Venezuela não cumpre acordos de compras de armas do Brasil

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Venezuela não cumpre acordos de compras de armas do Brasil

Mensagem por jambock »

Meus prezados:

Venezuela não cumpre acordos de compras de armas do Brasil
País de Hugo Chávez tem negócios com vários países, mas vem adiando acertos com os brasileiros
ROBERTO GODOY/AE

Nos último meses, a Venezuela do presidente Hugo Chávez tem ido às compras no mercado internacional de armas com disposição. Da Espanha, por exemplo, foram encomendados quatro corvetas, quatro lanchas de patrulha costeira e mais 10 aviões de carga C-295, por US$ 1,3 bilhão. Da Rússia, estão sendo comprados 41 helicópteros de ataque, além de 100 mil fuzis AK-47 Kalashnikov.
Estranhamente, no entanto, a amizade entre Chávez e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva não tem se refletido em negócios para o Brasil nessa área. Pelo contrário: o presidente venezuelano só enrola. Depois de ter anunciado em fevereiro compras no mercado brasileiro de aviões militares no valor de US$ 450 milhões, Chávez não tomou nenhuma iniciativa para passar da intenção à ação. A encomenda feita à Embraer envolvia 24 novos turboélices Supertucano de ataque leve, mais 12 caças-bombardeiros AMX-T e o serviço de modernização da esquadrilha local de 18 aviões Tucano da primeira geração.
Um mês depois, sem que memorandos e protocolos de intenções circulassem entre os governos dos dois países, Chávez fez uma consulta ao Palácio do Planalto sobre a possibilidade de expandir o trato para mais dois jatos Emb-145, nas configurações de inteligência do mesmo tipo empregado pela FAB na vigilância e defesa da Amazônia. A resposta foi favorável e chegou a Caracas no mesmo dia. Mesmo assim, nada saiu ainda do papel.
O pedido dos AMX, um pacote de US$ 260 milhões definido em novembro de 2002 e paralisado pela falta de um agente financiador, ganhou em março uma linha especial de crédito do BNDES. A Venezuela ignorou a oferta e não ativou o processo.
A hesitação na hora de ir às compras de equipamentos militares parece ser só com o Brasil - há transações em andamento envolvendo canhões da Áustria, mísseis e sistemas eletrônicos da Grã-Bretanha, helicópteros da França e munições diversas da Bélgica.
EUA querem impedir novas aquisições
No entanto, Chávez começa a enfrentar reveses, especialmente envolvendo um desafeto, os EUA. Em outubro, o governo americano embargou a venda, pela Indústria Aeroespacial de Israel, de kits digitais para atualização eletrônica dos caças F-16A Falcon americanos, comprados pela força aérea venezuelana há cerca de 20 anos. Os EUA também querem impedir a venda à Venezuela de embarcações da Espanha.
Um abraço e até mais...
Cláudio Severino da Silva
jambock@brturbo.com.br
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