Meus prezados:
Apreensão e dúvida entre funcionários e passageiros
TATIANA CRUZ
Um dia depois da oferta de compra da Varig, o clima entre funcionários e passageiros da companhia era um misto de dúvida, descrédito e esperança. Enquanto, para alguns, o negócio pode significar um novo fôlego à empresa, para outros, a venda da companhia ao empresário Nelson Tanure imprime um definitivo ponto final na recuperação da Varig.
A segunda perspectiva é a que deve levar um casal gaúcho a fazer as malas rumo aos Estados Unidos no próximo ano em busca de oportunidades na aviação estrangeira. Conforme a mulher de um piloto internacional da Varig, que prefere não se identificar para não expor o marido, a transferência do controle da companhia para o grupo Docas, de Tanure, não deixa alternativa a não ser começar do zero, fora de sua terra.
- É uma pena, mas a Varig não tem futuro. Não confiamos nesse empresário (Nelson Tanure). Não é a primeira vez que ele compra uma empresa agonizante e deixa um rastro de problemas - explicou.
No lado oposto, um funcionário aposentado da Varig há 15 anos, que também preferiu não se identificar, se diz confiante da chegada de Tanure ao comando da companhia.
- Estou torcendo e rezando para todos os santos. Um empresário que tem negócios como ele em embarcações e em jornais, e administra isso tudo, pode sim ser uma saída - avaliou.
Para uma dupla de pilotos que se preparava para comandar um vôo doméstico, ontem, no Aeroporto Internacional Salgado Filho, em Porto Alegre, a manutenção dos empregos, do programa de Smiles, das rotas e dos destinos era uma incógnita tão grande como a própria venda ou não da companhia aérea.
- Nosso sentimento é de dúvida. Não sabemos nem mesmo se esse negócio vai ocorrer. Já tivemos muitas reviravoltas - disse um deles, pedindo para ter a identidade preservada.
Na fila do check-in, o advogado Cristiano Carvalho - que tem cerca de 100 mil milhas acumuladas - não esconde a preocupação em continuar usando o programa de fidelidade.
- Eu achava que a Varig era um caso perdido, mas quando vi que tinha um empresário se aventurando em investir muito na empresa cheguei à conclusão de que isso estava ocorrendo porque a companhia deve ter recuperação - contou o advogado.
Fonte: jornal "Zero Hora" 14 dez 2005
Um abraço e até mais...
Cláudio Severino da Silva
jambock@brturbo.com.br
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