Justiça de New York nega pedido da Boeing contra a Varig
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Em uma audiência realizada ontem em Nova York, a Corte de Falências rejeitou as impugnações apresentadas pela Boeing e pela IFLC e manteve por 75 dias a proteção à Varig que impede companhias de leasing americanas de arrestar aviões usados pela transportadora brasileira. A decisão também protege a Varig de arrestos feitos por empresas de leasing de outros países dentro dos Estado Unidos, além de barrar execuções e outras medidas por parte dos credores de forma geral.
No dia 17 de junho - mesma data em que a companhia entrou com pedido de recuperação judicial no Brasil - os advogados da Varig conseguiram uma liminar nos Estados Unidos para evitar execuções por parte de credores americanos e em território americano.
No dia 20, entretanto, a Boeing e a IFLC contestaram a liminar, argumentando que "a Varig não terá caixa para manter sua operação apesar do processo de recuperação judicial". Por esse motivo, as duas empresas - que têm mais de 20 aviões em uso pela Varig, pelo sistema de leasing - queriam recuperar suas aeronaves. Juntas, elas
Na audiência, o juiz Robert Drain ouviu novamente as duas credoras e, após, manteve a liminar em vigor por 75 dias - uma peculiaridade temporal da legislação dos EUA. Há, assim, uma folga em relação ao prazo processual de 60 dias que a Varig tem, segundo a nova lei brasileira, para apresentar o plano de recuperação aos credores.
Uma nova audiência em Nova York foi marcada para o dia 12 de setembro. Até agora, não se tem notícia de medidas tomadas por credores da Varig perante a Justiça brasileira. Na semana passada a Justiça do Rio aprovou o pedido de recuperação judicial da companhia, suspendendo por 180 dias a tramitação de ações de execuções de credores.
JUSTIÇA AMERICANA NEGA PEDIDO: BOEING X VARIG
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