Mesmo em obras, Congonhas aumenta vôos

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Mesmo em obras, Congonhas aumenta vôos

Mensagem por Regis »

"TESTE DE PACIÊNCIA

Aeroporto ganha mais de 10 mil passageiros e 77 aviões extras por dia e agrava saturação e engarrafamento

Mesmo em obras, Congonhas aumenta vôos

ALENCAR IZIDORO
DA REPORTAGEM LOCAL -Folha de S.Paulo-16/10/05

O movimento no aeroporto de Congonhas, em São Paulo, voltou a crescer em 2005, desta vez com agravantes que potencializam os tradicionais problemas de saturação. Ele recebeu, de janeiro a setembro deste ano, um acréscimo de mais de 10 mil passageiros por dia em relação ao mesmo período do ano passado. O salto médio foi de quase 36 mil para mais de 46 mil usuários diários.
Se for considerado apenas o segundo semestre (julho a setembro), o aumento foi ainda maior, com incremento de 12 mil passageiros em relação ao mesmo intervalo de 2004. Esse trimestre também registrou 77 pousos ou decolagens extras por dia em relação a igual período de 2004, quando já estava superlotado.
Tudo isso num momento em que o acesso ao aeroporto está em situação precária. A obra do edifício-garagem estreita, há mais de dois meses, a pista que leva os carros ao embarque e ao desembarque e ainda levou à redução de 25% das vagas para estacionar.
O resultado pode ser sentido nas filas do check-in e no trânsito das imediações. Percorrer um trecho de 900 metros de carro da av. Washington Luís ao saguão central de Congonhas chega a levar 30 minutos nos horários de pico, diz Francisco Nogueira de Santana, taxista que trabalha no local.
A Folha fez esse trajeto em 18 minutos no final da tarde da última quarta -a 3 km/h. É muita coisa para quem usa avião para chegar em menos de uma hora ao Rio. E mais lento que a velocidade do pedestre -que anda a 5 km/h.
"Tem gente que prefere descer e ir a pé. O difícil é para quem tem mala", afirma Eunice Anaiza, 31, que vende água aos motoristas.
O problema é agravado pela falta de lugar para deixar o carro. Os avisos no estacionamento privado antecipam o transtorno: "sujeito a espera" e "aguarde disponibilidade". As vagas para estacionar, que somavam 1.200, caíram para mil em 2004. Hoje não passam de 900. O motivo da queda é a obra do edifício-garagem, que promete ampliar a oferta para 3.350 no fim do mês que vem.
Quem deixa seu carro lá paga R$ 7 (primeira hora), R$ 2 (segunda) e R$ 1,50 (as demais). Com opções restritas, os motoristas fazem uma disputa acirrada. A espera chega a 30 minutos. E as filas acentuam os congestionamentos.
O crescimento do movimento em Congonhas vai na contramão do discurso da Infraero (Empresa Brasileira de Infra-Estrutura Aeroportuária) nos últimos anos.
Ela reconhece a saturação e faz reformas -inaugurou uma ampla sala de embarque- sempre com a justificativa de trazer conforto aos passageiros existentes, jamais para atrair mais gente.
Diz também estudar a transferência de vôos para Cumbica, em Guarulhos, e Viracopos, em Campinas. Mas nada saiu do papel.
O aeroporto foi construído na década de 30 e tinha capacidade prevista para 6 milhões de passageiros anuais, quantidade que chegou a 12 milhões em 2003.
Em 2005, até setembro já foram 12,6 milhões. O final do ano deve fechar com mais de 15 milhões.
O crescimento próximo de 30% em relação a 2004 já havia sido apontado pela Folha em julho. Na época, a Infraero citava como motivação a maior ocupação dos aviões, mas indicava queda próxima a 5% dos pousos e decolagens para dizer que havia controle.
Neste segundo semestre, além de os passageiros subirem em proporção ainda maior, os vôos seguiram tendência semelhante.
O total de viajantes em julho foi 40% superior ao do mesmo mês de 2004. O sobe-e-desce de aeronaves no terceiro trimestre teve alta de 8% -sendo que, em agosto, foi 15% e, em setembro, 20% maior que no ano anterior."

Abs. Regis.
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