Governo quer integrar céus sul-americanos
Geralda Doca do GloboOnline
BRASÍLIA. O governo brasileiro está trabalhando num projeto de integração sul-americana que prevê a abertura do espaço aéreo para aumentar a oferta de vôos para os 13 países do continente e estimular o turismo interno. De acordo com o projeto do Ministério do Turismo — que será apresentado ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva em 60 dias e deve ser posto em prática em seis meses — serão retirados todos os entraves burocráticos para permitir que as companhias de transporte aéreo regular, nacionais e dos países vizinhos, aumentem suas rotas e freqüências não só para as capitais, mas para cidades importantes do ponto de vista econômico e turístico.
Segundo dados do Ministério do Turismo, a América do Sul tem um público potencial de 14 milhões de turistas. Todos os países da região estão sendo consultados. O Chile é hoje o mais interessado. Não por coincidência, depois do Brasil, tem a aviação comercial mais forte.
O passageiro brasileiro consegue se locomover com facilidade apenas para três capitais da América do Sul: Montevidéu (Uruguai), Buenos Aires (Argentina) e Santiago (Chile). Para o restante, a quantidade de vôos é reduzida e os aviões estão sempre lotados, mesmo para capitais como Bogotá (Colômbia) e Caracas (Venezuela), onde há boa demanda. Também é complicado levar produtos da Zona Franca de Manaus para o Chile.
País quer ser centro de distribuição de tráfego
Segundo empresários do setor, os acordos entre o Brasil e os países da região são restritos. O acordo com a Colômbia, por exemplo, permite apenas oito vôos diários de uma empresa de bandeira brasileira, mas há mercado para mais seis, disse um especialista do setor.
Segundo o ministro do Turismo, Walfrido Mares Guia, a intenção do governo é transformar o Brasil num centro de distribuição do tráfego aéreo:
— O deslocamento na América Latina é difícil, as pessoas precisam dar voltas fantásticas. Em muitos casos, é mais fácil ir até Miami e depois voltar. Adotar uma política que conduza à abertura do espaço aéreo sul-americano significa dar novos desafios de competitividade às empresas brasileiras e sul-americanas. E o usuário será beneficiado com a redução no preço das passagens.
Ele ressaltou que o Brasil não vai permitir a chamada cabotagem, ou seja, dar concessões às empresas estrangeiras para voar entre várias cidades brasileiras sem critérios.
Atualmente, a Varig voa para dez cidades da América do Sul (Assunção, Buenos Aires, Caracas, Córdoba, La Paz, Lima, Montevidéu, Santa Cruz de la Sierra, Santiago e Bogotá). A TAM também faz vôos diários para Buenos Aires, Santiago e tem planos para atender Lima. E a Gol, que já voa para a Argentina, vai inaugurar um vôo para Santa Cruz de la Sierra no próximo mês e pretende expandir suas rotas para Montevidéu, Assunção e Santiago.
Abertura beneficiaria empresas brasileiras
Mares Guia afirmou que o governo quer incentivar as empresas dos países vizinhos a chegar, por exemplo, até Corumbá (MS), o que poderia incrementar o turismo no Pantanal. Turistas brasileiros também encontram dificuldades para visitar diversas cidades da América do Sul, como Machu Pichu, no Peru.
A abertura dos mercados seria favorável às empresas nacionais, que são maiores e estão em melhor situação financeira, apesar da crise da Varig. De um total de sete empresas que operam na América do Sul, a única companhia em condições de competir é a Lanchile. As outras são a TAM Mercosul — a companhia brasileira que comprou em 1996 a Lapsa do governo do Paraguai — e a Pluna, do Uruguai, em que a Varig tem uma participação de 49%. A Aerolíneas Argentinas está à venda. A colombiana Avianca foi comprada pela brasileira Ocean Air.
Governo quer integrar céus sul-americanos
Moderador: Moderadores
Regras do fórum
As regras do fórum estão disponíveis CLICANDO AQUI.
As regras do fórum estão disponíveis CLICANDO AQUI.
Re: Governo quer integrar céus sul-americanos
Vira e mexe o Ministério do Turismo toca nesse assunto, porém até hoej nada de concoreto foi feito nesse sentido.SBSP escreveu:Governo quer integrar céus sul-americanos
Geralda Doca do GloboOnline
BRASÍLIA. O governo brasileiro está trabalhando num projeto de integração sul-americana que prevê a abertura do espaço aéreo para aumentar a oferta de vôos para os 13 países do continente e estimular o turismo interno. De acordo com o projeto do Ministério do Turismo — que será apresentado ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva em 60 dias e deve ser posto em prática em seis meses — serão retirados todos os entraves burocráticos para permitir que as companhias de transporte aéreo regular, nacionais e dos países vizinhos, aumentem suas rotas e freqüências não só para as capitais, mas para cidades importantes do ponto de vista econômico e turístico.
Segundo dados do Ministério do Turismo, a América do Sul tem um público potencial de 14 milhões de turistas. Todos os países da região estão sendo consultados. O Chile é hoje o mais interessado. Não por coincidência, depois do Brasil, tem a aviação comercial mais forte.
O passageiro brasileiro consegue se locomover com facilidade apenas para três capitais da América do Sul: Montevidéu (Uruguai), Buenos Aires (Argentina) e Santiago (Chile). Para o restante, a quantidade de vôos é reduzida e os aviões estão sempre lotados, mesmo para capitais como Bogotá (Colômbia) e Caracas (Venezuela), onde há boa demanda. Também é complicado levar produtos da Zona Franca de Manaus para o Chile.
País quer ser centro de distribuição de tráfego
Segundo empresários do setor, os acordos entre o Brasil e os países da região são restritos. O acordo com a Colômbia, por exemplo, permite apenas oito vôos diários de uma empresa de bandeira brasileira, mas há mercado para mais seis, disse um especialista do setor.
Segundo o ministro do Turismo, Walfrido Mares Guia, a intenção do governo é transformar o Brasil num centro de distribuição do tráfego aéreo:
— O deslocamento na América Latina é difícil, as pessoas precisam dar voltas fantásticas. Em muitos casos, é mais fácil ir até Miami e depois voltar. Adotar uma política que conduza à abertura do espaço aéreo sul-americano significa dar novos desafios de competitividade às empresas brasileiras e sul-americanas. E o usuário será beneficiado com a redução no preço das passagens.
Ele ressaltou que o Brasil não vai permitir a chamada cabotagem, ou seja, dar concessões às empresas estrangeiras para voar entre várias cidades brasileiras sem critérios.
Atualmente, a Varig voa para dez cidades da América do Sul (Assunção, Buenos Aires, Caracas, Córdoba, La Paz, Lima, Montevidéu, Santa Cruz de la Sierra, Santiago e Bogotá). A TAM também faz vôos diários para Buenos Aires, Santiago e tem planos para atender Lima. E a Gol, que já voa para a Argentina, vai inaugurar um vôo para Santa Cruz de la Sierra no próximo mês e pretende expandir suas rotas para Montevidéu, Assunção e Santiago.
Abertura beneficiaria empresas brasileiras
Mares Guia afirmou que o governo quer incentivar as empresas dos países vizinhos a chegar, por exemplo, até Corumbá (MS), o que poderia incrementar o turismo no Pantanal. Turistas brasileiros também encontram dificuldades para visitar diversas cidades da América do Sul, como Machu Pichu, no Peru.
A abertura dos mercados seria favorável às empresas nacionais, que são maiores e estão em melhor situação financeira, apesar da crise da Varig. De um total de sete empresas que operam na América do Sul, a única companhia em condições de competir é a Lanchile. As outras são a TAM Mercosul — a companhia brasileira que comprou em 1996 a Lapsa do governo do Paraguai — e a Pluna, do Uruguai, em que a Varig tem uma participação de 49%. A Aerolíneas Argentinas está à venda. A colombiana Avianca foi comprada pela brasileira Ocean Air.
Caso esse projeto siga adiante e seja aprovado pelo Presidente da República, é um novo estímulo às nossas empresas regionais operarem trechos sub-regionais.
Abraços
Velásquez

