Lockheed continua com Embraer para avião espião -The Wall Street Journal
Americas
Numa tentativa de salvar seu contrato de bilhões de dólares num programa
para a criação de novos aviões espiões para o Exército dos Estados
Unidos, a Lockheed Martin Corp. decidiu continuar com a Embraer em vez de
substituí-la pelas americanas General Dynamics Corp. e Boeing Co.,
segundo uma pessoa a par do assunto.
O Exército ainda não decidiu se aceitará as mudanças na oferta da
Lockheed ou procurará outra solução, o que pode significar reabrir a
licitação para o contrato, dizem autoridades do Pentágono e do setor.
A Lockheed ganhou o contrato para o avião de reconhecimento Aerial Common
Sensor (Sensor Comum Aéreo) do Exército oferecendo uma versão modificada
do jato de 50 lugares da Empresa Brasileira de Aeronáutica SA. Esse
modelo depois tornou-se pequeno demais e a empresa passou a procurar um
avião grande o suficiente para acomodar os sensores eletrônicos e
tripulantes nas missões de espionagem. Depois de buscar informações de
várias fabricantes de aviões nos últimos meses, a Lockheed optou por um
modelo maior da Embraer com o dobro da capacidade que o originalmente
escolhido.
O programa já suscitou uma pergunta sobre as compras militares: uma
prestadora de serviços importante pode trocar um componente central de um
contrato sem que o governo reabra a licitação para o programa? A Lockheed
diz que já que seu contrato é para a integração geral do sistema de
vigilância, ela deveria poder trocar o modelo de avião que utiliza. Ainda
assim, sua nova recomendação inclui um avião que tem configuração e custo
diferentes do que ela apresentou originalmente na licitação.
A Lockheed disse ontem que planeja anunciar em breve uma decisão sobre o
novo modelo de avião que utilizará depois de avaliar critérios técnicos e
operacionais do avião espião com o Exército e a Marinha. Porta-vozes da
Lockheed e da Embraer não fizeram comentários adicionais.
Timothy Rider, porta-voz do Exército para o programa do avião espião,
disse que os problemas com a escolha original do modelo da Embraer
envolviam tamanho, peso, potência e questões relacionadas ao ar
condicionado, mas que a Lockheed havia agido "agressivamente" para tratar
deles. Ele disse que uma nova licitação não está descartada, mas sugeriu
que o objetivo é contar com o sistema o mais rápido possível.
O Exército deve comprar 38 desses novos aviões espiões, e a Marinha
planejou originalmente comprar 19. Mas a Marinha tem exigências
diferentes para suas missões e pode acabar por sair do programa, prevêem
autoridades do governo e do setor.
Lockheed continua com Embraer para avião espião
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Americano é fogo! Não me lembro de algum equipamento militar americano, que não seja americano (be american, buy american!). Se alguém souber de um, um só, por favor informe.
A EMBRAER, para poder participar desta licitação teve de construir uma fábrica lá nos states.
O Congresso americano defende, em primeiro lugar, os interêsses da sua indústria. Em segundo, terceiro, quarto... décimo quarto lugares, também. Vejam a sobretaxa do suco de laranja, do aço, do calçado, etc. que o exportador brasileiro tem que pagar.
Faço votos que a EMBRAER consiga colocar o 190 ou 195 nesta licitação, mesmo porque a Boeing não tem avião cujo prêço se aproxime dos EMB. Os americanos podem dizer que, em virtude de padronização da frota (vejam os B-767 tanker) ficariam com mais uma acft Boeing.
Um abraço e até mais...
Americano é fogo! Não me lembro de algum equipamento militar americano, que não seja americano (be american, buy american!). Se alguém souber de um, um só, por favor informe.
A EMBRAER, para poder participar desta licitação teve de construir uma fábrica lá nos states.
O Congresso americano defende, em primeiro lugar, os interêsses da sua indústria. Em segundo, terceiro, quarto... décimo quarto lugares, também. Vejam a sobretaxa do suco de laranja, do aço, do calçado, etc. que o exportador brasileiro tem que pagar.
Faço votos que a EMBRAER consiga colocar o 190 ou 195 nesta licitação, mesmo porque a Boeing não tem avião cujo prêço se aproxime dos EMB. Os americanos podem dizer que, em virtude de padronização da frota (vejam os B-767 tanker) ficariam com mais uma acft Boeing.
Um abraço e até mais...
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Cláudio Severino da Silva
jambockrs@gmail.com
Na aviação, só a perfeição é aceitável
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