Varig reduz prejuízo no 1º trimestre

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Felipe Weber
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Varig reduz prejuízo no 1º trimestre

Mensagem por Felipe Weber »

No dia em que teve aprovada pelo governo possível associação com a portuguesa TAP, a Varig divulgou redução significativa no prejuízo do primeiro trimestre deste ano, decorrente do aumento de receita e maior ocupação das aeronaves, segundo o diretor de Relações com Investidores da empresa, Ricardo Bullara.

A dívida da empresa, no entanto, segue inalterada. Segundo Bullara, o custo de manutenção do passivo - que supera R$ 5 bilhões - continua alto. "O serviço da dívida é muito pesado", afirmou.

O prejuízo da Varig caiu para R$ 51,3 milhões, contra perdas de R$ 171,2 milhões no mesmo período do ano passado. A receita líquida de vôo subiu de R$ 1,8 bilhão para R$ 2,1 bilhões em um ano.

O lucro antes de juros, impostos, amortizações e aluguel de aeronaves (Ebitdar), foi de R$ 321,7 milhões.

"Foi um resultado realmente expressivo, principalmente levando em conta que o primeiro trimestre não é o melhor período para a aviação", afirmou Bullara à Reuters, calculando que se o preço do combustível de aviação não tivesse subido tanto em relação a 2004, a empresa poderia ter fechado o período com lucro de cerca de R$ 70 milhões.

Ele destacou que o resultado reflete aumento de receita aliado à elevação da ocupação dos aviões. De janeiro a março, os vôos da Varig saíram 68% cheios, contra a taxa de 62% há um ano. Os internacionais subiram de 78% para 79%.

A dívida da Varig, no entanto, continua a mesma, informou. A parte contratada do endividamento - com prazos já fechados para pagamento - somava R$ 5,7 bilhões em 31 de março de 2005, sendo 63% com o governo.

A Varig renegociou dívidas com o governo no valor de R$ 3,2 bilhões em programa de parcelamento especial de créditos (Paes). Além disso, estatais como Infraero, Petrobras e Banco do Brasil possuem créditos de R$ 358 milhões de reais, e a General Eletric, de R$ 311 milhões.

Já dívidas como passivos atuarias com o fundo de pensão Aerus e outras contigências somaram mais R$ 1,6 bilhão. O patrimônio líquido da companhia continua negativo em R$ 6,5 bilhões.

"Operacionalmente a empresa está bem e é viável, mas está pronta para receber aporte de investidores. O serviço da dívida é muito pesado", disse Bullara, que evitou estimar por quanto tempo a Varig pode esperar a entrada de novos recursos.

"Essa solução está sendo desenvolvida pelo Conselho (de Administração)", esquivou-se.

Nesta quinta-feira, o presidente da TAP, Fernando Pinto, e do Conselho de Administração da Varig, David Zylbersztajn, estiveram com importantes representantes do governo, como os ministros José Dirceu (Casa Civil) e Antonio Palocci (Fazenda), mostrando a proposta de negociação entre elas. De acordo com os executivos, o projeto foi bem recebido.


Fonte: Reuters
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