Credores estão livre para pedir FALência da VARIG !!

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Credores estão livre para pedir FALência da VARIG !!

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Receio que justo no ano de crescimento do setor, a Varig não consiga solucionar seus problemas ....... e possa fechar !



Termina a blindagem da Varig
A partir de agora, a empresa terá de pagar todas as obrigações correntes. Credores podem pedir falência
Por: Mariana Barbosa
Fonte: O Estado de S. Paulo
Terminou ontem a blindagem da Varig contra pedidos de falência, conforme previsto na Lei de Recuperação Judicial. A empresa continuará amparada pela lei por mais 24 meses, mas sob a condição de cumprir à risca o plano de recuperação judicial aprovado em assembléia de credores. Agora, a empresa terá de pagar religiosamente seus compromissos correntes. Caso contrário,os credores estarão livres para requisitar a falência da companhia.
A blindagem, que durou pouco mais de seis meses, trouxe menos benefícios do que o esperado. E contribuiu para agravar de forma significativa o problema de fluxo de caixa da companhia. Na semana passada, o presidente da Varig, Marcelo Bottini, declarou a funcionários graduados da empresa que a entrada em recuperação judicial foi um "equívoco".
"A Varig não poderia ter entrado em recuperação judicial naquela situação", afirma um ex-executivo da empresa. Ele lembra que a United Airlines, quando entrou em recuperação judicial nos Estados Unidos, tinha um caixa de mais de US$ 1 bilhão. O caixa da Varig, no dia 17 de junho do ano passado, era negativo. "Quando entramos na empresa (maio), a perda diária era de US$ 1 milhão. A situação era dramática", lembra o ex-presidente da Varig, Omar Carneiro da Cunha.
O pedido de recuperação foi feito às pressas, com o objetivo imediato de impedir uma empresa de leasing de arrestar 11 aviões. Muitos na empresa acreditam que teria sido menos oneroso devolver essas aeronaves, de forma gradual, do que lutar a qualquer custo para mantê-las. "Não eram só 11 aviões. A empresa iria perder toda a frota e ia parar de operar", diz Cunha. "A recuperação deu fôlego à companhia e é por isso que ela ainda está voando."
Seria exagero atribuir à recuperação judicial toda a responsabilidade pelo prejuízo de cerca de R$ 1 bilhão que a Varig deverá exibir quando publicar o balanço de 2005. E a perda de mercado num ano de crescimento recorde para o setor.
Outros fatores entram nessa conta, como a expressiva alta do querosene de aviação e o fim do acordo de compartilhamento de vôos com a TAM. "O fim do code-share foi uma facada nas costas para a Varig", diz o analista de aviação da consultoria Pentágono, Marcelo Ribeiro.
Por outro lado, a expectativa de que o fluxo de caixa ganharia um alívio – pois a empresa estaria livre, durante a recuperação, de pagar as dívidas contraídas no passado –, não se concretizou. Os salários, que já vinham sendo pagos em atraso, continuaram atrasando. O pouco de crédito que a empresa tinha com fornecedores desapareceu. "Prazos de 40 dias foram reduzidos a zero", conta o ex-vice-presidente operacional, Miguel Dau, que deixou a empresa em novembro. Responsável por garantir o padrão de segurança da companhia, Dau chegou a deixar no chão 16 aviões por não cumprirem todos os requisitos de segurança. "Eu tinha um orçamento mensal de R$ 10 milhões para reposição de peças e teve mês que não recebi nem R$ 1 milhão", diz ele.
Na avaliação de Miguel Dau, as dificuldades provocadas pela recuperação judicial não poderiam ter sido previstas à época. "A lei é nova, era muito difícil prever", diz. "Mas se fosse possível voltar no tempo, talvez a decisão tivesse sido outra."
Para a presidente do Sindicato Nacional dos Aeronautas, Graziella Baggio, além de não ajudar, a recuperação judicial não eliminou o risco de perda de aviões. "Esse risco continua. Há indícios de que, a partir de agora, alguns arrendadores vão querer tirar avião, independentemente de pagamento."
Por conta de uma liminar obtida nos EUA, a Varig está protegida, até sexta-feira, 13, contra a tentativa de retomada de aviões por empresas de leasing. Neste dia, a empresa terá de pagar US$ 56 milhões para os arrendadores, dinheiro que o presidente Bottini garante que irá conseguir. Depois disso, as empresas poderão retomar os aviões quando vencerem os contratos – a maioria vence este ano. Ou no caso de não pagamento do aluguel corrente.
O fim desta primeira etapa da recuperação está trazendo um alívio para a empresa. Com o plano de recuperação aprovado, alguns créditos de fornecedores, como a Boeing, voltaram a aparecer. Muitos aviões estão voltando a voar. Resta agora definir quem será o novo dono da empresa, que substituirá a Fundação Ruben Berta.
Fonte: O Estado de S. Paulo (09/01/06)
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Marcelo Areias
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Varig volta a estar sujeita a pedidos de falência a partir d

Mensagem por Marcelo Areias »

Varig volta a estar sujeita a pedidos de falência a partir de hoje
JANAINA LAGE
da Folha Online, no Rio

O prazo de proteção judicial da Varig contra a cobrança de dívidas ou pedidos de falência acabou ontem, segundo informações do Tribunal de Justiça do Rio. Com isso, a companhia volta a estar sujeita a pedidos de cobrança de dívidas na Justiça ou até mesmo a pedidos de falência.

A juíza da 2ª Vara Empresarial, Márcia Cunha, explica que a partir de hoje podem tomar seguimento todas as ações de credores cujos créditos não estejam sujeitos à lei de recuperação judicial. Na prática, dívidas contraídas pela Varig nos últimos 180 dias que não tenham sido pagas podem ser cobradas na Justiça.

Dívidas contraídas antes da entrada no período de recuperação judicial em junho com vencimento no último semestre não poderão ser cobradas na Justiça porque são considerados créditos sujeitos à nova lei de Falências.

A ação de recuperação judicial, que substituiu a concordata com a entrada em vigor da nova Lei de Falências no dia 9 de junho de 2005, serve para uma empresa viável, que está em dificuldades, evitar sua falência.

Segundo Cunha, a lei prevê um prazo de 180 dias para que a companhia tenha tempo para organizar seu fluxo de caixa. Neste período ficam suspensas todas as execuções judiciais contra a companhia. "A partir desse prazo a lei considera que ela já teve tempo hábil para arrumar seu fluxo de caixa, se ela não tiver condições de pagar as dívidas significa que ela não tem condições de se recuperar", afirmou a juíza.

Durante o prazo de 180 dias, a Varig conseguiu que os credores aprovassem um plano de recuperação da companhia que organiza o pagamento das dívidas contraídas anteriormente com funcionários, empresas de leasing e fornecedores.

'A Varig está na parte de execução do plano de recuperação. No plano ela estruturou como vai pagar os compromissos passados, mas além de ter que cumprir os compromissos passados, ela tem que cumprir os presentes', disse.

Até agora, não houve pedido de cobrança de dívidas de credores no fórum. Segundo Cunha, a principal pressão da companhia no momento é o pagamento das dívidas com as empresas de leasing.

Na semana passada, o presidente da Varig, Marcelo Bottini, afirmou que a companhia já tem garantidos US$ 29 milhões dos US$ 56 milhões que deverão ser pagos às companhias de leasing no próximo dia 12, conforme estabelecido pela Justiça americana. A Varig pretende obter a parcela restante por meio de antecipação de recebíveis com a TAP ou por meio da devolução de US$ 30 milhões pagos antecipadamente à Iata (Associação Internacional de Transporte Aéreo).
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