paulo roberto escreveu:Gostaria de entender porque na ocasião que VARIG e Cruzeiro ficaram com os jatos da Panair ninguém se interessou pelos DC-7,não valia a pena..ate 1972 existia um inteiro no GIG.A Varig em 1965 ainda tinha os DC-6...que foram retirados da frota ainda na década de 60 seria um dos motivos...
A Panair operou os seguintes DC-7C "Seven Seas":
PP-PDL - W/O - BEL - 14 OUT 1961;
PP-PDM - W/O - GIG - 08 ABR 1963;
PP-PDN - WFU - GIG - 1966 (único remanescente);
PP-PDO - W/O - REC - 01 NOV 1961;
PP-PEG - Retorno PanAm - 09 SET 1965;
PP-PEH - Idem - 1964;
Varig DC-6B: Operaram pax até 1968 e após FAB;
Restava somente um exemplar e um tempo curto (1966 a 1968).
" Uma vez que você tenha experimentado voar, você andará pela terra com seus olhos voltados para o céu, pois lá você esteve e para lá desejará voltar." (Leonardo da Vinci)
E de certa forma não "tinham serventia" para RG/SC... a RG pegou os DC8, por questões de ampliar o alcance intercontinental e a SC ficou com os Caravelles para alcançar o conesul, além dos Catalinas para a Amazonia... logo depois também os Catalinas cairam fora da SC.
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Quando da" paralização " da Panair do Brasil, existiam os DC-7C como segue:
PP-PDM 45124 "Stored" canibalizado, todo metálico.Acidentado no GIG em 08.04.1963 em voo de treinamento.Avariou a bequilha , arrastou-se pela pista
danificando os 4 motores, tendo havido um princípio de incêndio, sem vítimas. Oferecido em leilão em 28.04.1969, todavia sem licitantes.
Vendido em novo leilão em 30.01.1970 e desmontado como sucata.
PP-PDN 45125 "Stored" nas cores Panair-TAP , era utilizado no "Voo da Amizade".Leiloado em 28.04.1969 sem licitantes. Ficou por um tempo abandonado e
"sumiu" Seguindo consta, foi para a FAB e levado para o PAMA para aproveitamento de eventuais peças utilizáveis nos C-118 da FAB.
PP-PEG 45094 Arrendado da Pan Am e devolvido em 15.09.1965. Existem fotos dele.
PP-PEH 45092 Arrendado da Pan Am e retomado, deve ter voado muto pouco, nunca vi uma foto do mesmo
O pouco interesse no PP-PDN, mesmo por empresas estrangeiras,talvez deva-se ao fato que além de estar parado a algum tempo e necessitar de uma revisão custosa, não possuia uma porta de carga. Em 1969 já era muito tarde para operar um DC-7C "all Pax" e provavelmente a Varig não se interessou em ter um avião único desse modelo e dispendioso para operar.
Outro detalhe é que em 1968 estavam incorporando mais Electra II (turboélices) e assim desativando os DC-6B (a pistão), como também era o DC-7C.
" Uma vez que você tenha experimentado voar, você andará pela terra com seus olhos voltados para o céu, pois lá você esteve e para lá desejará voltar." (Leonardo da Vinci)
O texto foi copiado da Revista Flap Internacional, nº 305 - fevereiro de 1998.
A primeira destas aeronaves novas de produção, o DC-7C PP-PDL, foi entregue a Panair em 5 de abril de 1957, chegando ao Rio de Janeiro em 16 de abril. As outras três vieram em rápida sucessão, com a última (PP-PDO), chegando em 12 de junho. O inicio dos serviços foi imediato antes mesmo da chegada da última aeronave, com o primeiro vôo comercial tendo sido feito pelo PP-PDN, que pousou no aeroporto de Heathrow, Londres, em 11 de junho. Na Panair os DC-7C atuaram sobretudo em rotas internacionais para a Europa, inicialmente em ¨parceria¨ com os Constellation e, depois de 1959 com os DC-6A. As acomodações eram luxuosas para a época e incluíam até camas para a primeira classe. Com isso, os DC-7C da Panair serviram linhas para destinos na França, Itália, Alemanha e Grã Bretanha. Mas algumas destas linhas atendiam também capitais latinos americanas, com Lima e Buenos Aires, ligando essas cidades aos destinos europeu. De fato, a mais longa rota já servida pelos DC-7C pertenceu a Panair do Brasil. Era o vôo que decolava de Buenos Aires nas manhãs de quarta-feira (às 9h00), com PB 278, e fazia escalas em Montevidéu e São Paulo, seguindo então para o Rio de Janeiro, de onde decolava para a travessia noturna do Atlântico Sul em direção a Dakar onde o pouso acontecia às 06h35 da quinta-feira. Dali, o PB 278 seguia para o aeroporto de Ciampino, Roma, prosseguindo para Zurique (Suissa), Frankfurt e Dusseldorf, até enfim chegar ao seu destino final, Hamburgo, as 01h45 da sexta. Na manhã seguinte do mesmo dia, se iniciava o retorno, como PB 279! ao todo, tal linha possuía 14.000 km de percurso, cobertos com não menos dez horas de escalas!
Ainda sobre os dois últimos DC-7 Panair:
PP-PEG: Consta Vendido para a Panair em 20 JAN 1964 e retorno para Pan Am em 09 SET 1965;
PP-PEH: Consta Leasing para a Panair em 1963 e retorno para a Pan Am em 1964. Interessante que ninguém encontra fotos com este prefixo!...
" Uma vez que você tenha experimentado voar, você andará pela terra com seus olhos voltados para o céu, pois lá você esteve e para lá desejará voltar." (Leonardo da Vinci)
Interessante matéria intitulada "Seven Seas of the Atlantic" sobre os DC-7C da PANAIR, publicada na revista especializada inglesa Propliner, anos atrás.
Foi escrita pelo Cmdt. Ítalo Batiolli, piloto da empresa durante muitos anos.
Apesar dos esforços continuamos sem fotos do PP-PEH em 1963. Pelos fatos e datas descritas supõe-se, por dedução lógica, que este fora substituído pelo PP-PEG a partir de 20 JAN 1964. Porém, ainda sem provas materiais!..
" Uma vez que você tenha experimentado voar, você andará pela terra com seus olhos voltados para o céu, pois lá você esteve e para lá desejará voltar." (Leonardo da Vinci)
|Marcelo,
Convivi com esse Cmdte. durante muito tempo, sem saber das histórias dele, quando ele voava na Alitalia. Depois aposentou-se . Se não me engano ele também voou DC-3 na RG e publicou um artigo na Propliner sobre isso.
Que interessante vc ter conhecido o Cmdt Italo Battioli.
Sim, ele tb escreveu uma matéria sobre os DC-3 na RG e sobre a operação dos Catalinas da PAB na Amazônia, tb interesantíssima na edição n. 53 da revista Propliner.
Completando:
O Cmte. Italo Battioli iniciou a pilotagem em táxi aéreo. Em 18 ABR 1959 decolou com um T-19, prefixo PP-GBL, do Aeródromo de Manguinhos (RJ) transportando um passageiro. Logo após, a hélice se chocou com um urubu ocasionando um pouso de emergência, em um aterro próximo ao Aero Clube do Brasil danificando o trem de pouso. O americano sofreu somente corte no supercílio.
Em 1960 passou a pilotar C-46 no Lóide Aéreo Nacional e Vasp. Em 1965 foi para a Itália, onde depois se tornou instrutor de B747. Acumulou 18.000 horas de voo e vive em Roma.
" Uma vez que você tenha experimentado voar, você andará pela terra com seus olhos voltados para o céu, pois lá você esteve e para lá desejará voltar." (Leonardo da Vinci)