Na calada da noite

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MARR
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Na calada da noite

Mensagem por MARR »

Na calada da noite
Transportando cargas de madrugada surgiram no Brasil dez novas companhias aéreas, que lucram em rotas alternativas

Por Gustavo Gantois

Elas crescem e se multiplicam na calada da noite. Já são dez, todas com o mesmo perfil: pequenas, com estrutura enxuta, proprietários discretos e marcas que pouca gente conhece. São as companhias aéreas que atendem pelos nomes de Sky Master, Total, ATA Brasil e Transportes Aéreos Fortaleza. Transportando cargas em aviões DC-8, faturaram em conjunto R$ 450 milhões no último ano. Com dinheiro em caixa, algumas delas já operam com clássicos turboélices no transporte de passageiros, ocupando rotas regionais recusadas pelas grandes companhias. “Crise no setor aéreo? Desconheço”, diverte-se Rodrigo Mendecino, diretor da Total. A empresa, que tem dez turboélices ATR de 45 lugares e três Boeings 727 para carga, atende as regiões Norte, Sudeste e Centro-Oeste. No ano passado, o faturamento foi de R$ 112 milhões. O crescimento este ano é estimado em 20%.

A Total é reconhecida pelo Departamento de Aviação Civil como a melhor empresa de aviação regional do País. “As coisas estão indo tão bem que já entramos em dois trechos comerciais que a Varig deixou de lado", afirma Mendecino, referindo-se às rotas Araxá-Pampulha e Araguaina-Brasília. Ali, a empresa atende, basicamente, a executivos da Acesita, Usiminas e Cemibra. Com ocupação média de 60% nesses vôos, a Total paga com sobras seus custos por operar com aviões de médio porte, mais econômicos.
Roberto Castro
TAF, TOTAL E SKYMASTER Juntas, empresas pequenas têm 31 aviões, operam 23 rotas e crescem 20% ao ano

A Skymaster, fundada há nove anos pelo empreiteiro Luiz Otávio Gonçalves, possui uma frota de cinco Boeings 707 e 3 DC-8 cargueiros com a qual atende seis capitais. A empresa fechou contratos na Europa e na América do Norte para fazer uma ponte área de cargas com o todo o Brasil. O quanto antes, em rotas na região Norte, a empresa quer ocupar linhas alternativas de passageiros. Outra que prevê vôos mais altos é a Transportes Aéreos Fortaleza, a TAF, que começa a realizar fretamentos nas regiões Norte e Nordeste. O destaque do momento é a recém-chegada ATA Brasil. Presidida pelo economista Luiz Henrique Piauhylino, com passagem pelo Citibank e BankBoston, a empresa conta com um sócio inglês – o fundo de gestão de recursos Athenas Aviation, com 20% do controle – e a parceria de uma operadora de turismo espanhola, a Marsans. Com uma frota de quatro aeronaves, a companhia começa, no mês que vem, a operar rotas regulares entre São Paulo e o Nordeste.

Em comum, as pequenas empresas aéreas possuem contratos de transportes de cargas da Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos. Todas as madrugadas, elas mobilizam em conjunto 31 aviões cargueiros – em sua maioria DC-8 –, para decolar de aeroportos nas principais capitais para 23 diferentes rotas. Compõem a chamada Rede Postal Noturna que, este ano, distribuirá R$ 360 milhões em pagamentos. Foi nesse nicho que, na década de 70, cresceu a falecida Transbrasil. Até cinco anos atrás, o negócio com os Correios chegava a bancar toda a folha de salários e o combustível da Vasp, mas a companhia saiu do negócio por problemas de cadastro. Das grandes, só restou a Varig, hoje com 20% do bolo, mas que em maio sai de vez da RPN. "Começamos com eles, mas, hoje, os Correios representam apenas metade do nosso negócio", completa Mendecino. A experiência com o governo resultou em mais dois contratos para a Total: um com a Petrobrás e outro para transporte de dinheiro do Banco Central.

ISTO E DINHEIRO
Anonymous

Convite pra GRU

Mensagem por Anonymous »

Galera de Sampa

Sugiro alguem convidar esse jornalista Gustavo Gantois para passar uma madrugada em GRU... nao sei de onde ele tirou que a maioria dos avioes sao DC-8. Hahahaha o que mais tem e 727 e ATRs.

Um abraco

Leone
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Re: Convite pra GRU

Mensagem por carlos oliveira »

Leone escreveu:Galera de Sampa

Sugiro alguem convidar esse jornalista Gustavo Gantois para passar uma madrugada em GRU... nao sei de onde ele tirou que a maioria dos avioes sao DC-8. Hahahaha o que mais tem e 727 e ATRs.

Um abraco

Leone
:idea:

Olá Leone ! Esqueceram de contar ao reporter que o grande polo cargueiro hoje é Campinas e não Guarulhos , ele deveria ter citado os dois aeroportos. :wink:
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carlos oliveira
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Re: Na calada da noite

Mensagem por carlos oliveira »

MARR escreveu:Na calada da noite
Transportando cargas de madrugada surgiram no Brasil dez novas companhias aéreas, que lucram em rotas alternativas

Por Gustavo Gantois

Elas crescem e se multiplicam na calada da noite. Já são dez, todas com o mesmo perfil: pequenas, com estrutura enxuta, proprietários discretos e marcas que pouca gente conhece. São as companhias aéreas que atendem pelos nomes de Sky Master, Total, ATA Brasil e Transportes Aéreos Fortaleza. Transportando cargas em aviões DC-8, faturaram em conjunto R$ 450 milhões no último ano. Com dinheiro em caixa, algumas delas já operam com clássicos turboélices no transporte de passageiros, ocupando rotas regionais recusadas pelas grandes companhias. “Crise no setor aéreo? Desconheço”, diverte-se Rodrigo Mendecino, diretor da Total. A empresa, que tem dez turboélices ATR de 45 lugares e três Boeings 727 para carga, atende as regiões Norte, Sudeste e Centro-Oeste. No ano passado, o faturamento foi de R$ 112 milhões. O crescimento este ano é estimado em 20%.

A Total é reconhecida pelo Departamento de Aviação Civil como a melhor empresa de aviação regional do País. “As coisas estão indo tão bem que já entramos em dois trechos comerciais que a Varig deixou de lado", afirma Mendecino, referindo-se às rotas Araxá-Pampulha e Araguaina-Brasília. Ali, a empresa atende, basicamente, a executivos da Acesita, Usiminas e Cemibra. Com ocupação média de 60% nesses vôos, a Total paga com sobras seus custos por operar com aviões de médio porte, mais econômicos.
Roberto Castro
TAF, TOTAL E SKYMASTER Juntas, empresas pequenas têm 31 aviões, operam 23 rotas e crescem 20% ao ano

A Skymaster, fundada há nove anos pelo empreiteiro Luiz Otávio Gonçalves, possui uma frota de cinco Boeings 707 e 3 DC-8 cargueiros com a qual atende seis capitais. A empresa fechou contratos na Europa e na América do Norte para fazer uma ponte área de cargas com o todo o Brasil. O quanto antes, em rotas na região Norte, a empresa quer ocupar linhas alternativas de passageiros. Outra que prevê vôos mais altos é a Transportes Aéreos Fortaleza, a TAF, que começa a realizar fretamentos nas regiões Norte e Nordeste. O destaque do momento é a recém-chegada ATA Brasil. Presidida pelo economista Luiz Henrique Piauhylino, com passagem pelo Citibank e BankBoston, a empresa conta com um sócio inglês – o fundo de gestão de recursos Athenas Aviation, com 20% do controle – e a parceria de uma operadora de turismo espanhola, a Marsans. Com uma frota de quatro aeronaves, a companhia começa, no mês que vem, a operar rotas regulares entre São Paulo e o Nordeste.

Em comum, as pequenas empresas aéreas possuem contratos de transportes de cargas da Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos. Todas as madrugadas, elas mobilizam em conjunto 31 aviões cargueiros – em sua maioria DC-8 –, para decolar de aeroportos nas principais capitais para 23 diferentes rotas. Compõem a chamada Rede Postal Noturna que, este ano, distribuirá R$ 360 milhões em pagamentos. Foi nesse nicho que, na década de 70, cresceu a falecida Transbrasil. Até cinco anos atrás, o negócio com os Correios chegava a bancar toda a folha de salários e o combustível da Vasp, mas a companhia saiu do negócio por problemas de cadastro. Das grandes, só restou a Varig, hoje com 20% do bolo, mas que em maio sai de vez da RPN. "Começamos com eles, mas, hoje, os Correios representam apenas metade do nosso negócio", completa Mendecino. A experiência com o governo resultou em mais dois contratos para a Total: um com a Petrobrás e outro para transporte de dinheiro do Banco Central.

ISTO E DINHEIRO
:cry:

É incrível como jornalista publica uma matéria sem fazer a devida pesquisa, no que tange a ATA BRASIL, a verdade é que tem apenas dois aviões em condições de vôo e não 4 (quatro), caso a ATA estivesse com essa bola toda , pagaria o salário no dia certo sem atraso como é rotina na ATA , é só visitar o site www.aeronautas.org.br , para ver que a empresa está sendo intimada pelo SNA via DRT/CE afim de esclarecer a reclamação de aeronautas insatisfeitos com a falta de depósito correto de salário e 13º do ano passado, não acho que funcionários fariam uma denúncia dessas se tudo estivesse em ordem :shock: :shock: :shock:
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B767
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Mensagem por B767 »

A gente torça por todas as empresas que atuem de forma profissional e positiva.
Em relação ao noticiário mencionando as empresas TAF e ATA, posso dizer o seguinte -:
1. A TAF nao opera rotas proprias de carga aerea de madrugada. Dificilmente consegue ser arrendada para missoes Ad-Hoc.
2. A ATA operou durante varios meses suas rotas de carga. sempre evoluindo, e nunca ganhou dinheiro. Alias foi muito prejuizo.
3. Nem a TAF e muito menos a ATA cresceram 20% ao ano. A TAF fica parada(mais ou menos)em relacao ao seu progresso comercial, e a ATA se afunda cada vez mais.
4. Por ultimo, as rotas dos correios que a ATA vai operar vao dar um grande prejuizo. Pegaram linhas que ninguem queria porque so dará um pesadelo financeiro.

Isso, fica obvio perante todos que tem noçao do que se passa com estas empresas.
Velásquez
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Mensagem por Velásquez »

B767 escreveu:A gente torça por todas as empresas que atuem de forma profissional e positiva.
Em relação ao noticiário mencionando as empresas TAF e ATA, posso dizer o seguinte -:
1. A TAF nao opera rotas proprias de carga aerea de madrugada. Dificilmente consegue ser arrendada para missoes Ad-Hoc.
2. A ATA operou durante varios meses suas rotas de carga. sempre evoluindo, e nunca ganhou dinheiro. Alias foi muito prejuizo.
3. Nem a TAF e muito menos a ATA cresceram 20% ao ano. A TAF fica parada(mais ou menos)em relacao ao seu progresso comercial, e a ATA se afunda cada vez mais.
4. Por ultimo, as rotas dos correios que a ATA vai operar vao dar um grande prejuizo. Pegaram linhas que ninguem queria porque so dará um pesadelo financeiro.

Isso, fica obvio perante todos que tem noçao do que se passa com estas empresas.
Prezado B767,
infelizmente mais uma vez os números são maquiados pelos empresários, que querem demonstrar a todo o custo que a empresa deles ou o setor que ele atua vai bem.
Como você bem disse, quem conhece as empresas sabe que o buraco é mais em baixo.
Parabéns pelo seu comentário CORAJOSO, mesmo sabendo que pode haver pessoas que não vão gostar do que vão ler.

Abraços
Velásquez
B767
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Mensagem por B767 »

Bom, apenas repassei o que observei sobre estas operacoes. Seria mais uma opiniao entre muitas.

Agora fazem 3 ou 4 vezes que os jornais destaquem o detalhe que o Administrador da ATA seria um Economista.
Que tipo de economista assinaria e comprometeria a sua empresa para operar uma linha RPN com B727 pagando R$41mil por operacao redonda CGR/LDB/GRU e volta? Mal paga o combustivel e taxas infraero.
O resultado final vai ser infeliz.
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arthuramaral_CGR
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Mensagem por arthuramaral_CGR »

B767 escreveu:Bom, apenas repassei o que observei sobre estas operacoes. Seria mais uma opiniao entre muitas.

Agora fazem 3 ou 4 vezes que os jornais destaquem o detalhe que o Administrador da ATA seria um Economista.
Que tipo de economista assinaria e comprometeria a sua empresa para operar uma linha RPN com B727 pagando R$41mil por operacao redonda CGR/LDB/GRU e volta? Mal paga o combustivel e taxas infraero.
O resultado final vai ser infeliz.
Comenta-se aqui que essa rota da RPN vai ser feita com B737-200 e não com B727...
A ATA venceu a licitação, mas existia outra proposta da RICO, que usaria o PR-RLA (B732)...
B767
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Mensagem por B767 »

Pode ser. tem uma linha(nao sei GYN/GRU/GYN) que pode ser feito por B727 tambem, mas tambem so paga R$40mil por noite-operacao redonda.
nem com B737-200C paga os custos da operacao. Agora com B727-200F, amigo, a ATA estarah pagando para voarn nao importa a linha em questao.

A RICO foi afastada(tambem, nenhuma outra empresa queria as linhas pelo preco proposto) pelo fato que a aeronave nao aceitava carga paletizada. Quando o voo chega em sao paulo, muitos volumes precisam passar por triagem/transferencia para um outro voo. Sem ser paletizada, nao da.
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Mensagem por Velásquez »

arthuramaral_CGR escreveu:
B767 escreveu:Bom, apenas repassei o que observei sobre estas operacoes. Seria mais uma opiniao entre muitas.

Agora fazem 3 ou 4 vezes que os jornais destaquem o detalhe que o Administrador da ATA seria um Economista.
Que tipo de economista assinaria e comprometeria a sua empresa para operar uma linha RPN com B727 pagando R$41mil por operacao redonda CGR/LDB/GRU e volta? Mal paga o combustivel e taxas infraero.
O resultado final vai ser infeliz.
Comenta-se aqui que essa rota da RPN vai ser feita com B737-200 e não com B727...
A ATA venceu a licitação, mas existia outra proposta da RICO, que usaria o PR-RLA (B732)...
Segundo informações de MAO,
o PR-RLA está fora de operação e se encontra parado em MAO. Alguém confirma se ele já retornou às operações?

Abraços
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Mensagem por Velásquez »

O RLA estaria parado em MAO desde o ano passado.
Anonymous

Mensagem por Anonymous »

O PR-RLA já retornou as suas operações normais. Eu já o vi umas duas vezes aqui em PVH neste mês fazendo a rota MAO-PVH-RBR-CZS-RBR-PVH-MAO.


Tiago Amaral - Porto Velho
Anonymous

Mensagem por Anonymous »

O PR-RLA já retornou as suas operações normais. Eu já o vi umas duas vezes aqui em PVH neste mês fazendo a rota MAO-PVH-RBR-CZS-RBR-PVH-MAO.


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Mensagem por Velásquez »

TIAGOPVH escreveu:O PR-RLA já retornou as suas operações normais. Eu já o vi umas duas vezes aqui em PVH neste mês fazendo a rota MAO-PVH-RBR-CZS-RBR-PVH-MAO.


Tiago Amaral - Porto Velho
Valeu Thiago pela informação.

Abraços
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Mensagem por arthuramaral_CGR »

B767 escreveu:Pode ser. tem uma linha(nao sei GYN/GRU/GYN) que pode ser feito por B727 tambem, mas tambem so paga R$40mil por noite-operacao redonda.
nem com B737-200C paga os custos da operacao. Agora com B727-200F, amigo, a ATA estarah pagando para voarn nao importa a linha em questao.

A RICO foi afastada(tambem, nenhuma outra empresa queria as linhas pelo preco proposto) pelo fato que a aeronave nao aceitava carga paletizada. Quando o voo chega em sao paulo, muitos volumes precisam passar por triagem/transferencia para um outro voo. Sem ser paletizada, nao da.
O que é muito estranho nisso é que a ATA era a única licitante nas propostas para GYN/GRU/GYN e CGR/LDB/GRU/LDB/CGR. Logo, por que ela ofereceu uma proposta que não pagaria os custos da operação?

Outra questão: Na licitação a linha 74011 (GYN/GRU/GYN) exige uma aeronave para 30.000Kg e PALETE 14. Já a linha 79011 (CGR/LDB/GRU/LDB/CGR) exige uma aeronave para 60.000Kg e PALETE 28. Por que o 727 faria a linha de GYN e o 737 a de CGR/LDB se as capacidades parecem indicar o contrário?

Essa aeronave tem que transportar exclusivamente carga para a RPN? A licitação fala em Carga apenas sem citar RPN como ocorre em outras licitações. Se a ATA puder transportar carga extra (sem ser para os Correios) pode fechar algum contrato que era da VASPEX que não voa mais por aqui.
B767
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Mensagem por B767 »

Prezado Artur;
Suas colocaçoes são de interesse, porque como voce tambem indagou, certas coisas nao fazem sentido.
1. As duas linhas sao GYN/GRU/GYN(Paga R$40,562 por operacao redonda) e CGR/LDB/GRU/LDB/CGR(paga R$41.693 por operacao redonda).
É só fazer as contas, e se considerar apenas Jet-A1/taxas infraero/handling usando ou B727-200F(que bebe na faixa de 5300lts/hora) ou o B737-200C (que bebe na faixa de 3200litros hora), tá na cara que vai levar paulada.
Nao se esquece, o teto operacional máximo desses avioes sem equipamento RVSM seria FL290, portanto o consumo deve aumentar ainda mais.

--Porque jogar tao baixo a proposta/preço e depois assinar?-- Ao meu ver:
1. Falta de noção básica de parametros economicos sadios.
2. Ou incompetencia
3. Ou desespero.
Seja como for, a empresa vai acabar pagando para voar estas rotas, porque lucratividade ficará bem longe. A nao ser que a empresa nao pretende pagar o arrendamento e reservas de manutencao e seguros.


2. A RICO-pelo que parece-, pretendia usar a barriga do avião(RLA) + "seat containers". mas isso nao encaixou na modalidade operacional em tela. Por fim, nao insistiu mais na licitação. Pode ser que decidiu tentar voar PAX na regiao amazonica com a aeronave.

3. Tanto no Edital como nas duas ata de reuniao, o proposito explícito da licitação foi "OBJETO: Contratação de Transporte Aereo de cargas em aeronaves cargueiras paletizadas".
Na verdade, as linhas em questao compoe uma parte da malha da RPN, portanto nao seria absolutamente necessária mencionar RPN no texto da ATA das reunioes.
Assim sendo, nao parece razoavel que o B737-200c voaria com carga e pax-mista. O B727-200F deles é cargueira pura.

Estas sao as observacoes que tenho. Todos estao torcendo que a ATA consegue brotar asas e crescer, mas se quiser morrer no "nascedouro" é só começar voar com prejuizo e falta de planejamento.
carlos oliveira
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Mensagem por carlos oliveira »

B767 escreveu:Prezado Artur;
Suas colocaçoes são de interesse, porque como voce tambem indagou, certas coisas nao fazem sentido.
1. As duas linhas sao GYN/GRU/GYN(Paga R$40,562 por operacao redonda) e CGR/LDB/GRU/LDB/CGR(paga R$41.693 por operacao redonda).
É só fazer as contas, e se considerar apenas Jet-A1/taxas infraero/handling usando ou B727-200F(que bebe na faixa de 5300lts/hora) ou o B737-200C (que bebe na faixa de 3200litros hora), tá na cara que vai levar paulada.
Nao se esquece, o teto operacional máximo desses avioes sem equipamento RVSM seria FL290, portanto o consumo deve aumentar ainda mais.

--Porque jogar tao baixo a proposta/preço e depois assinar?-- Ao meu ver:
1. Falta de noção básica de parametros economicos sadios.
2. Ou incompetencia
3. Ou desespero.
Seja como for, a empresa vai acabar pagando para voar estas rotas, porque lucratividade ficará bem longe. A nao ser que a empresa nao pretende pagar o arrendamento e reservas de manutencao e seguros.


2. A RICO-pelo que parece-, pretendia usar a barriga do avião(RLA) + "seat containers". mas isso nao encaixou na modalidade operacional em tela. Por fim, nao insistiu mais na licitação. Pode ser que decidiu tentar voar PAX na regiao amazonica com a aeronave.

3. Tanto no Edital como nas duas ata de reuniao, o proposito explícito da licitação foi "OBJETO: Contratação de Transporte Aereo de cargas em aeronaves cargueiras paletizadas".
Na verdade, as linhas em questao compoe uma parte da malha da RPN, portanto nao seria absolutamente necessária mencionar RPN no texto da ATA das reunioes.
Assim sendo, nao parece razoavel que o B737-200c voaria com carga e pax-mista. O B727-200F deles é cargueira pura.

Estas sao as observacoes que tenho. Todos estao torcendo que a ATA consegue brotar asas e crescer, mas se quiser morrer no "nascedouro" é só começar voar com prejuizo e falta de planejamento.
:cry:
eu sempre soube que os donos majoritários eram ingleses, mas agora tem saido na imprensa escrita que dos ingleses são apenas 20% , aliás é o máximo de capital de fora que uma Aérea pode ter no Brasil, agora vejam, o atual Presidente da Ata é um garotão que deve ter menos de 30 anos, está na função a menos de um ano, antes era gerente Comercial na ATA,
porém é filho de um Deputado Federal - PE , então se ele é economista e trabalhou em 3 instituições financeiras de renome internacional, só não colocaram na reportagem em que função foi, com certeza nenhum cargo expressivo dado seu pouco tempo de formado em relação à idade ele usa em Fortaleza um Honda Civic com placa de Recife, será que está clareando agora :?: :?:
pessoal, das duas uma, (ou as duas) : ou o pessoal é mais incompetente e amador do que parece, ou então é uma baita duma lavanderia, se é que voces me entendem .
"Vivendo o presente, preparando o futuro"
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