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A Aeronáutica avalia cinco propostas de compra e leasing de caças novos e usados como uma solução temporária para garantir a defesa do espaço aéreo em Anápolis, após a desativação dos Mirage III, prevista para o dia 31 de dezembro deste ano.
Segundo o Comandante da Aeronáutica, brigadeiro Luiz Carlos da Silva Bueno, a decisão que está sendo discutida pelo Alto Comando da Força, será anunciaada dentro de um mês.
"O aproveitamento do F-5BR, que está sendo modernizado pela Embraer/Elbit é uma das possibilidades, bem como a compra de caças usados. Recebemos propostas dos modelos F-16, dos EUA; Kfir, de Israel; Cheetah, da África do Sul.", afirmou. A Gripen International, fabricante do caça Gripen, segundo o brigadeiro Bueno, apresentou uma proposta de leasing de caças novos para substituirem o Mirage, que estão em operação desde a década de 70.
A retomada das negociações para a compra de um lote adicional de F-5 no mercado internacional, segundo Bueno, vai depender da solução que for adotada para suprir as necessidades do Primeiro Grupo de Defesa Aérea , de Anápolis (GO), assim que os Mirage forem desativados.
"Temos F-5 de sobra para atender aos esquadrões de Canoas (RS) e Santa Cruz(RJ) e, se necessário, ao de Anápolis. Precisariamos comprar mais modelos biplace (de dois lugares), pois só temos três em nossa frota", disse.
Embora a oferta desse tipo de aeronave seja mais escassa, alguns países como a Arábia Saudita e Jordânia possuem várias unidades em estoque. A Força Aérea Brasileira chegou a negociar com a Suiça a compra de F=5 usado, mas o contrato não foi adiante. Na época a Aeronáutica alegou que a Suiça só tinha oferecido modelos monoplace e a adaptação de algumas aeronaves para a versão biplace. A proposta não foi aceita pela FAB. Alguns especialistas do setor aeronáutico afirmam que as opções oferecidas como solução temporária aos Mirage iii não são satisfatórias, exceção ao F-5BR. "O modelo modernizado pela Embraer é uma alternativa de baixo custo e a única que pode ser disponibilizada de imediato."
O problema do F-16, segundo uma fonte, são as restrições para liberação de armamentos e também as dificuldades para reabastecimento em vôo.(o sistema é incompatível com o utilizado pela FAB, que é de cesta e não de lança) "Os custos embutidos para treinamento, manutenção do motor e logística também colocariam os preços para cima. Já os modelos Cheetah e Kfir teriam um desempenho operacional inferior ao do F-5BR", segundo a fonte.
A possibilidade de compra de caças usados para substituirem os Mirage III vem sendo estudada mesmo antes do fim do programa F-X, oficialmente anunciado pelo governo na semana passada. "Mesmo que escolhêssemos o F-X, hoje teríamos que colocar outros aviões em Anápolis no lugar dos Mirage III. O tempo de entrega de um novo avião pode demorar de três a cinco anos."
São José dos Campos, 7/03/2005 - Virgínia Silveira
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Aeronáutica avalia cinco ofertas de caças.
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