Aéreas pedem ajuda do governo para conter aumento do combustível
PATRÍCIA ZIMMERMANN
da Folha Online, em Brasília
Representantes das companhias aéreas pediram hoje a ajuda do governo para evitar novo aumento de 28% para os preços do querosene de aviação (QAV), previsto para a próxima segunda-feira.
As companhias aéreas reclamam que o mercado brasileiro de aviação civil não teria condições de absorver novo aumento de preços do combustível, que representa cerca de 30% a 35% dos custos das grandes empresas e mais de 50% das companhias regionais.
"O usuário não tem espaço para absorver esses custos", disse o presidente do Sindicato Nacional das Empresas Aeroviárias (SNEA), George Ermakoff.
Depois de reuniões com o ministro de Minas e Energia, Silas Rondeau, e com o secretário-executivo do Ministério da Fazenda, Murilo Portugal, e de carta enviada ao presidente em exercício, José Alencar, os representantes de empresas regionais e de táxi aéreo e do SNEA ainda não conseguiram suspender o reajuste, mas eles serão recebidos pelo diretor de abastecimento da Petrobras, Paulo Roberto Costa, para discutir o assunto nesta sexta-feira, às 10h, no Rio de Janeiro, a pedido de Rondeau.
As companhias aéreas reclamam que a estatal estaria reproduzindo nos preços do QAV os efeitos de uma crise que não é brasileira e que não afetou seus custos.
Isso porque a Petrobras utiliza como referência para ajustar seus preços quinzenalmente a cotação do combustível no Golfo do México, que sofreu forte impacto recentemente dos furacões Rita e Katrina.
Na semana passada as companhias anunciaram reajustes médios de 15% para as passagens aéreas em razão do último reajuste de preços do QAV, de 20%. Como um reajuste incide sobre o outro, o preço do combustível será elevado em aproximadamente 50% em menos de dois meses, caso o novo aumento (de 28%) seja praticado. Desde o início do ano, o preço do QAV já subiu mais de 40%, segundo o sindicato.
"A Petrobras estaria recebendo um valor extraordinário em detrimento das empresas aéreas", disse Ermakoff, ao comentar que se a crise do golfo não for considerada, não é motivos para o reajuste, pois a Petrobras refinaria cerca de 99% do QAV vendido para as companhias no Brasil, portanto, sem a influência de custos da região atingida pelos furacões. Ele também destacou que o preço do petróleo está estável há cerca de dois meses.
Regionais podem parar
Segundo o diretor-executivo da Associação Brasileira das Empresas de Transporte Aéreo Regional, Apostole Lazaro Chryssafidis, um novo aumento de preços irá inviabilizar a operação das companhias regionais, que respondem por 2% dos passageiros transportados, mas que operam cerca de 60% das localidades atendidas pelo transporte aéreo no país.
Apesar da impressão dos executivos de que técnicos do governo ficaram sensibilizados com o problema, o Ministério de Minas e Energia preferiu deixar que o assunto seja resolvido com a Petrobras. A assessoria do Ministério de Minas e Energia confirmou que o ministro marcou reunião das empresas com o diretor da estatal, mas disse que ele não comentou se concordava ou não com o pleito dos empresários.
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- Marcelo Areias
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Marcelo Areias
Marcelo Areias
E nem empresa aérea que resista tanto aumento de combustível.RockboyDF escreveu:Não existe política oficial de incentivo à aviação civil que resista à Petrobrás.
Um abraço do gordo!!!!
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"A educação de um povo se avalia pelo modo como se tratam os animais."
Alexander Von Humboldt
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LUIZ FERNANDO
PREÇO DO LITRO DO QAV
Alguem sabe dizer qual o valor médio do litro do QAV que as cias aéreas Tam, GOl e Varig estão pagando? Apesar de cada uma ter uma negociação.
