Resenha de notícias - 15/09/2005

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Resenha de notícias - 15/09/2005

Mensagem por AeroEntusiasta »

1. Nova Varig pode ter tarifa baixa, diz Zylbersztajn
2. 'Recuperação da Varig depende da Fazenda'
3. Carga para venda da VarigLog
4. Plano da Varig não resolve problema com credores
5. Rio reage à Varig montar central de vôos em SP
6. VarigLog: Sem venda, situação de caixa será crítica, diz executivo
7. Varig: Executivo nega que haja resistência da Fundação Ruben Berta
8. Delta Air Lines e Northwest pedem concordata
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1. Nova Varig pode ter tarifa baixa, diz Zylbersztajn
Por: Janaina Lage
Fonte: Folha de S.Paulo

O presidente do conselho de administração da Varig, David Zylbersztajn, admitiu ontem a hipótese de a Nova Varig se tornar uma empresa que siga o conceito "low cost, low fare" (custo baixo, tarifa baixa). Segundo Zylbersztajn, a mudança na estratégia de negócios ocorrerá de acordo com o desejo do novo controlador.
"A tendência é essa, mas é apenas uma opinião. Ela vai ter um novo controlador que pode acatar ou não [a forma atual de posicionamento da empresa], pode ter outras idéias", disse. Ele enfatizou, no entanto, que o novo controlador terá de cumprir o Código Brasileiro de Aeronáutica e as normas do consórcio com a Varig "velha".
Durante palestra na Câmara de Comércio Americana do Rio, o presidente do conselho já havia sinalizado a idéia de mudança no perfil da empresa.
"A Nova Varig vai deixar de lado seu legado e passar a atuar como uma empresa de rentabilidade máxima", disse. As últimas empresas aéreas criadas no Brasil apostam no filão de poucas mordomias e tarifas mais em conta.
Segundo estudo elaborado pela Lufthansa Consulting, a Varig precisa reduzir custos em US$ 168 milhões. Algumas medidas já foram implementadas, como o fim da classe executiva. "Não tem mais caviar na primeira classe [internacional], o que sempre foi uma tradição da Varig", citou o executivo.
A criação de outra empresa, denominada até agora como Nova Varig, tem como objetivo oferecer aos investidores um negócio livre do antigo passivo.
"Quem comprar [a empresa] não vai ter de pagar os R$ 4,5 bilhões do passado [dívida com o governo]. Só quando transitar em julgado a ação tarifária, o governo poderá falar em algum tipo de encontro de contas, o que deve demorar de um a dois anos", afirmou o advogado Daltro Borges, do escritório Sergio Bermudes. Nesse período, as duas empresas deverão operar em consórcio.
Segundo Zylbersztajn, a Varig só conhecerá os investidores realmente interessados em adquiri-la nos próximos dias, depois de o mercado "digerir" o plano de recuperação.
A aérea portuguesa TAP continua interessada na Varig, mas sua oferta já não causa entusiasmo semelhante ao do início das negociações. "Ela só vai poder entrar de verdade se chegar aqui com um cheque. A grande vantagem da TAP em relação aos outros é sabermos que é gente séria, do setor e com dinheiro de origem conhecida", disse Zylbersztajn.
Fonte: Folha de S.Paulo (15/09/05)

2. 'Recuperação da Varig depende da Fazenda'
Por: Alberto Komatsue Mônica Ciarelli e Mariana Barbosa
Fonte: O Estado de S. Paulo

O sucesso do plano de recuperação da Varig depende em grande parte do Ministério da Fazenda. Foi o que indicou ontem o presidente do conselho de administração da companhia, David Zylbersztajn, ao falar sobre a decisão da Procuradoria Geral da Fazenda Nacional de tentar cassar na Justiça gaúcha uma liminar obtida pela empresa. "Se a Fazenda não quiser, esse plano não fica de pé", afirmou.
A liminar permite à Varig abater, com créditos já retidos na Receita Federal, uma dívida do programa de refinanciamento de débitos em torno de R$ 4,5 bilhões com o Fisco e o INSS. Para Zylbersztajn, a maior parte do governo está colaborando para buscar uma solução para a Varig. Ele citou o vice-presidente e ministro da Defesa, José Alencar, e o Comando da Aeronáutica. Sobre a Fazenda, fez algumas ressalvas: "No outro pólo, na Fazenda, o diálogo existe e é feito sempre por meio do secretário Murilo Portugal. É um diálogo muito franco, não concluído, mas mais complicado. Acho que existem pontos de vista que não convergiram."
A Varig entrou com recurso na Justiça gaúcha no dia 13 de agosto por causa de compensação realizada em março. A ação foi acatada pelo Judiciário. Segundo o advogado João Luiz Nóbrega, a companhia tem R$ 100 milhões retidos de IR e Contribuição Social sobre o Lucro Líquido. "O que a Varig está hoje compensando são valores já recebidos pelo Tesouro. A Fazenda está negando a compensação de uma forma incompreensível e imoral", disse Nóbrega.

BAIXO CUSTO

A Nova Varig, que será criada sem passivos para atrair novos investidores, poderá nascer no conceito de custos e tarifas baixas, bastante empregado por empresas americanas.
Segundo Zylbersztajn, o formato da companhia vai depender do investidor que comprar a Nova Varig, mas admitiu que é uma tendência de mercado. "Nós até já tiramos o caviar da primeira classe."
Na próxima semana, advogados da Varig irão a Porto Alegre discutir o plano de recuperação com o o Ministério Público de Fundações, responsável por zelar pelos interesses de fundações como a Ruben Berta. "Não tem essa de 'mico' (dívidas) na mão da Fundação. A idéia da criação da Nova Varig é permitir a entrada de dinheiro novo, dentro do espírito da nova Lei de Falências", afirmou o advogado da Varig , Daltro Borges.
Fonte: O Estado de S. Paulo (15/09/05)

3. Carga para venda da VarigLog
Zylbersztajn condiciona sucesso do plano à negociação da subsidiária e admite dificuldades com Fazenda
Por: Rafael Rosas e Sabrina Lorenzi
Fonte: Jornal do Brasil

A venda da VarigLog para o fundo americano Matlin Patterson por US$ 103 milhões é considerada cada vez mais fundamental para permitir as operações da Varig até o fim do ano. De acordo com o presidente do Conselho de Administração da empresa aérea, David Zylbersztajn, a expectativa é de que a aprovação da negociação saia no máximo até 48 horas após a formação do Comitê de Credores, no dia 24 de setembro.
- A operação (de venda) é absolutamente necessária para que este plano de recuperação funcione - ressaltou Zylbersztajn, que participou ontem de palestra na Câmara Americana de Comércio do Rio de Janeiro.
Zylbersztajn disse que os juízes que auxiliam Alexander Macedo, titular da 8ª Vara Empresarial do Rio, no processo de recuperação da Varig estão cientes da importância da entrada de capital na companhia.
- A Justiça americana deixou claro que ou a Varig paga o que deve em novembro às empresas de leasing ou perde aviões - lembrou o presidente do Conselho.
Segundo o advogado Daltro Borges Filho, do escritório Sergio Bermudes, a entrada dos recursos do fundo americano garantiria a necessidade de fluxo de caixa da Varig até dezembro. Ele rebateu as acusações de que a venda da subsidiária seria prejudicial à empresa-mãe.
- A VarigLog vai ter que manter o aluguel dos porões dos aviões da Varig - garantiu.
- Já a recíproca não é verdadeira. A VarigLog sem a Varig fica numa situação delicada - acrescentou Zylbersztajn.
O presidente do Conselho se mostrou otimista em relação ao posicionamento dos credores diante do plano. Mesmo a General Electric, cujo braço financeiro GE Capital Aviation Services bloqueou US$ 15 milhões em recebíveis de vendas de passagens na Europa, foi considerada um credor que ''sentará à mesa'' para discutir a aplicação do plano de reestruturação apresentado na segunda-feira.
Zylbersztajn também expôs um governo dividido diante da recuperação da companhia. De um lado, o vice-presidente e ministro da Defesa, José Alencar, e representantes do Comando da Aeronáutica e do Departamento de Aviação Civil (DAC) têm colaborado para levantar a empresa. Na outra ponta, que Zylbersztajn chama de ''mais complicada'', estão alas do Ministério da Fazenda.
- O diálogo existe, é feito através do secretário Murilo Portugal. É um diálogo muito aberto, muito franco, não é concluído, mas é uma coisa mais complicada. Eu diria que talvez existam pontos de vista que não convergiram - afirmou.
A Procuradoria Geral da Fazenda foi duramente criticada pelo recurso que solicitou à Justiça do Rio Grande do Sul. Procuradores da Fazenda entraram com agravo no Tribunal Regional Federal da 4ª região para cassar a Certidão Positiva de Débito que favorece a Varig.
Pelo instrumento que está sendo contestado pela Fazenda, a Varig compensa pagamentos mensais de R$ 9 milhões referentes ao programa de refinanciamento de débitos com a Receita Federal e INSS (Paes) com um crédito de R$ 3 bilhões que tem a receber do próprio governo. O dinheiro devido à companhia aérea se refere a impostos retidos na fonte - Imposto de Renda e Contribuição Social sobre Lucro Líquido -, numa espécie de restituição que deveria ser feita pela Receita.
Supostas declarações dos procuradores, que teriam se manifestado contrários às propostas de reestruturação da Varig, também desagradaram.
- Essa opinião é muito prejudicial ao processo de recuperação - disse Zylbersztajn.
Questionado pelo secretário de Turismo do Rio, Sergio Ricardo, sobre a criação de uma base (hub) operacional em São Paulo, Zylbersztajn garantiu que a proposta não significa perda de vôos, transferência de funcionários ou a mudança da sede para a capital paulista.
Fonte: Jornal do Brasil (15/09/05)

4. Plano da Varig não resolve problema com credores
Por: Cláudia Schüffner
Fonte: Valor Econômico

O plano de recuperação da Varig não resolve ainda o problema dos maiores credores da companhia, que continuam com previsão incerta de recebimento dos seus créditos. A maioria prefere não se manifestar publicamente no momento, apesar de alguns avaliarem que a empresa tem um forte aliado: a Justiça.
Ontem, o vice-presidente de Aviação para a América Latina da Shell Aviation, Paulo Borgerth, disse que ainda não tinha sentado para avaliar integralmente a proposta da Varig. Mas sua avaliação preliminar era de que sua empresa receberá muito pouco nas primeiras levas de credores da Varig a serem pagos no início considerando o limite de R$ 1 milhão por mês. Na listagem de credores a Shell aparece com crédito de R$ 9,238 milhões. Um consultor do setor disse ao Valor, com o compromisso de não ser identificado, que as mudanças operacionais propostas na reestruturação não trazem mudança no modelo, que já não vem se mostrando capaz de enfrentar a concorrência.
Ontem o presidente do conselho de administração da Varig, David Zylbersztajn, reafirmou ontem que a empresa não tem como sobreviver sem um novo sócio. E mesmo com a venda da VarigLog para a MatlinPatterson, por R$ 38 milhões, a companhia só terá equilíbrio no seu fluxo de caixa até dezembro. "Nesse tempo começaremos as medidas de redução de custos. A outra medida é a atração do investidor. É isso que tem que acontecer", disse. Outra condicionante para o sucesso do plano é o sucesso das negociações com o Ministério da Fazenda, que precisa reescalonar as dívidas fiscais e tributárias da companhia. "Se a Fazenda não quiser esse plano não fica de pé", admitiu Zylbersztajn.
De imediato, a Varig está propondo o pagamento de apenas R$ 100 milhões, mesmo assim por rateio e ao longo de 30 meses, em parcelas de no máximo R$ 1 milhão por mês nos seis primeiros meses após a aprovação do plano. O valor aumenta para R$ 4 milhões mensais do sétimo ao vigésimo nono meses, sendo de R$ 2 milhões no último. Nessa proposta, entrariam os credores trabalhistas e os sem garantias.
O objetivo é encerrar logo os passivos com aqueles que têm a receber menor volume de recursos, permanecendo a negociação final com os maiores credores. A Varig deve R$ 1,8 bilhões ao Instituto Aerus de Seguridade Social , e R$ 888,66 milhões a empresas de leasing que têm R$ 256,78 milhões em garantia.
Outros R$ 1,1 bilhão são devidos a empresas de leasing que não têm garantia e que estão incluídos na classe 3 da recuperação judicial. Nessa categoria, o topo da lista é ocupado pela japonesa Nissho Iwai, que tem a receber R$ 244,9 milhões. Ela deve ainda R$ 579 milhões a outros fornecedores encabeçados pela Infraero (R$ 316,4 milhões), BR Distribuidora (R$ 59 milhões) e IBM Brasil (R$ 22,23 milhões).
Fonte: Valor Econômico (15/09/05)

5. Rio reage à Varig montar central de vôos em SP
Por: Erica Ribeiro
Fonte: O Globo

A proposta da Varig de criar um hub (espécie de centro de distribuição de vôos) a partir do Aeroporto Internacional de Guarulhos, em São Paulo, desagradou o setor de turismo do Estado do Rio. Segundo fontes do setor, representantes do segmento planejam ir à Justiça para tentar impedir a criação do hub fora do Rio. O projeto faz parte do plano de reestruturação da empresa, entregue na segunda-feira ao Tribunal de Justiça do Rio.
Ontem, o presidente do Conselho de Administração da Varig, David Zylbersztajn, recebeu do secretário estadual de Turismo do Rio e presidente do Conselho Estadual de Turismo, Sérgio Ricardo, manifesto contra a instalação do hub em São Paulo. No documento, o secretário diz que um centro de operações em São Paulo pode prejudicar o crescimento do turismo do Rio.
— Não há plano de redução de vôos para o Rio, transferência da sede ou de outras unidades para São Paulo. O objetivo é tornar mais eficiente a operação em Guarulhos. O que será feito em São Paulo não muda em nada as operações do Rio — garantiu Zylbersztajn.
A transferência da Varig Engenharia e Manutenção (VEM) para São Paulo também foi descartada por Zylbersztajn. Segundo ele, há um pleito junto ao BNDES para a construção de mais dois hangares na sede da VEM, na Ilha do Governador, com recursos de R$ 10 milhões. A Varig ainda não obteve resposta do banco.
Zylbersztajn: recurso da Fazenda prejudica Varig
O secretário municipal de Turismo do Rio, Ruben Medina, pretende conversar com a direção da Varig para reverter a decisão a favor da cidade.
— O Rio tem 39% do tráfego de turistas estrangeiros. Estamos investindo no aumento de frequências de todas as companhias aéreas. O aeroporto do Galeão registrou crescimento de 31% no movimento de passageiros em agosto deste ano, na comparação com 2004. Sabemos que a decisão é empresarial, mas esperamos que seja reconsiderada. Por que não o hub no Rio? — questionou.
O pedido de recurso da Procuradoria Geral da Fazenda Nacional (PGFN) no Tribunal Regional Federal da 4 Região, no Rio Grande do Sul, para cassar a Certidão Positiva de Débito da Varig, deixou Zylbersztajn surpreso e contrariado. A Varig está protegida por uma liminar que permite o uso de créditos retidos na Receita, relativos a Imposto de Renda e Contribuição Social sobre Lucro, para pagamento de R$ 9 milhões mensais referentes ao Paes (parcelamento especial de débitos). A empresa deve R$ 4,3 bilhões à Receita e ao INSS.
— Não cabe a um procurador fazer análise do plano. Na Fazenda, o diálogo é sempre aberto e ainda não foi concluído por pontos de vista não definidos. O que não cabe é opinião fora do contexto. Isso é prejudicial à Varig e não sinaliza bem junto aos credores — comentou Zylbersztajn.
O advogado João Luiz Nóbrega, da Nóbrega Direito Empresarial, que representa a Varig, diz que o pagamento de R$ 9 milhões mensais equivale a 0,3% dos créditos retidos e que não foram restituídos.
— A liminar sustenta os direitos da Varig. A Receita recusa-se a fazer a compensação e entrou com agravo. Mas acreditamos que não será aceito — disse Nóbrega.
Fonte: O Globo (15/09/05)

6. VarigLog: Sem venda, situação de caixa será crítica, diz executivo
Por: Agnes Dantas
Fonte: Globo Online

O presidente do Conselho de Administração da Varig David Zylbersztajn voltou a defender nesta quarta-feira a venda da subsidiária de logística VarigLog para o fundo de investimentos americano Matlin Patterson. O valor da operação está estimado em uma soma de US$ 100 milhões, descontados US$ 62 milhões do passivo da empresa, mas a decisão final sobre a venda foi adiada para o dia 20 de setembro, quando o Colégio Deliberante, órgão máximo da Fundação, reúne-se no Riopara avaliar o negócio.
- A venda da VarigLog é essencial para que o processo de reestruturação continue a ser implementado nos próximos quatro meses. Se não houver a venda, a nossa situação de caixa será crítica e isso tem que ser levado a sério. Esta é uma situação absolutamente necessária - defendeu.
Segundo Zylbersztajn, a operação é necessária para provar ao mercado e a candidatos a investidores que todos os ajustes operacionais e financeiros adotados pela Varig durante a recuperação judicial envolvem "capital sério".
- Não há um aventureiro ou broker envolvido nesta negociação. Aliás, o que não falta é oferta de investidor aventureiro.
O executivo lembrou que o Matlin Patterson está investindo na Volo Logistics, empresa brasileira que integra o fundo americano e que possui capital nacional majoritário. A defesa desconstruiria a principal contestação dos funcionários e credores da Varig, que alegam que a VarigLog, como concessionária de serviços do setor, não pode contar com mais de 20% de participação de capital estrangeiro, conforme a legislação do setor aéreo.
- Ela (Volo) foi criada com capital brasileiro e está configurada como empresa brasileira, o que não gera limitação - finalizou.
Fonte: Globo Online (14/09/05)

7. Varig: Executivo nega que haja resistência da Fundação Ruben Berta
Por: Agnes Dantas
Fonte: Globo Online

Em evento na Câmara Americana de Comércio (Amcham) nesta quarta-feira, o presidente do Conselho de Administração da Varig David Zylbersztajn afirmou que o plano de recuperação judicial da Varig sofre resistência do "legado" da Fundação Ruben Berta (FRB) e não da atual gestão do principal controlador da empresa.
- Há um legado da Fundação, que não diz respeito a esta gestão, pelo contrário. Desde o início das negociações, a atual administração apóia a transferência do controle acionário da empresa como a única alternativa para que a empresa sobreviva. O plano não tem plena aprovação da Fundação ainda porque ele foi apresentado ao conselho em uma reunião formal, sem características de aprovação, mas o plano sofrerá ajustes, inclusive sugeridos pela própria Fundação se for necessário - esclareceu.
Também presente ao evento, o presidente do Conselho de Curadores da FRB, Osvaldo Cesar Curi, negou que haja pressão do mercado para que a Fundação ceda o controle da companhia ao novo conselho de administração da Varig. Questionado sobre a redução da participação da Fundação a acionista minoritário com a formação de uma Nova Varig, Curi voltou a defender o plano de recuperação:
- O conselho de curadores foi escolhido em comum acordo pela Fundação, não houve pressão externa de credores. Há muito tempo a Varig deixou de ser um patrimônio da Fundação para ser um patrimônio nacional. Sabemos da nossa responsabilidade e tomaremos todas as decisões necessárias para o fortalecimento da Varig com maturidade - disse.
Pouco antes do encerramento do evento, Zylbersztajn reconheceu que um dos maiores impasses da Varig no processo de recuperação judicial é a negociação com integrantes do fundo de pensão Aerus. Segundo ele, o fundo é "um player fundamental neste processo".
Fonte: Globo Online (14/09/05)

8. Delta Air Lines e Northwest pedem concordata
Fonte: O Globo

Num retrato da indústria fortemente afetada pela disparada nos preços dos combustíveis e pelo aumento da concorrência, pediram concordata ontem a Delta Air Lines Inc. e a Northwest Airlines. As duas são, respectivamente, a terceira e a quarta maiores companhias aéreas dos Estados Unidos e entraram com o pedido na Corte de Falências de Nova York.
Agora, quatro das sete maiores empresas aéreas americanas estão em concordata. A United Airlines (a segunda do setor) entrou com pedido em 2002 e a US Airways, em 2004. Ontem, ela recebeu a aprovação dos credores para seu plano de reorganização.
Delta e Northwest devem aproveitar a concordata para reduzir os custos trabalhistas. Mas os pedidos de ontem, segundo analistas, devem aumentar as pressões sobre as outras empresas aéreas, inclusive sobre a líder do setor, a American Airlines. Elas ficarão em desvantagem frente às concordatárias. As demais companhias só se beneficiarão se Delta e Northwest reduzirem o número de suas rotas.
Em nota, o diretor-executivo da Delta, Gerald Grinstein, disse que a concordata era necessária para preservar a Delta frente a credores, clientes, empregados e acionistas. "A Delta está aberta para negócios e prosseguirá operando normalmente durante o processo de reestruturação".
Delta deve US$ 20 bi e Northwest enfrenta greve
A alta dos preços do petróleo — em 30 de agosto, o barril chegou a US$ 70 — e o furacão Katrina, que paralisou a produção e o refino no Golfo do México, aprofundaram a crise do setor aéreo. As empresas americanas devem registrar um prejuízo de US$ 10 bilhões este ano.
A situação da Delta foi agravada por uma dívida de US$ 20 bilhões e pelo déficit do plano de pensão de seus empregados. A empresa, criada em 1928, assumiu as rotas da Pan Am em 1991.
— A Delta não ia conseguir escapar da concordata — disse Ray Neidl, analista da corretora Calyon Securities.
Já os maiores problemas da Northwest são os custos trabalhistas. A empresa está tentando reduzi-los em US$ 1,1 bilhão. Para analistas, a Northwest, que enfrenta uma greve de aeroviários, poderá usar a concordata para conseguir concessões dos sindicatos.
— A Northwest precisa reduzir substancialmente seus custos para competir com as outras operadoras — disse o presidente da companhia, Doug Steenland.
Para Michael Linenberg, analista da Merrill Lynch, as concordatas de ontem abrem caminho para fusões no setor.
Fonte: O Globo (15/09/05)
Spetsnaz
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Abraços
Anonymous

Mensagem por Anonymous »

Caro Spetsnaz!
Você poderia ter criado um tópico a respeito e certamente a divulgação seria melhor...
Sorte, sucesso e vida longa ao site.
Abraços
Irineu
Spetsnaz
CMTE.
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Mensagem por Spetsnaz »

Caro Spetsnaz!
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Irineu
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Valeu ae!

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