inicial de US$ 879 milhões, com chance de atingir US$ 8 bilhões, dependendo do número de aeronaves produzidas.

Na nota divulgada hoje, a Embraer reconheceu estar "desapontada" com a decisão do Exército dos EUA, mas disse que vai buscar outras "oportunidades com o governo dos Estados Unidos com a mesma determinação e espírito de cooperação que têm caracterizado nossas atividades até hoje".

Venezuela

A decisão do Exército foi o segundo revés da Embraer envolvendo o governo norte-americano nesta semana. O ministro Celso Amorim (Relações Exteriores) admitiu que os EUA querem vetar a venda de 36 aviões da Embraer para a Venezuela, em um negócio avaliado em US$ 500 milhões.

O avião que despertou o interesse venezuelano, o Super Tucano, utiliza tecnologia norte-americana. Por isso, os EUA podem ter poder para impedir a realização do negócio mesmo sem haver acordos de sanção formais contra o país presidido por Hugo Chávez.

O governo brasileiro ainda negocia a liberação do negócio pelos EUA. No entanto, ontem o governo americano também formalizou o veto contra a venda de 12 aviões da espanhola EADS-Casa para a Venezuela. Essas aeronaves também utilizam tecnologia dos EUA, país que tem tornado públicas diversas divergências com a Venezuela.
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Marcelo Areias
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