Obra aponta fatos que teriam sido desconsiderados na investigação do caso
O médico Arnaldo Mallmann lança nesta sexta-feira, 18, o livro Estranha Colisão Aérea, às 19h30, na Livraria Cultura do Shopping Bourbon Country. A obra aborda o acidente aéreo ocorrido em dezembro de 1984, que envolveu um caça F-5 da Força Aérea Brasileira (FAB) e o monomotor Corisco, da Embraer, nas proximidades de Porto Alegre e Canoas. O livro manifesta inconformidade diante das conclusões apresentadas pela Aeronáutica em relação à colisão, que colocaram o promotor de justiça aposentado e piloto do monomotor Albano Mallmann, irmão do autor, como o único culpado pela tragédia.
Antes de formar-se em Medicina, Arnaldo Mallmann foi integrante da FAB, onde exerceu as funções de controlador de voo por quase 10 anos. No texto, o médico cita três casos de acidentes aéreos similares envolvendo aeronaves militares e civis – em 1959, 1967 e 1984 -, nas quais as investigações apontaram para a responsabilidade dos civis e inocência dos militares. Estranha Colisão Aérea pretende mostrar a comprovação de outra versão no terceiro caso. O livro defende que as teses apresentadas pela investigação foram apoiadas em conclusões e relatórios desvirtuados da realidade dos fatos.
Na obra, o autor aponta fatos que estiveram distantes da análise, como o tráfego aéreo, interpretações de transcrições das gravações da fala entre pilotos e torre de controle, e o desaparecimento do altímetro do avião civil. O depoimento da testemunha ocular da colisão, mapas e cartas com vícios de demarcação e rasuras em documentos oficiais da investigação, entre outros, também não foram considerados no inquérito, segundo o livro.
A publicação leva prefácio do presidente da Ordem dos Advogados do Brasil Rio Grande do Sul, Claudio Lamachia, e do advogado da família, que atuou no caso, Marco Tulio de Rose.
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