25/11/2005 - 12h56
Credores precisam se entender para salvar Varig, diz juíza
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FABIANA FUTEMA
da Folha Online
O Judiciário está preocupado com a falta de entendimento entre os credores da Varig, que está em processo de recuperação. Essa falta de sintonia ficou evidente na reunião de ontem, que terminou sem acordo sobre a indicação de um nome para assumir a administração da Varig.
"O grau de entendimento entre os credores não é satisfatório. Espero que eles passem por um amadurecimento e cheguem a um acordo pelo bem da Varig", disse a juíza Márcia Cunha, da 1ª Vara Empresarial do Rio.
Segundo ela, os credores precisam perceber que também são responsáveis pelo sucesso ou fracasso do plano de recuperação. "A nova lei [de falências] deu esse poder aos credores. Não vejo harmonia de interesses entre os credores. Para que o plano dê certo, todos têm de ceder. Ninguém terá seu interesse totalmente satisfeito."
Na reunião de ontem, os credores trabalhistas tentaram aprovar o nome do advogado Sérgio Tostes, do fundo de pensão Aerus, como presidente do conselho da Varig. O presidente do Aerus, Odilon Junqueira, seguindo a posição da Infraero, votou contra a nomeação. Ele disse que colocar uma única pessoa no conselho da Varig não resolveria os problemas de governança corporativa da empresa. Por isso, o Aerus acabou reivindicando a substituição do atual comando da Varig.
A juíza Cunha disse que pode faltar tempo para que a solicitação do Aerus seja analisada. "Todos os envolvidos, além do Ministério Público, terão de analisar o pedido do Aerus. Como estamos na reta final, pode faltar tempo", disse ela se referindo à assembléia que aprovará ou não o plano de recuperação da Varig, que deve ocorrer no dia 13 de dezembro. Uma outra assembléia pode ocorrer no dia 19 de dezembro.
Mesmo sem entendimento dos credores, Cunha disse que ainda tem esperança na salvação da Varig. "Existem milhares de empregos em risco. Tenho esperança que os credores assumam o controle da situação e se entendam. Esse entendimento pode surgir na última hora."
A juíza citou como exemplo a decisão da assembléia de vender a VarigLog (cargas) e VEM (manutenção) por US$ 62 milhões para a Aero-LB. "Na última hora eles perceberam que a opção era perder a perna ou a vida. Era escolher entre a venda das empresas ou a falência da Varig."
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