1. Interessada na Vasp é empresa fantasma
2. Controlador da Vasp não fala sobre negociação
3. Aérea já fora alvo de grupo desconhecido
4. Site de beleza está ligado à GBDS
5. Balanço pode surpreender
6. Aéreas abrem novos portões para o Brasil
7. TAP apresenta proposta à Varig
8. A nossa Varig
9. Noviças voadoras
10. Airbus anuncia que atrasará entrega do A380 a aéreas em até seis meses
11. Bombardier lucra
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1. Interessada na Vasp é empresa fantasma
Por: Elvira Lobato e Pedro Soares
Fonte: Folha de S.Paulo
Apresentada à Justiça do Trabalho como virtual compradora da Vasp, a GBDS S.A. é uma empresa fantasma que deixou um rastro de negócios mal explicados no Rio de Janeiro. É a segunda vez que a aérea se envolve em uma situação do tipo. A primeira foi em junho de 2000, quando uma misteriosa entidade evangélica, a Confader, anunciou que pagaria US$ 230 milhões por uma parte da Vasp, negócio jamais efetivado.
A última empresa a ter contato com a GBDS no Rio foi a Construtora Nigri, que ficou com um problema nas mãos. Ela foi procurada, no ano passado, por uma mulher morena, de estatura baixa, que se apresentava como presidente da GBDS e dizia estar interessada em comprar o moderno edifício Botafogo Trade Center.
O prédio, avaliado em R$ 50 milhões, estava em fase final de construção. A mulher chegou acompanhada de dois engenheiros e se apresentou como Joicy von Stwezzer. Tinha um discurso convincente -prendeu a atenção da construtora por dois meses.
Joicy desapareceu quando o construtor Menache Nigri desconfiou que havia algo errado. Mas, enquanto duraram as negociações, ela participou de jantares regados a champanhe e caviar patrocinados pela construtora. A mulher sumiu, mas usou o endereço dos fundos do edifício (rua Voluntários da Pátria, 113, Botafogo) para cadastrar a firma GBDS na Receita Federal.
O empresário diz que o prédio nunca foi ocupado e está sendo vendido. ""Joicy é uma golpista, que não paga nem cafezinho", acusa o construtor. Ele diz que a suposta empresária tem um discurso articulado, demonstra conhecimentos de informática e intercala suas falas com expressões em inglês e em francês.
Fliperama
O histórico de confusões da GBDS começa em uma casa simples, no bairro da Penha, zona norte do Rio. O local foi usado como endereço para registro da empresa na Junta Comercial do Rio de Janeiro, em setembro de 2002.
A instalação era alugada, havia vários anos, por Luiz Carlos Verri Coutinho, que fabricava e locava máquinas de fliperama, auxiliado por um empregado, Luiz Carlos Fonseca. Em 2002, ele conheceu Joicy, que convenceu Verri Coutinho a abrir a empresa em sociedade com ela. Luiz Carlos Fonseca, o empregado, aparece no contrato registrado na Junta Comercial como secretário da GBDS.
O documento identifica a mulher como ""Joicy Scalon Novais Russo Mathias, que também assina Joicy von Stwezzer". Diz ainda ser ela representante legal de uma outra empresa, de nome Global Concept Corporation. Seria a GCC, que foi citada ao jornal "Valor" pelo vice-presidente de finanças da GBDS, Marcos Antonio Faria, ao anunciar o início das conversas com a Vasp, como empresa estrangeira parceira da GBDS. No contrato existente na Junta, não há indicação de endereço de Joicy, nem da "parceira" GCC.
Um dos documentos arquivados na Junta dá pistas sobre o perfil da dupla Joicy e Verri Coutinho. Em março de 2003, eles fizeram uma assembléia que decidiu que Coutinho receberia R$ 1,7 milhão para remunerar a diretoria. Na ocasião, ele foi alçado à presidência da GBDS.
Algum tempo depois de ter se associado a Joicy, o negócio de fliperama de Verri Coutinho acabou, e ele deixou de pagar o aluguel do imóvel na Penha.
O proprietário do imóvel, Antonio Patrocínio, deixou o inquilino ir embora, com uma dívida acumulada de cerca de R$ 10 mil, que nunca foi paga. Ele disse à Folha que Coutinho era um bom inquilino e culpa Joicy pelo decadência financeira do conhecido.
""É uma esquizofrênica", diz Patrocínio, ao recordar-se dos planos mirabolantes que ouvia dela quando ia cobrar o aluguel do imóvel. Falava em grandes negócios, mas andava de ônibus, por exemplo. Patrocínio diz não ter notícias de Coutinho.
A reportagem localizou Luiz Carlos Fonseca, 47, ex-empregado de Coutinho, no mesmo imóvel na Penha. Parte da construção está ocupada por um loja de ração e o resto foi dividido em cinco cômodos, que são alugados a R$ 150 por mês, cada um. Fonseca toma conta dos imóveis, cuida dos aluguéis e recebe uma pequena comissão pelo trabalho. A renda é completada pela mulher, que trabalha como doméstica.
Fonseca disse estar preocupado com o fato de seu nome ainda figurar na Junta Comercial como secretário da GBDS e teme que o envolvimento da empresa com a Vasp venha a lhe trazer mais problemas do que já tem.
Ele afirmou que concordou em assinar o documento, na ocasião, porque seu ex-patrão e Joicy disseram que a GBDS estaria comprando parte da Universidade Candido Mendes, no Rio de Janeiro, e ele seria empregado dessa nova empresa.
Para captar negociações internacionais pela internet, outro endereço informado pela GBDS, representada por Joicy, é o de uma residência em Anápolis (GO). Os moradores desconhecem a empresa.
Agência de empregos
Joicy e Luiz Carlos Verri Coutinho estiveram também envolvidos com uma agência de empregos, no centro do Rio, que teve vida curta. O porteiro do edifício lembra que o casal e um homem não identificado alugaram uma sala comercial por alguns meses e que eles dormiam no local.
Segundo o porteiro, os clientes reclamavam que pagavam a taxa pelo serviço e não eram encaminhados a emprego algum. Por isso, o negócio teria naufragado.
A Folha chegou ao endereço em razão de um telefone informado pela GBDS. A linha foi desativada por falta de pagamento.
Fonte: Folha de S.Paulo (02/06/05)
2. Controlador da Vasp não fala sobre negociação
Fonte: Folha de S.Paulo
Wagner Canhedo, controlador da Vasp, não atendeu a Folha para responder sobre as negociações com a GBDS. Sua secretária informou que a assessoria de imprensa deveria ser contatada e apenas ela poderia falar sobre o assunto. A assessoria não atendeu às ligações da Folha.
Advogado de Canhedo, Ivan D'Apremont Lima disse desconhecer os sócios da GBDS. Afirmou que só prestou consultoria a Canhedo, que seria o responsável direto pelas negociações.
A Folha também tentou localizar, sem sucesso, Luiz Carlos Verri Coutinho e Joicy von Stwezzer, sócios da GBDS. A reportagem procurou pelo telefone cadastrado no site www.registro.br, que identifica os sites brasileiros. A Telemar informou que o telefone havia sido desligado por falta de pagamento.
Carlos Eduardo Gonçalves, advogado do escritório contratado pela GBDS para atuar nas negociações com Canhedo, disse à Folha que, nos contatos que manteve com a empresa, não houve nada que a desabonasse.
"A GBDS age como uma empresa séria, é mais um cliente entre muitos que temos. Ainda estamos caminhando nessa parceria, que é recente." Ele não deu detalhes sobre a GBDS.
Fonte: Folha de S.Paulo (02/06/05)
3. Aérea já fora alvo de grupo desconhecido
Fonte: Folha de S.Paulo
Passados cinco anos, a Vasp é novamente alvo de interesse de um grupo desconhecido e aparentemente sem condições financeiras para adquirir a aérea. Tanto no caso da GBDS S.A. como no da entidade evangélica Confader (Convenção Nacional Fluminense das Assembléias de Deus no Brasil e no Exterior), os procedimentos são muito parecidos.
Primeiro, surgem como única alternativa para equacionar os problemas da empresa, que está parada desde janeiro e sob intervenção da Justiça do Trabalho desde março. Depois, prometem um adiantamento polpudo que seria usado para desafogar o caixa da aérea ou quitar débitos trabalhistas. No caso da GBDS, a cifra seria de, pelo menos, R$ 80 milhões, que seriam usados para pagar salários em atraso e garantir o cumprimento do acordo judicial em que a Vasp reconhece toda a sua dívida trabalhista. Não foi revelado o valor que seria pago a Canhedo pela compra da participação na aérea.
Anteontem, Joicy von Stwezzer, representante da GBDS, esteve na 14ª vara trabalhista de São Paulo para negociar com o juiz Homero Batista, a entrega de um protocolo de pedido de carta de fiança para garantir o acordo judicial firmado na sexta-feira passada pela Vasp.
Em 2000, quando a Vasp ainda operava e estava em melhor situação financeira, o grupo evangélico se apresentou como candidato à compra prometendo investimentos de US$ 230 milhões, que não foram nunca concretizados. Um cheque de US$ 20 milhões chegou a ser dado, mas Wagner Canhedo, controlador da Vasp, não conseguiu descontá-lo.
Em comum, os dois supostos pretendentes têm a localização de sua sede: no bairro da Penha, subúrbio do Rio. Além disso, ficaram devendo aluguéis dos imóveis. A Confader chegou a ser acionada na Justiça, em ações de despejo que somavam, na época, R$ 9.200. A GBDS deve R$ 10 mil.
As duas também tinham ou têm títulos protestados. No caso da Confader, havia uma ação na Justiça por emissão de cheques sem fundos no total de R$ 3.090. A GBDS possui um título protestado no valor de R$ 1.498 e deve R$ 586,40 à Embratel. Não constam ações contra a GBDS na Justiça.
Fundada em 1998, a Confader tinha como presidente Estevão Martins Coutinho, que se dizia bispo evangélico.
Em comum na atuação das duas entidades, está a ostentação. A GBDS diz que tem uma parceria com uma firma internacional, a GCC. Já a Confader alugou, na época, seis salas comerciais no bairro do Santo Cristo (zona portuária do Rio), onde instalou sua sede, mas deixou de pagar os aluguéis.
A Confader, em 2000, encomendou 50 mil linhas de telefone celular -2.000 para ser entregues de imediato. Os evangélicos, em seguida, sumiram, sem efetuar o negócio.
Fonte: Folha de S.Paulo (02/06/05)
4. Site de beleza está ligado à GBDS
Fonte: Folha de S.Paulo
Em nome da empresa GBDS S.A., estão registrados no país seis endereços de sites na internet. Joicy von Stwezzer aparece nos registros como o responsável.
Entre os endereços estão "guiadabelezaonline.com.br" e "guiadasaudeonline.com.br", ambos inativos. Os registros dão uma possível e inusitada interpretação do que seria o significado da sigla GBDS: Guia da Beleza e da Saúde.
Além dos guias, está registrado um site de diversão denominado Malukomix, no qual há fotos de crianças de uma escola indo ao cinema e uma enquete com a pergunta: "Quem é o garoto mais gato do colégio?". Outro dos sites é o do cartão de descontos Mult Club Card-GCC (GCC é também a sigla da empresa com a qual a GBDS diz ter parceria). O cartão oferece, por exemplo, vantagens na compra de gás no Rio de Janeiro.
No CNPJ (Cadastro Nacional da Pessoa Jurídica), a GBDS está registrada como empresa de "desenvolvimento de programas de informática".
Fonte: Folha de S.Paulo (02/06/05)
5. Balanço pode surpreender
Fonte: O Estado de S. Paulo
A Varig anuncia hoje seu balanço do primeiro trimestre e a expectativa do mercado é de que ela exiba um resultado da atividade (excluindo movimentação financeira) bastante positivo e até mesmo superior ao das concorrentes Gol e TAM. Segundo fontes ligadas à empresa, o resultado é da ordem de R$ 156 milhões. A Gol encerrou o primeiro trimestre de 2005 com resultado da atividade de R$ 150 milhões, enquanto a TAM fechou o mesmo período com um resultado de R$ 116 milhões.
Apesar de uma dívida de R$ 6,4 bilhões, a Varig vem registrando uma melhora operacional considerável nos últimos dois anos. A empresa saiu de um resultado líquido negativo de R$ 2,8 bilhões em 2002 para um resultado negativo de apenas R$ 87 milhões no ano passado.
Com uma política de redução de custos e de melhoria da margem operacional, a empresa cancelou diversas rotas pouco rentáveis. O custo por assento quilômetro (CASK), indicador que mede a eficiência operacional das companhias aéreas, ficou muito próximo do da Gol no ano passado, e foi melhor do que o da TAM . A Varig teve um custo de R$ 0,17, contra R$ 0,16 da Gol e R$ 0,20 da TAM.
Mas, por conta da falta de capital para investir na ampliação da frota, a Varig vem registrando um crescimento abaixo da média do mercado. Como resultado, a empresa tem perdido participação de mercado. No mês de abril, a empresa perdeu a vice-liderança do mercado doméstico para a Gol. A Varig ficou com 27,61%, ante 27,81% da Gol. A TAM se manteve na liderança, com 42,3%.
Entretanto, somando os passageiros transportados por quilômetro no mercado doméstico com os do mercado internacional, a Varig continua na liderança com 54,2% de participação, ante 30,5% da TAM e 14,1% da Gol, considerando dados de janeiro a março de 2005 divulgados pelo Departamento de Aviação Civil (DAC).
Fonte: O Estado de S. Paulo (02/06/05)
6. Aéreas abrem novos portões para o Brasil
Fonte: O Estado de S. Paulo
Depois do sucesso da TAP, pioneira em lançar vôos regulares diretamente do Nordeste para Lisboa, diversas companhias aéreas começam a seguir o exemplo. A espanhola Air Europa já possui 4 vôos semanais de Salvador para Madri e pretende iniciar, a partir de novembro, 3 vôos para Fortaleza. A austríaca Lauda Air está em negociações para lançar vôos regulares entre Milão e Maceió e Milão e Recife. Já a Varig deve iniciar, a partir deste mês, vôos regulares para Lisboa a partir de Recife, Fortaleza, Natal, Salvador e Porto Seguro.
Até as companhias aéreas da América Latina descobriram o filão do Nordeste. A chilena Lan já realiza uma freqüência diária entre Santiago e Salvador e em breve deve inaugurar uma segunda. A Lloyd Aéreo Boliviano acaba de conseguir autorização para realizar uma escala em Natal, num vôo que sai de Santa Cruz de La Sierra e segue depois até Madri. A companhia já opera um vôo para Miami com escala em Manaus.
Durante a abertura do Salão do Turismo Roteiros do Brasil ontem, em São Paulo, o presidente Lula afirmou que é uma política do governo brasileiro descentralizar os vôos internacionais de São Paulo e criar novos portões de entrada. "Pedi para preparar um novo mapa geográfico dos aviões brasileiros", disse Lula. "Não é possível alguém que more em Manaus ou no Ceará, para ir aos Estados Unidos ou para a Europa, ter de vir a São Paulo. Fica mais cara a passagem, leva-se muito mais tempo. Além da 'encheção' de que eu não vou dizer, porque presidente não pode falar tudo que pensa, de ficar 3, 4, 5 horas no aeroporto."
O presidente afirmou ainda que não se trata de uma tarefa simples realizar acordos bilaterais de abertura na aviação, cujas regras são, segundo ele, "do tempo do Império". Soma-se a isso, prosseguiu, o fato de que, neste país, ao longo do tempo, se constituiu um monopólio da aviação. "Tem vários países que estão querendo vir para cá".
Segundo o presidente da Embratur, Eduardo Sanovicz, antes de começar uma negociação bilateral para a abertura de novas rotas é preciso testar na prática a demanda. "Primeiro trabalhamos com a ampliação da demanda. Na medida em que isso se concretiza, conversamos com os agentes econômicos e depois entramos com a negociação formal entre países."
O interesse das companhias regulares pelo Nordeste se dá depois do grande aumento registrado em vôos charter (fretados) nos últimos anos. Os vôos charter para o País cresceram 90% em 2004, de 172 para 327, sendo que o principal destino é o Nordeste. "O vôo charter tem esse papel de suprir a demanda na alta temporada e de servir como teste para novas rotas regulares", diz a diretora de Turismo de Negócios e Eventos da Embratur, Jeanine Pires.
Além da distância mais curta até a Europa e os Estados Unidos, o perfil turístico do Nordeste é decisivo para o aumento de demanda. Segundo a Organização Mundial do Turismo, mais de 50% dos turistas do mundo viajam em busca de um lugar ensolarado.
Fonte: O Estado de S. Paulo (02/06/05)
7. TAP apresenta proposta à Varig
Fonte: O Estado de S. Paulo
Em reunião-almoço hoje, com a participação de ministros, a empresa aérea portuguesa deve detalhar plano de parceria
Dois ministros - Antonio Palocci, da Fazenda e José Alencar, da Defesa - receberão, ao meio-dia, no Palácio do Planalto, o presidente da empresa Transportes Aéreos Portugueses (TAP), Fernando Pinto. O ministro José Dirceu, da Casa Civil, foi convidado para a reunião, mas teria declinado do convite. O executivo deve apresentar às autoridades brasileiras um detalhamento da proposta da TAP de formação de uma parceria com a Varig que permitiria superar a crise enfrentada pela companhia aérea brasileira. Participam do encontro também representantes do Departamento de Aviação Civil (DAC) e da Varig.
Dia 18, o diretor do Conselho Administrativo da Varig, David Zylbersztajn, teve reunião reservada com José Alencar e informou, depois, que a Varig deveria assinar em duas semanas o contrato definitivo com a TAP. Na ocasião, Zylbersztajn apresentou ao ministro da Defesa um memorando de entendimento assinado com a empresa portuguesa.
A expectativa é de que a TAP compre parte das ações da Varig. Segundo um assessor do Palácio do Planalto, o governo espera que o assunto se resolva rapidamente. Há quem aposte que a reunião seja conclusiva, mas não há informações concretas sobre a forma como se dariam os entendimentos.
De acordo com a legislação brasileira, uma empresa estrangeira só poderia adquirir até 20% das ações da Varig. E qualquer decisão que envolva a União terá de passar pelo presidente Lula, que tem acompanhado atentamente e com preocupação a situação da empresa.
O presidente acha que não pode deixar a companhia aérea, que tem a marca do Brasil e agrega valor para o País, simplesmente quebrar, uma vez que estudos realizados sobre a situação da empresa chegaram a apontar que o seu passivo já havia atingido a casa dos R$ 9,5 bilhões.
Zylbersztajn tem lembrado que o governo brasileiro é um ator importante no processo, já a Varig poderia receber das União R$ 2,5 bilhões como reparação pelo congelamento de tarifas nos anos 80.
Só que as negociações envolvendo a Varig têm esbarrando em todo tipo de problema, e as informações que circulam no setor são de que não haveria desembolso de recursos ou investimentos pela TAP na companhia aérea brasileira. A Varig depende de capital novo para ganhar fôlego e continuar voando, e o governo tem descartado a idéia de injetar recursos públicos na empresa, inclusive via BNDES. No governo, houve uma preocupação com notícias de que o plano da TAP era o de tentar fazer de Lisboa um "hub" (centro) para todos os vôos originados do Brasil com destino à Europa. Isso significa que todos teriam de pousar em Lisboa e, de lá, seguiriam para as demais cidades européias.
Essa proposta é considerada impossível por autoridades aeronáuticas, porque o Brasil tem acordos bilaterais com vários países na Europa, entre eles França, Alemanha e Espanha, e seria inadmissível obrigar um passageiro que está indo para um desses países, por exemplo, fazer uma escala em Portugal. Essa hipótese seria considerada rompimento de contrato, criando outros tipos de problemas para o Brasil.
Fonte: O Estado de S. Paulo (02/06/05)
8. A nossa Varig
Colunista: Ancelmo Gois
Fonte: O Globo
Aliás, a Varig publica hoje nos jornais um enorme anúncio com os nomes de todos os seus empregados.
É a primeira peça da campanha, assinada pela NBS, que marca o início desta nova fase da voadora com David Zylbersztajn à frente do conselho.
Fonte: O Globo (02/06/05)
9. Noviças voadoras
Colunista: Ancelmo Gois
Fonte: O Globo
A crise está no ar, mas o DAC acaba de dar autorização para quatro novas empresas de passageiros e de carga.
Entram em operação Flyby, Capital, Team e BRA, que já fazia cargas e vôos fretados e agora terá rotas regulares.
Fonte: O Globo (02/06/05)
10. Airbus anuncia que atrasará entrega do A380 a aéreas em até seis meses
Fonte: Folha de S.Paulo
A Airbus confirmou ontem que as entregas do novo "superjumbo" A380 terão atraso de até seis meses, após empresas aéreas insatisfeitas, como a australiana Qantas, terem revelado à imprensa que foram avisadas da mudança na data de entrega dos jatos. Pelo menos uma das empresas pretende pedir compensação financeira pelo atraso.
O A380, que pode levar até 555 passageiros e tem dois andares, é a aposta da Airbus para manter sua liderança no setor de aviação comercial.
A Airbus já estava se preparando para anunciar o atraso na entrega do modelo antes da revelação das linhas aéreas. Esse tipo de adiamento na entrega de novos aviões não é raro.
Apesar disso, o anúncio de ontem é mais um problema para a Airbus, que deve enfrentar em breve uma batalha comercial na OMC (Organização Mundial do Comércio) contra a rival Boeing, centrada nos subsídios dados pelos governos dos Estados Unidos e de países da Europa às duas empresas.
A Airbus diz que o atraso não foi causado por nenhuma falha grave encontrada em vôos de teste.
Fonte: Folha de S.Paulo (02/06/05)
11. Bombardier lucra
Fonte: Valor Econômico
O lucro líquido da Bombardier no primeiro trimestre foi de US$ 55 milhões, comparados aos US$ 174 milhões de prejuízo que a empresa teve no mesmo período do ano passado. A maior fabricante de aviões comerciais do mundo registrou vendas 8,7% maiores, que totalizaram US$ 3,8 bilhões, segundo a Bloomberg.
Fonte: Valor Econômico (02/06/05)
Resenha de notícias - 03/06/2005 (I)
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